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Dossiê Tomb Raider – Os filmes e os Jogos com Lara Croft

Dossiê Tomb Raider – Os filmes e os Jogos com Lara Croft

Por Isabella Codognoto – Fala! Cásper

Tomb Raider é uma das franquias de jogos mais bem-sucedidas de todos os tempos, tendo vendido mais de 35 milhões de unidades em todo o mundo. Mesmo após vinte e dois anos do seu primeiro lançamento, a personagem principal, Lara Croft, continua sendo um dos maiores ícones femininos no universo dos games.

O primeiro jogo começou a ser produzido em 1993, mas só foi lançado em 1996. A britânica e destemida Lara Croft nasceu como uma releitura do Indiana Jones, herói cinematográfico que também marcou época. A personagem criada por Toby Gard tinha como maior atrativo os peitos absurdamente grandes, um erro de programação, que após terem aumentado seus seios em 150% acidentalmente, ainda sim foi aprovado pela equipe de produção do jogo.

Muitas das franquias lançadas nessa época sofreram com o “boom” dos vídeogames, não só Tomb Raider como o outro sucesso da época: Resident Evil, já que a popularidade dos consoles fazia com que o público e os empresários pedissem por lançamentos a cada ano e os jogos acabaram por perder a qualidade no roteiro e no visual.

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Atualmente, a marca conta com dezessete jogos e três filmes, dois interpretados por Angelina Jolie e o mais recente, lançado em março deste ano, com a atuação de Alicia Vikander, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante em A Garota Dinamarquesa.

Quinze dos jogos seguiam a linha temporal instalada pelo primeiro, em que o foco na Lara Croft sempre foi a sensualidade. Seu cabelo variava entre trançado e o rabo de cavalo, mas suas roupas não iam muito longe do short curto e a blusa decotada e, algumas vezes, também curta. Já os dois últimos, Tomb Raider, em 2013, e Rise of the Tomb Raider, em 2015, são reboots da história, onde a personagem foi muito melhor caracterizada e construída, pois o foco estava em sua personalidade e habilidades, e Lara passou a vestir regata e calça, além de ter um corpo proporcional a uma jovem.

Angelina Jolie representou muito bem a primeira ideia de Lara Croft nos filmes iniciais da franquia, Lara Croft: Tomb Raider (2001) e Lara Croft Tomb Raider: A Origem da Vida (2003). Encarando o desafio de ser uma mulher forte e sensual, a atriz foi escolhida por já ter um físico parecido com a personagem, mas mesmo assim teve que usar prótese que aumentaram seus seios para a adaptação. O primeiro longa arrecadou mais de US$ 274 milhões de dólares e, até hoje, tem o título de maior bilheteria baseada em um jogo.

Entretanto, com o reboot do jogo, a própria criação da personagem mudou, nos trazendo de volta ao mais recente lançamento da franquia: b. Com direção de Roar Uthaug e roteiro de Geneva Robertson-Dworet, o filme estrelado por Alicia Vikander é claramente diferente das outras produções, mostrando uma jovem personagem mais aberta as suas emoções e que, mesmo tendo muita coragem, ainda está aprendendo a ser forte.

A atriz ganhou 10kg de músculos durante a preparação e dispensou dublês em praticamente todas as sequências de ação. Em uma entrevista ao Entertainment Tonight Canadá, Vikander declarou:

“Eu ganhei mais de 10kg de massa muscular, mas não se tratava apenas de ficar maior. Você também precisava ficar mais veloz, mais ágil. Pude fazer muitas escaladas, treinei com mulheres profissionais no ramo de MMA, boxe, natação, ciclismo. Foram muitos elementos diferentes que me ajudaram ao longo da preparação”.

A atriz esteve no Brasil durante a Comic Con Experience 2017.



As 5 maiores diferenças entre os filmes:


1- A HISTÓRIA:

Os dois primeiros filmes da franquia optaram por não seguir nenhuma das histórias dos jogos, enquanto o novo filme é inspirado nos games da fase reboot iniciada em 2013.

Em Lara Croft: Tomb Raider, a personagem encontra em sua casa um relógio que começa a funcionar no alinhamento dos planetas, além de andar regressivamente. Nessa mesma noite, sua casa é invadida e Lara não consegue evitar que roubem o tal relógio. Em busca do seu significado, a moça descobre os Triângulos da Luz e fica a cargo dela evitar que os Illuminati roubem esses objetos e que possam assim voltar no tempo e destruir o mundo. O filme custou $94 milhões de dólares e arrecadou $274,7 milhões, sendo considerado o filme baseado em videogames mais lucrativo da história.

Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida, a sequência lançada dois anos após a primeira produção, mostra nossa heroína em busca da Caixa de Pandora e evitar que a relíquia caia em mãos erradas. Para isso ela precisará primeiro achar a Origem da Vida. O longa teve orçamento de $95 milhões e bilheteria de $156,6 milhões de dólares.

A mais nova produção da franquia, Tomb Raider: A Origem, já começa nos mostrando uma personagem muito ativa que treina numa academia de luta. Trabalhando com entregas em sua bicicleta para ganhar dinheiro, ela se recusa a aceitar a herança de seu pai, pois seria o mesmo que reconhecer sua morte. Após encontrar pistas no túmulo da família, Lara Croft decide largar tudo para ir até o último lugar onde seu pai esteve: a ilha Yamatai; e assim desvendar o sumiço da única família que ela já teve.



2- 
O VISUAL:

A primeira marca da Lara Croft desde a sua criação foi a sensualidade, e os filmes não foram diferentes. A primeira versão da personagem era mais voluptuosa, e também mais atlética e musculosa do que sua versão virtual. Seu visual durante a maior parte do filme era um short curto e escuro e uma regata preta, e seu cabelo trançado durante toda a ação. Angelina Jolie chegou a usar prótese em seus seios para que ficassem mais parecidos com o jogo. No segundo filme, ainda com Jolie, a roupa principal vista na divulgação do filme foi um macacão, numa espécie de látex brilhante.

Já na fase reboot, muitos fãs que acompanhavam os jogos estranharam o visual mais contemporâneo e até mesmo mais sensato para alguém que está enfrentando uma aventura na selva. Os gráficos mais modernos também ajudaram trazendo realismo para os machucados e a sujeira em suas roupas.

 

3-A PERSONAGEM:

Nos primeiros filmes da franquia vemos Lara Croft como uma mulher sexy e poderosa. Logo em sua primeira cena, a personagem aparece lutando com um robô gigante, desenvolvido por seu amigo para treinamento, e mostrando até facilidade em lidar com o desafio. O público acaba por conhece como uma personagem já formada, que passou pelo luto e agora segue a vida descobrindo relíquias históricas com grandes pistolas automáticas.

A Lara apresentada no novo filme é jovem e inexperiente, e dá ao público a oportunidade de acompanhar o seu desenvolvimento até a heroína tão conhecida e, principalmente, deixando de ser um ícone sexual e sim uma mulher forte e engenhosa. Em uma de suas primeiras cenas, podemos acompanhar uma luta na academia em que treina e mesmo após muito esforço, a personagem perde; nota-se que a moça ainda está aprendendo a lutar.


4-VILÕES:

O filme de Simon West, Lara Croft: Tomb Raider, de 2001, apresenta um grupo da alta sociedade que se intitulam Illuminati e que estão atrás de relíquias místicas para governar o mundo. Já no filme de Jan de Bont, de 2003, Lara Croft enfrenta a máfia chinesa e o cientista Jonathan Reiss que buscam a Caixa de Pandora, mas a personagem percebe que o objeto é perigoso demais para ser descoberto.

Em Tomb Raider: A Origem podemos conhecer o personagem Mathias Volgel (Walton Goggins) como o principal antagonista. O mesmo acontece no primeiro jogo da fase reboot, Tomb Raider, de 2013, e ele nada tem a ver com a Trindade, organização que busca a dominação mundial através do medo, que só é vista no jogo Rise of the Tomb Raider, o segundo game da nova trilogia. Nos videogames, Mathias ocupa o cargo do personagem Konstantin, principal vilão do game de 2015.


5- MISTICISMOS:

Um ponto forte dos sucessos cinematográficos dos anos 2000 é a ligação com o misticismo, A Múmia e Indiana Jones são grandes modelos disso, e Lara Croft: Tomb Raider não foi diferente. Nas duas primeiras produções da franquia, as relíquias já trazem a mágica em sim, tanto o Olho Que Tudo Vê e o Triângulo da Luz, objetos do primeiro filme eque teriam o poder de dominar ou destruir o mundo, quanto a Caixa de Pandora, vista no segundo filme, guardadora de todos os males do mundo. O próprio local desses dispositivos continham algo mítico, como por exemplo o templo em Camboja,  onde Lara encontra a primeira peça do triângulo, e em que as estátuas de pedra ganham vida após ela retirar objeto.

CUIDADO, SPOILERS NESTE PARÁGRAFO
O longa metragem lançado em 2018 fugiu totalmente desse misticismo. Ainda no início do filme, a trama parece realmente tratar de uma maldição causada por Himiko, rainha japonesa que foi exilada em uma ilha deserta; mesmo a personagem principal duvidando disso, os acontecimentos levam o público a crer que existe algo mágico envolvido, mas o
plot twist no ato final mostra como nada é o que parece, pois a maldição se tratava na realidade de uma doença transmitida pelo toque e a rainha era a única imune e por isso decidiu se sacrificar, exilando-se numa ilha de difícil acesso. A ideia de uma doença desse tipo até nos faz exercitar a suspensão da descrença, mas foi a saída utilizada pelos roteiristas para eliminar da história qualquer fórmula mágica.

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