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Resenha: Jurassic World – Reino Ameaçado

Nathália Taise – Fala!MACK

 

A história que já conhecemos e muitos amam, sequência dos filmes de que começaram com Jurassic Park em 1993 e que conquistou o mundo.

O novo filme traz um enredo diferente dos outros filmes da franquia, os quais eram voltados para os parques de entretenimento criados para a exibição dos não mais extintos dinossauros (que sempre acaba não dando certo). A cronologia de Jurassic World 2 se passa alguns anos depois do fechamento do parque Jurassic World do filme anterior, e logo é colocado em pauta o dilema ético que a sociedade está enfrentando, já que o vulcão existente na ilha que os dinossauros habitam não está adormecido como era dito, e sim mais acordado que nunca e sua erupção significará a morte de todos que estiverem na ilha. O dilema apresentado no filme é se o governo deve agir para salvar os dinossauros ou deixar que eles sejam extintos como um dia já foram.

Claire (Bryce Dallas Howard) e Owen (Chris Pratt) estão de volta para a nova aventura e dispostos a salvar quantos dinossauros puderem com a ajuda do milionário Benjamin Lockwood (James Cromwell).

A reputação do filme para aqueles que não o conhece é de um longa de ação e de ficção, muitas vezes voltados apenas para jovens, mas o filme esconde em suas cenas coisas extremamente reais e adultas.

Desde o primeiro filme em 93 um dos assuntos tratados é a ganância dos homens, ao tentarem “bancar Deus” trazendo os dinossauros de volta a vida e todos os outros que depois tentaram tirar vantagem da situação, como aqueles que pretendem usar os animais como armas de guerra, o que acontece também nesse filme.

Outra questão que está a cada cena cutucando o nosso consciente são as de maltrato animal, que infelizmente é algo constante no nosso mundo, nos mostrando a que ponto de egoísmo do ser humano pode chegar.

A obra também nos traz a relação entre a Velociraptor Blue e Owen, uma relação de amor, respeito e lealdade, que nos mostra algo que muitos homens não entendem, que os animais devem ser tratados com amor e respeito e não com violência.

Apesar dos dinossauros não pertencerem à nossa realidade nós possuímos milhares de espécies de animais que podem estar e muitas vezes estão nas mesmas situações que os grandes répteis presenciam no filme, que nos traz isso em diversas cenas, cenas extremamente impactantes e algumas vezes emocionalmente cruel, porém essenciais, que precisam ser vistas.

Contando com a atuação incrível já esperada da dupla principal (Bryce Dallas Howard e Chris Pratt) e também dos atores secundários, com paisagens incríveis, o filme do diretor J. A. Bayona nos deixa com as emoções a flor da pele do começo ao fim, um filme para matar saudade dos antigos, refletir, se emocionar e se divertir.

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