São Paulo amanhece com Metrô em greve
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São Paulo amanhece com Metrô em greve

São Paulo amanhece com Metrô em greve

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Nesta manhã (19), a greve realizada pelos metroviários do Estado de São Paulo paralisou o funcionamento de algumas linhas do metrô e, dessa forma, a movimentação será restrita. A paralisação tem previsão de encerramento em 24h.

A greve entrou em vigor às 0h desta quarta-feira, após uma decisão realizada em uma assembleia on-line pelo Sindicato dos metroviários na noite de terça-feira (18). Dos 3.162 participantes, 2.448 (77,4%) votaram pela greve, conforme aponta o anúncio oficial no site do Sindicato.

Nova greve no Metrô começa em São Paulo.
Metroviários iniciam greve nesta quarta-feira em busca de novas condições de trabalho. | Foto: Reprodução.

O Metrô de São Paulo publicou uma nota no Twitter que revela que as linhas :1 (azul – entre as estações Ana Rosa e Luz), 2 (verde – entre Alto do Ipiranga e Clínicas), 3 (vermelha – entre Bresser-Mooca e Santa Cecília) funcionarão parcialmente. No entanto, a linha 15 (prata) estará fechada. A ViaQuatro e a ViaMobilidade, que são responsáveis pelo comando das linhas 4 (amarela) e 5(lilás), divulgaram que funcionarão normalmente nesta quarta-feira.

Com a finalidade de diminuir os transtornos causados pela greve, a SPTrans afirmou que irá acionar o PAESE (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência) que criará “seis linhas especiais que saem das estações do Metrô até a região central para atender os passageiros com uma frota total de 163 coletivos”.

Protesto em relação às condições de trabalho dos metroviários.
No dia 11 de maio, os metroviários de SP foram às ruas para protestar | Foto: Reprodução.

Entenda o motivo da greve dos metroviários de SP

Em uma carta aberta à população, o Sindicato dos Metroviários explicou que uma das causas da greve é a redução salarial proposta pelo governador Doria, apesar da dedicação dos trabalhadores durante a pandemia. Além disso, os metroviários afirmam que a superlotação no transporte público deve ser evitada por meio de um Plano de Emergência.

Outro ponto criticado pelos metroviários é o tratamento diferenciado em relação aos empresários do setor privado de transportes. “Em março o governo repassou R $1 bilhão para a concessionária CCR, que administra as Linhas 4, 5 e 17 (privatizadas). Com a bagatela, a empresa adquiriu as linhas 8 e 9 da CPTM e ainda sobrou dinheiro.” Dessa forma, um lucro expressivo da empresa tem sido formado, e apenas no primeiro trimestre somou 688,9 milhões.

Os metroviários alegam que não estão em busca de um aumento salarial, mas, sim, de um reajuste que não acontece há mais de 2 anos.

Resposta do governo de São Paulo

Em nota, o governo de São Paulo considerou inadmissível a ação dos metroviários por prejudicar os cidadãos que carecem do transporte público.

Segundo o anúncio, o Metrô de São Paulo ofereceu uma proposta de acordo salarial que está além do que é praticado no mercado de trabalho e previsto na legislação trabalhista.

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Por Lucas Kelly – Redação Fala!

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