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Resenha: Coisa Mais Linda

Resenha: Coisa Mais Linda

Por Natasha Meneguelli – Fala!PUC

“Coisa mais linda” é mostrar que pouca coisa mudou para as mulheres em mais de meia década

A série de alma feminista, produzida pela Netflix, conta uma história atemporal da busca por igualdade de direitos das mulheres

Ambientada na década de 50, Coisa Mais Linda conta a história de quatro mulheres. A protagonista, Malu (interpretada por Maria Casadevall), decide abrir um clube de música após ser abandonada pelo marido. Ela se torna sócia de Adélia (Patrícia Dejesus), uma mulher negra à procura de uma vida melhor para si e para a filha.

Thereza (Mel Lisboa) luta para conquistar espaços para as mulheres em uma revista voltada para o público feminino, enquanto Lígia (Fernanda Vasconcellos) procura convencer a si mesma e ao homem com quem está casada de que precisa seguir o sonho de se tornar famosa como cantora.

A obra possui atuação caricata e um pouco afetada, com frases de efeito aqui e ali, o que pode incomodar algumas pessoas. Ainda assim, ela aborda com sensibilidade os temas principais da vida dessas mulheres, com um interessante movimento de sororidade. Você pode até pensar que uma das personagens cometeu um erro terrível em algum momento da produção, mas o desenrolar dos fatos te devolve a empatia necessária para sair do julgamento moralista e entender as ações e emoções envolvidas.

Provoca reflexões sobre as semelhanças de tratamento das mulheres entre aquele tempo e este em que vivemos, e ainda aborda as questões raciais.
Coisa Mais Linda não engana colocando as conquistas delas como fáceis, nem mesmo como permanentes, além de deixar claro como os homens influenciam nas suas decisões, mesmo que elas tentem fugir disso.

Coisa Mais Linda possui um roteiro interessante, uma direção que sai do gênero drama tradicional e que te leva para o entendimento de que não estamos muito distantes dali, mesmo que as roupas e os ambientes pareçam totalmente diferentes do nosso cotidiano. Contudo, é importante ressaltar que alguns detalhes deixaram a desejar, como as cenas de sexo onde o corpo da mulher ainda parece ser objetificado e a cena na praia onde esquece-se de tratar da falta de menção à Adélia na primeira crítica ao clube.

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