Rogério Ceni no Flamengo: adeus e boa sorte!
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Rogério Ceni no Flamengo: adeus e boa sorte!

Rogério Ceni no Flamengo: adeus e boa sorte!

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Na última terça-feira, 11 de novembro, o torcedor são-paulino viu seu maior ídolo alçar voos maiores. Rogério Ceni, até então treinador do Fortaleza, optou por deixar o comando do Leão do Pici e fechar com o Flamengo, maior desafio da sua carreira. Mas quem sofre com essa mudança, na verdade, é o torcedor tricolor. 

É claro que a carreira do ex-goleiro como treinador não iria se limitar ao São Paulo, tal sua carreira como jogador. A torcida tinha essa consciência e o apoiou em todos os seus passos até aqui. Em 2018, ao contratar Rogério Ceni para a função de treinador, o Fortaleza também ganhou 20 milhões de torcedores, apaixonados pelo “M1T0”.

Desde que o treinador deixou o Morumbi, no dia 3 de julho de 2017, o são-paulino espera por sua volta no ano de 2021, após o fim da desastrosa “Era Leco”. 

Rogério Ceni 100º gol
Rogério Ceni comemorando seu 100º gol. | Foto: Reprodução Wander Roberto/VIPCOMM.

Rogério Ceni: Luz no fim do túnel

Tudo caminhava para um casamento ideal no próximo ano. Rogério, mais maduro, com bagagem e reconhecido na função. O clube, de diretoria nova, buscando novos rumos e retomar as glórias do passado. Para o mais fanático torcedor, a volta do maior ídolo era vista como a luz no fim de um túnel do clube que vive um momento traumático.

Além do mais, em entrevista ao Bem Amigos, no canal SporTV, Rogério deixou claro que pretendia cumprir seu contrato com o Fortaleza, comandando o clube até o final da temporada. Deu a entender que seu rumo poderia ser o Morumbi. Pouco mais de um mês depois, tudo mudou. E como acontecera em 2019, outra vez o Fortaleza se vê largado pelo maior treinador de sua história.

Fortaleza
Rogério no comando do Fortaleza. | Foto: Reprodução Fortaleza.

Lógico que a torcida sempre deseja o melhor para o seu maior ídolo, responsável por vários momentos vitoriosos da instituição. Talvez, em outra circunstância, a ida de Ceni para o Flamengo seria de maior compreensão por parte dos tricolores. Sua ida ao Cruzeiro, por exemplo, não gerou a mesma repercussão negativa. Pelo contrário, Rogério foi apoiado pelos torcedores. 

Sentimento de traição

Mas, dessa vez, o são-paulino se vê traído. Seu maior ídolo realmente vestiu as cores de um rival direto por títulos. Além disso, Rogério Ceni aceitou a proposta do Flamengo às vésperas de um confronto contra o São Paulo pelas quartas de final da Copa do Brasil. Não havia momento pior para que ele assumisse o comando rubro-negro.

São Paulo
Rogério Ceni lamenta gol do São Paulo. | Foto: André Mourão/UOL.

A dor maior se deu pelo fato de o Tricolor ter avançado para as quartas de final da competição após eliminar, justamente, o Fortaleza, comandado por Rogério Ceni. Este confronto gerou dúvidas no torcedor: torcer para seu time de coração ou para o maior ídolo da história do clube? Parece loucura, mas aconteceu esse questionamento entre os são-paulinos. Alguns, inclusive, não comemoraram tanto a classificação devido à eliminação do ídolo. 

A tão marcante 01…

No entanto, o soco na boca do estômago, no final das contas, veio na apresentação do treinador no Ninho do Urubu. Ao ser recebido no novo clube, Rogério ganhou, das mãos do presidente rubro-negro Rodolfo Landim, a camisa 01, tão emblemática na sua história no São Paulo.

Rogério Ceni
Ceni sendo apresentado pelo Flamengo. Foto: Flamengo. 

Na verdade, foi um tapa na cara do torcedor são-paulino. O clube paulista, sobretudo, aposentou o número simbólico do ídolo. Essa ação foi, talvez, a mais maldosa e dolorosa nessa situação toda. Sem dúvida, era algo evitável por parte da diretoria rubro-negra e até mesmo pelo treinador. Não é relevante o número da camisa com que o técnico foi apresentado. Para a torcida flamenguista, apresentar Rogério sob a numeração 10, 1 ou 01 pouco importa. 

Diante de tudo isso, a idolatria continua? O amor por Rogério segue o mesmo? A princípio, não. A repercussão da torcida tricolor mostra que a situação não pegou bem para o treinador. Como disse Baby, presidente da maior torcida organizada do São Paulo (Torcida Independente), o maior ídolo do São Paulo é o seu torcedor, aquele que apoia, canta, sofre, vai ao estádio e compra produtos licenciados pelo clube.

A fratura deixada nos torcedores é enorme. Rogério Ceni deixou os são-paulinos sem rumo. Contudo, apesar da idolatria, o torcedor tricolor deve entender que seu eterno camisa 01, que honrava e defendia o manto com tanto amor, se aposentou em 2015. Hoje, o “M1t0” é um treinador de futebol profissional. Carinho e admiração permanecerão para sempre e honrarão os 25 anos de história entre o São Paulo Futebol Clube, sua imensa torcida e Rogério Ceni. Agora, ele busca se consolidar em uma nova função, em que, por sinal, já é colocado entre os melhores do Brasil.

Ser o melhor parece estar no seu sangue.  

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Por Guilherme Napolis – Fala! Cásper

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