Opinião - Custo X Valor: entenda a diferença entre eles
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Opinião – Custo X Valor: entenda a diferença entre eles

Opinião – Custo X Valor: entenda a diferença entre eles

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Custo e valor possuem significados diferentes, veja com o que cada termo se relaciona

Trata-se de um artigo de leigos para leigos. Não sou nenhuma especialista, sequer tenho grandes conhecimentos acerca do assunto. Por essa razão, muito me perguntei se devia desafiar esta página em branco e enfrentar o risco de cometer quaisquer erros gramaticais, de concordância, ou ainda a gafe de uma opinião errada sobre um tema complexo cuja nenhuma pesquisa prévia realizei. Por isso o lembrete: leitor, encare uma carta aberta sobre um tópico que, na maioria das vezes, ninguém lhe conta. Se chegou até aqui, suponho que esteja impaciente.  

Custo versus valor. O preço em contrapartida do benefício. O valor moral, sentimental, concorrendo constantemente com o monetário em uma guerra silenciosa e, muitas vezes, frustrante. Considere o contexto atual, as características do mundo das finanças e o motivo da palavra “crise” estar tão na moda na última década.

Além disso, as grandes mudanças não são exclusivas do ponto de vista monetário, o planeta que tão carinhosamente chamamos de lar vem sofrendo marcas negativas que, se não combatidas agora, implicarão em futuras gerações sem grandes histórias para contar. Todavia, com uma pitada de consciência pesada e o discernimento necessário para balancear nossas escolhas, é possível reduzir consideravelmente o impacto que deixamos no planeta e até mesmo em nosso próprio bolso.  

valor
Entenda a diferença entre custo e valor. | Foto: Reprodução.

Custo X valor: a diferença entre os termos

Promoção, consumismo, compulsão, capitalismo, liquidação, inflação! Seis palavras que circulam entre o bem e o mal e odiamos amar. As compras podem levar um indivíduo à loucura variando entre o brilho nos olhos, uma blusa nova e um cheque especial.

É normal se sentir atraído por um casaco de cashmere com um preço encantador, que promete ser seu melhor amigo e, no final das contas, acaba sendo cem por cento poliéster. Perceber que aquela panela inox com fundo triplo que não gruda, gruda sim. Ou ainda, chatear-se com seu computador de última geração, por não aguentar meia hora fora da tomada.  

Tudo bem, então qual é o ponto? Eu não estou dizendo que não deveríamos consumir. A compra em si, muitas vezes, é a concretização de um sonho traduzido em algo que podemos efetivamente usar, como quando um sapato novo traz confiança ou um colchão ortopédico qualidade de vida. Então o que deveríamos fazer? Seguir o conselho de um grandioso personagem fictício que uma vez disse que tudo deve ser avaliado como um investimento.

Você não quer apostar em um investimento ruim. Avaliar. É o essencial. Vale a pena? Você realmente precisa? É claro que queremos responder um enorme “sim” a esse papo furado, afinal, é basicamente um clichê. Ainda assim, existem diversas formas alternativas para optar.  

Começando pelo que chamamos de “novo consumerismo”, o qual se trata de uma filosofia de sustentabilidade e autenticidade, focando no conceito de que qualidade é mais importante do que quantidade. Em um rápido passeio pelo Google, entendemos a diferença entre consumismo e consumerismo, onde consumerismo atua como “um consumo racional, controlado e responsável que tem em conta as consequências econômicas, sociais, culturais e ambientais do próprio ato de consumir”. Muitas marcas de produtos já trabalham com a redução de impactos ambientais e o desperdício de produção. Embora os esforços das grandes marcas sejam consideráveis, os preços acabam sendo desestimulantes.  

Calma, não desanime, leitor! É aí que entra a parte divertida. Uma prática já comum, mas que tem tudo para conquistar ainda mais espaço no mercado são os brechós, ou os famosos “grupos de desapego”. Um lugar onde se pode encontrar de tudo por bons preços. Independentemente de ser pela Internet ou em sua comunidade local, é possível trocar com seus amigos, garimpar objetos interessantes e até mesmo colecionar histórias.

Essa prática não explora trabalhadores, não prejudica o meio ambiente e acaba sendo mais econômica. Ao pesquisar mais sobre o local ou a marca da sua compra, a peça torna-se valiosa, transformando o ato de consumir em uma experiência com significado.

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Por Fernanda Grapiglia – Fala! ESPM Porto Alegre

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