Maitana: a pequena poetisa da literatura guineense
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Maitana: a pequena poetisa da literatura guineense

Maitana: a pequena poetisa da literatura guineense

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Maitana Ferreira é uma poetisa de Guiné-Bissau. Além disso, carrega consigo inúmeras qualidades: é uma menina doce com uma mente brilhante, uma voz suave num tom cativante. A seguir, confira uma entrevista completa e conheça a história de Maitana! 

Maitana
Maitana, poetisa guineense. | Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

Uma entrevista completa com Maitana Ferreira 

1 – Quando você começou a se aventurar na literatura? Sofreu influência direta de parentes mais velhos, amigos, professores? O que aprendeu na escola a instigou a criar textos?

Primeiramente, quero agradecer a oportunidade de explicar um pouco sobre o meu percurso no mundo literário e dizer que estou muito honrada de poder, através dessa entrevista, cooperar de alguma forma como cidadã guineense. 

Na verdade, ser escritora/poetisa, nunca foi o meu sonho de criança, acho que descobri no meio do caminho. E me considero principiante do mundo literário. Contudo, munida pelo talento e determinação. Escrevi a minha primeira poesia “A fiel companhia” em 08 de abril de 2020. Foi aí que decidi criar uma página virtual com o objetivo de fazer valer essa nova paixão que brota da minha alma. 

No início, tive influências motivadoras da parte da minha família e dos meus amigos, as quais serviram de alavanca e servem de forças até hoje! Sem esquecer dos meus professores da “Cooperativa Escolar São José” – a minha casa – onde aprendi quase tudo o que sei hoje. Serei eternamente grata!

2 – Você já leu muitas obras e lê frequentemente? Que gêneros (poesia, contos, crônicas, romance) e autores prefere?

Sim, já li muitas obras e leio frequentemente. Gosto mais de poesias e romances. Admiro a forma da escrita de muitos autores,  mas os meus preferidos são: O António Soares Lopes, vulgo “Tony Tcheka” e o ilustre Abulai Sila.

3 –Tem ideia de quantos textos literários já escreveu? Há quanto tempo escreve ininterruptamente?

Sim, é claro. Até hoje produzi 89 textos e 2 duetos poéticos, um com a minha adorada escritora Lizidória Mendes, intitulado A vida na vida, e o outro com o escritor Cabo-verdiano Irineu Vaz As paixões desencontradas.

Foi muito bom trabalhar com esses dois escritores incríveis.

Mural Caminho Urbanos Nuno
Mural Caminhos Urbanos Nuno. | Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

4 – Que temas prefere escrever? Prefere a ficção ou o que vivencia e vê no dia a dia?

Prefiro poesias, sinto uma liberdade enorme quando escrevo uma poesia! Escrevo ficções, mas escrevo mais a realidade. Afinal, a vida é a melhor lição e eu vejo o mundo como um livro que merece ser escrito para que as pessoas leiam e aprendam a viver! Porque viver requer muito saber.

5 – O que significa a poesia para você?

A poesia, para mim, significa poder! Poder chegar aos outros de uma maneira inexplicável, ou seja, entrar na alma de um ser sem precisar bater na porta! É a maneira mais sutil de tocar!  É poder se expressar, no mais alto volume, sem sequer soltar a voz! É poder sonhar sem limites, transformar uma mente, um coração, um ser por inteiro! 

E como digo sempre, as palavras bem conduzidas, alcançam uma grande revolução e uma possível transformação em qualquer  lugar do mundo!

6 – O bom escritor também é um bom leitor. Quais foram as suas influências?

Claro. A escrita e a leitura são ações que se complementam! Ninguém nasce sabendo, e,  aprendendo tudo se sabe. Um bom escritor é, com certeza, um bom leitor, e vice-versa. Eu não sei se já sou uma boa escritora, mas,  pelo menos, sei que estou no caminho certo. Pois, nunca me achei boa ao ponto de renunciar a aprendizagem, o aperfeiçoamento, por mínimo que seja. 

Por isso, digo que, pode até ser fácil se tornar um escritor, todo mundo pode ser escritor. Mas, nem todos consegueriam ser um “bom escritor”. 

Não é fácil! Não é nada fácil! Requer muito esforço, para ser um bom escritor, há de ser, primeiro, um amante da leitura, gostar de aprender, de descobrir,  de conhecer, de saber. Eu, por exemplo, sempre consulto os meus dicionários, as gramáticas…qualquer instrumento possível. 

E é de suma importância saber que, se um bom escritor é aquele que gosta de ler, o melhor escritor é aquele que além de gostar de ler, sabe que nunca saberá o suficiente. Assim que precisa sempre conhecer mais, descobrir mais, saber mais. Ser dedicado, mas sobretudo, muito humilde e aberto a qualquer crítica construtiva.

7 – Qual é a poesia pela qual você tem maior preferência?

A poesia é “Sonhei com a Guiné”. Essa poesia é uma cantiga de esperança, a esperança que habita no coração de qualquer guineense. 

Maitana Ferreira
Maitana é uma amante da poesia.| Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal

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Por  Benazira Djoco – Fala! UNIESP PB 

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