Veja cinco livros que todo brasileiro deveria ler
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Veja cinco livros que todo brasileiro deveria ler

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A leitura é considerada um dos hábitos mais saudáveis e recreativos já praticados. Além de melhorar o funcionamento do cérebro, estimula a criatividade e incita o senso crítico do leitor. Apesar de todos os seus benefícios, 44% da população brasileira não pratica o hábito da leitura, calculando uma média de dois livros por ano para cada cidadão. Para incentivar tal hábito, aqui, veja 5 livros que todo o brasileiro deveria ler: 

livros brasileiros
Veja cinco livros que todo brasileiro deveria ler. | Foto: Montagem/Reprodução.

Livros que todo brasileiro deveria ler

1. Capitães da Areia – Jorge Amado (1937)

Ambientada em Salvador, a obra conta a história de um grupo de menores abandonados, os capitães da areia. Crescendo nas ruas e enfrentando as mais árduas mazelas da vida, esses meninos vivem em um trapiche abandonado no cais do porto da cidade, roubando para sobreviver.

Sempre procurados pela polícia, quando capturados, são enviados para um reformatório. Além disso, a obra também trata da doença que assolava Salvador na época, a varíola. O livro faz forte denúncia social à miséria e à desigualdade e, na época, foi censurado pela ditadura.

2. Pequeno Manual Antirracista – Djamila Ribeiro (2019)

Onze lições breves para entender as origens do racismo e como combatê-lo. Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos.

Em onze capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas.

O livro mostra como o racismo ainda está extremamente estruturado na sociedade atual e como a mudança começa a partir de quem está lendo, em situações, por vezes, imperceptíveis. 

3. Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis (1881)

A obra é narrada pelo autor que já morreu, o próprio Brás Cubas. O livro aborda as experiências de um filho abastado da elite brasileira do século XIX. Com uma voz irônica que se dirige constantemente ao leitor, a trama começa com o enterro de Brás Cubas, passa por seus delírios, volta à infância do personagem e, de forma mais ou menos linear, traz, para o centro da cena, vários episódios da vida desse excêntrico narrador.

O contexto histórico que dialoga com o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas é o de um Brasil construindo sua urbanidade, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, capital nacional no período. De modo geral, a obra de Machado de Assis retrata os tipos e cenas comuns dessa sociedade carioca. Além do período da libertação dos escravos, em 1888, e seus efeitos na vida urbana.

4. Vidas Secas – Graciliano Ramos (1938)

A obra retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época.

O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão. O livro denuncia o descaso social e a exploração humana onde é ambientado.

5. O Cortiço – Aluísio Azevedo (1890)

A obra retrata a vida das pessoas simples em um cortiço (habitação coletiva) do Rio de Janeiro. Com um teor crítico, trata-se de uma exímia representação da realidade brasileira do século XIX.

O tema em si é a denúncia social do Rio de Janeiro do fim do século XIX. A partir do determinismo e do zoomoorfismo, à luz do Realismo-Naturalismo, Aluísio Azevedo descreve, após profunda observação e análise, a degradação social das camadas baixas e do ser humano como um todo no Brasil. 

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Por Caio Fuchs – Fala! Cásper

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