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França: Uma vitória além do futebol

Nathália Taise – Fala!MACK

 

Os jogadores do time da França trazem consigo mais de uma dúzia de nações

A França está entre os países do “velho mundo”, e traz consigo muita história para se contar. Uma delas é sua relação com os imigrantes. O país nunca foi adepto a ideia de misturar os franceses com outras nacionalidades, mesmo que seu lema “Liberté, Égalité, Fraternité” (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) exista desde 1789, e esteja presente na constituição de 1946 e de 1958, a igualdade entre raças ainda é uma batalha que se luta nas ruas francesas.

Porém, essa realidade vem se alterando aos poucos, querendo ou não, a França está se tornando um país cada vez mais mestiço, atualmente aproximadamente 10% de sua população é formada por imigrantes. As causas da imigração são diversas, pessoas que veem oportunidades de trabalho, pessoas que veem condições melhores de vida e muitos que se refugiam, fugindo de guerra, fome e escassez.

Logo, hoje uma boa parte da população francesa é formada não só por imigrantes, mas pelos filhos e netos de imigrantes de décadas passadas. Apesar desses dados, ainda se encontra um forte racismo e xenofobia na França, tanto por parte dos franceses que não aceitam seus estrangeiros como iguais, como por parte dos imigrantes que sentem uma antipatia por aqueles que não os querem acolher.

E esse foi um assunto que veio à tona recentemente junto com a Copa do Mundo de Futebol 2018, sediada na Rússia. Já que 80% da seleção Francesa era composta por imigrantes e filho de imigrantes.

Os jogadores do time  Francês eram também da Espanha, Filipinas, Mali, Mauritânia, Senegal, Argélia, Itália, República Democrática do Congo, Haiti, Angola, Camarões, Guiné, Marrocos, Togo e Martinica e Guadalupe.

Entretanto apenas dois jogadores nasceram de fato fora da França, o goleiro Steve Mandanda, que nasceu na República Democrática do Congo, e o zagueiro Samuel Umtiti, em Camarões. Quanto aos demais jogadores foram seus antepassados, pais ou avós, que realizaram a imigração.

O time que competiu na Copa do Mundo de Futebol de 1998 – e os que vêm competindo de lá para cá – também contaram com outras nacionalidades em suas escalações, porém é fato que nesses 20 anos pouca coisa mudou quando o assunto são as diferenças e o preconceito entre o “francês puro” e o “mestiço”.

Então que essa vitória francesa não seja apenas pelo futebol, que ela sirva para algo a mais, para mostrar que misturar-se faz bem, e que somos todos iguais, apesar das diferenças. Que com essa vitória faça-se ouvir o tão belo lema que os franceses possuem Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Que essa seja uma vitória pela igualdade.

 

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Um comentário

  1. Omar Córdova Gavica

    La discriminación es probable que sea propio de los seres humanos..sin embargo, no le quita mérito ha la nación francesa, misma que en toda su historia ha dado muestra de valores sólidos.

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