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Veja tudo sobre os gastos do governo brasileiro com leite condensado

Dados do painel de gastos do Ministério da Economia, divulgados em primeira mão pelo site Metrópoles, deram o que falar na Internet

Os dados apontam que o governo chegou a gastar cerca de R$1,8 bilhão com alimentos em 2020, um aumento de 20% comparado com o ano de 2019. Entre os alimentos listados pelo site, estão biscoitos, sorvete, massa de pastel, geleia de mocotó, pão de queijo, pizza, vinho, bombom e chiclete. O assunto que ficou entre os mais comentados no Twitter e tomou conta da vida da brasileiro, foi o valor gasto em leite condensado: R$ 15 milhões.

No Instagram, foi comentado em como o dinheiro poderia ter sido usado, R$ 18 milhões de testes de Covid (preço médio de um teste de farmácia R$ 100), o dinheiro dos leites condensados comprariam cerca de 8.335 cilindros de oxigênio de 50L (custando R$ 1.800 cada um), poderiam ser usados para pagar o auxílio emergencial para 1,5 milhão de brasileiros, entre outras alternativas de usar o dinheiro. E no Facebook, os memes não ficaram de lado, imagens do presidente e do leite condensado rodaram a timeline da rede social.

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Jair Bolsonaro segurando uma lata de leite condensado. | Foto: Reprodução/Rede Brasil Atual.

Ministério da defesa diz que doces são para o exército

O Ministério da Defesa afirmou que o “efetivo de militares da ativa é de 370 mil homens e mulheres, que diariamente realizam suas refeições, em 1.600 organizações militares espalhadas por todo o país”.

As Forças Armadas têm a responsabilidade de promover a saúde da tropa por meio de uma alimentação nutricionalmente balanceada, em quantidade e qualidade adequadas, composta por diferentes itens.

Também justificou a compra de leite condensado em quantidade: “O leite condensado é um dos itens que compõem a alimentação por seu potencial energético. Eventualmente, pode ser usado em substituição ao leite”.

Vale a pena lembrar que essa não é a primeira vez que os gastos são feitos.

Lula e os gastos com bebidas de 12 anos

O presidente Lula usou o cartão corporativo para compras igualmente polêmicas. Segundo o jornal Gazeta do Povo, em apenas um dia, foram compradas com dinheiro público 6 garrafas de vodka Absolut, 6 de uísque Johnnie Walker Black, 6 de cachaça Havana (R$ 400 a unidade) e 18 garrafas de vinho. A conta de R$5 mil foi destinada ao Palácio da Alvorada.

Conforme a reportagem, essa não foi a primeira que o cartão foi usado pelo ex-presidente para compras de bebidas. Foram compradas mais 7 garrafas de uísque, 6 de vodka e 5 de cachaça Anísio Santiago (também por R$ 400 e com envelhecimento de 12 anos). O valor total foi de R$ 4 mil.

De acordo com a assessoria do ex-presidente, a razão das compras eram os altos eventos e recepções a chefes de Estado e autoridades estrangeiras que o governo realizava.

Dilma e o camarão de R$ 230

A ex-presidente Dilma também usou o cartão corporativo para compras de cachaça, vinho e outros itens. Segundo a reportagem, a então ex-presidente gastou dinheiro com camarão que custava R$ 230, o quilo. Dilma também realizou a compra de uma coleira para o seu labrador, Nego, por R$255.

Mas isso é somente parte dos gastos. Os cartões são usados para tudo.

A legislação determina o sigilo de 98% dos gastos feitos pelo seu presidente até o final do seu mandato. O sigilo com cartão corporativo foi criado para proteger informações que possam ameaçar a segurança do presidente e de seus familiares.

Michel Temer e os gastos em comida de avião

O ex-presidente Michel Temer gastou, em cinco anos, o equivalente a R$ 4,7 milhões em comida do avião presidencial. Alguns itens requisitados, como sorvetes Häagen-Dazs, camarão, salmão e até caviar.

Em uma dessas compras, o Palácio do Planalto chegou a abrir uma licitação para comprar alimentos e serviços para o avião presidencial de Michel Temer (PMDB). O valor previsto era de R$ 1,75 milhão para o período de um ano. Mas após a repercussão negativa, o governo cancelou uma licitação que previa a compra de alimentos de alto padrão para abastecer o avião presidencial de Michel Temer, com gastos superiores a R$ 1,7 milhão.

Gasto contraditório com o dinheiro público vai do executivo ao legislativo

Assim como os ex-presidentes e o presidente atual, Jair Bolsonaro, os deputados federais também usaram do dinheiro público, pagaram pizzas, sorvetes e refeições em churrascarias. Segundo o Correio do Povo, os parlamentares gastaram mais de R$ 80 mil em refeições entre os dias 1 e 5 de março de 2019, período em que ocorreu a comemoração do Carnaval e os deputados tiveram folga do trabalho.

O deputado Abou Anni (PSL-SP) gastou R$ 108,71 em um restaurante dentro do Morumbi Shopping, em São Paulo. Em um e-mail enviado por Abou Anni afirmou sobre o gasto feito com a refeição:

Tive agenda por volta das 11h30min com o grupo político da cidade de Embu das Artes, a qual obtive uma votação expressiva, em seguida, desloquei-me para o centro da cidade a fim de me reunir com alguns assessores no gabinete estendido, porém antes decidi almoçar no Shopping Morumbi, uma vez que é caminho do meu deslocamento.

Assim que o feriado passou, os deputados pediram reembolso dos gastos. Na época, Bibo Nunes (PSL-RS) apresentou dois recibos que totalizam R$ 176 em uma pizzaria. O parlamentar Helio Lopes (PSL-RJ) gastou R$ 145,70 em um restaurante de frutos do mar e o cardápio foi camarão.

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Por Maria Ingrid – Fala! Universidade Anhanguera

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