'Awake' - leia a crítica do mais novo suspense da Netflix
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‘Awake’ – leia a crítica do mais novo suspense da Netflix

‘Awake’ – leia a crítica do mais novo suspense da Netflix

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Já imaginou se um dia o ser humano perdesse a capacidade de dormir por tempo indeterminado e todos os dispositivos eletrônicos parassem de funcionar? Abrangendo essa temática, o filme Awake, lançado recentemente pela Netflix, explora um cenário pós-apocalíptico com um tom elevado de suspense e tensão em seu roteiro. No entanto, apesar da expectativa de ação e cenas de doer as unhas, as reações que o filme causa são um pouco inusitadas e podem decepcionar o espectador.

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Filme Awake, da Netflix. Em português, awake significa acordado. | Foto: Peter H. Stranks/Netflix.

Awake – leia a crítica do novo suspense da Netflix

Awake é um filme de drama, suspense e ficção científica, que foi lançado no dia 9 de junho de 2021 pela Netflix. Dirigido por Mark Raso, diretor de obras como Copenhagen (2014) e Kodachrome (2017), o longa-metragem conta sobre um evento catastrófico no qual toda humanidade começa repentinamente a sofrer de uma insônia severa. O enredo se centraliza em Jill, uma ex-soldada que precisa proteger seus dois filhos, Noah (Lucius Hoyos) e Matilda (Ariana Greenblatt), mas, principalmente, a menina, que misteriosamente continua com a capacidade de dormir. 

Por conta desse fato, no decorrer de toda a trama, Jill, a mãe de Matilda, vive o dilema de levá-la até o que chamam na história de Instituto, o qual consiste em um lugar onde médicos e cientistas podem descobrir o que causa a rara normalidade do sono da jovem e, assim, estudar a cura para o mal da falta de sono alastrado nas pessoas. Sem poder confiar totalmente nas intenções deste Instituto, a jornada até lá é perigosa: as pessoas, no decorrer do tempo sem dormir, perdem a sanidade e a própria Jill está sujeita à sua própria loucura e esgotamento físico-mental.

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A partir da esquerda: Noah (Lucius Hoyos), Jill (Gina Rodriguez) e Matilda (Ariana Greenblatt). | Foto: Peter H. Stranks/Netflix.

Problemas da trama

A protagonista Jill é estrelada por Gina Rodriguez, conhecida por protagonizar a doce Jane Villanueva, na série Jane The Virgin. No entanto, neste longa de 2021, a atriz norte-americana apostou em um lado mais dramático no seu trabalho ao interpretar essa ex-soldada dona de um passado sombrio, o qual envolve drogas e traumas. 

Apesar do enredo envolvente, da construção sólida de boa problemática, o excesso de “pontas soltas” que o filme deixa em seu andamento acaba criando no espectador a expectativa por respostas impactantes e um desfecho singular, impressionante e satisfatório. Pelo contrário, a história acaba gerando reações que tendem à fadiga a quem assiste e à necessidade de criar laços e conexões com os personagens. 

Acerca disso, podemos citar como exemplo o caso de Jill, a personagem principal: dela, pouco é explorado, uma vez que até o nome da própria é pouco mencionado, o que causa a quem assiste ao filme uma dificuldade significativa de assimilação identitária da figura de maior destaque da trama; sua história é contada de maneira breve e superficial, sem atentar-se ao aprofundamento e esclarecimento de pontos que poderiam instigar no espectador reações de empatia, compaixão, admiração ou quaisquer sentimentos que o faça conectar-se à Jill.

Não somente a conexão do espectador com os personagens, mas também a própria falta de proximidade deste com o enredo é um fator defeituoso no filme. O excesso de mistério e suspense atinge um grau inusitado no fim do longa, deixando quem o assiste perdido no meio de tantos enigmas sem resposta e incidentes que não tem sentido aparente. 

Pontos positivos

Ainda assim, as cenas possuem movimento dinâmico, inteligente, que envolvem o espectador, principalmente as de ação, fuga e luta. Os cenários são bem desenvolvidos e a qualidade cinematográfica no que se diz respeito à direção de áudio e imagem é de alto nível. Todavia, o enredo não valoriza a primorosa interpretação dos atores, em ênfase, dos protagonistas, além de alguns coadjuvantes, trazendo, em primeiro plano, uma história sem explicação e de compreensão caótica.

De fato, Awake apresenta um grande déficit no que se diz respeito ao objetivo da história, ao ponto onde o diretor quis chegar com o andamento das cenas e no que seria esperado de reflexão e de entendimento por parte do público. Confira o trailer abaixo:

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Por Amanda Dutra – Fala! UFG

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