“Repórteres de Guerra” - Veja a resenha do filme de Steven Silver
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“Repórteres de Guerra” – Veja a resenha do filme de Steven Silver

“Repórteres de Guerra” – Veja a resenha do filme de Steven Silver

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Baseado em histórias reais, Repórteres de Guerra aborda a rotina de um grupo de quatro fotojornalistas com todos os desafios de cobrir uma guerra civil.

Repórteres de Guerra
Da esquerda para a direita: Ken Osterbroek (Frank Rautenbach), Joao Silva (Neels Van Jaarsveld), Kevin Carter (Taylor Kitsch) e Greg Marinovich (Ryan Phillippe) protagonizam Repórteres de Guerra. | Foto: Blog Emania.

Repórteres de Guerra

Repórteres de Guerra conta a história real de quatro jovens fotojornalistas com a missão de cobrir a primeira eleição africana democrática, após o regime de segregação racial do Apartheid, em 1994.  Foi lançado nos Estados Unidos, em 2011, e tem 1h46 min de duração.

A rotina do grupo, que está na linha de frente do combate, é arriscar a própria vida em busca do melhor ângulo. Para, assim, registrar as melhores imagens possíveis e não interferir em nada, mostrando como a imprensa se posiciona neste caótico cenário.

Entre cliques e bombas, obra retrata trajetória do fotógrafo Kevin Carter

Um dos integrantes do The Bang Bang Clube (título original e do grupo, o nome faz referência aos sons de tiros nas comunidades locais), é o famoso fotógrafo Kevin Carter (Taylor Kitsch). Ele é conhecido por uma foto que rodou o mundo: um urubu aguardando a morte de uma criança na guerra civil do Sudão. 

Esse trabalho garantiu, a Kevin, o Prêmio Pulitzer – concedido a trabalhos de excelência em literatura, composição musical e jornalismo – e fez com que o profissional fosse alvo de críticas. Além de Carter, o grupo é formado por Joao Silva (Neels Van Jaarsveld), Greg Marinovich (Ryan Phillippe) e Ken Osterbroek (Frank Rautenbach). 

filme Repórteres de Guerra
Cartaz Repórteres de Guerra. | Foto: AdoroCinema.

Espectadores: pupilas vidradas nos Repórteres de Guerra 

O filme canadense hipnotiza desde o primeiro minuto, ao mostrar o profissionalismo dos fotojornalistas, que precisam ter frieza e deixar a emoção de lado ao pressionar o botão ‘capturar’ da câmera. 

Olhar atento,  serenidade, paciência, resistência e coragem são alguns dos ensinamentos que o grupo transmite a quem assiste ao longa-metragem. Dentre vários motivos, o filme impressiona o telespectador por representar de forma fidedigna algumas das marcantes e importantes fotografias da História mundial. 

Cada cena provoca um suspiro diferente, uma apreensão e uma preocupação com os protagonistas. Eles se atiram em meio ao caos, disputam espaços atrás de muros e veículos militares blindados, para se protegerem dos disparos de armas de fogo.

Resumindo, o quarteto de repórteres corre risco de vida para conseguir a melhor foto possível e vender para o jornal The Star.

filmes sobre jornalismo
Cena do filme. | Foto: blog ojornalismonocinema.

A publicidade dentro do filme

Em uma dada parte da narrativa, de intenso tiroteio, há uma sacada publicitária que pode (ou não) ser fatal para um dos integrantes do grupo. Um dos fotógrafos diz estar com sede e se oferece para comprar um refrigerante (da marca que praticamente monopoliza o mercado de bebidas gasosas) aos seus colegas de equipe. 

E, de repente, o personagem corre, em meio a tiros, bombas e gritos de ‘cautela’ de seus companheiros. Então, cruza a rua até chegar ao bar para comprar a bebida…

Pulitzer: vale tudo pelo maior prêmio do Jornalismo?

Repórteres de Guerra é muito mais do que um filme sobre a cobertura jornalística de guerra. O longa levanta questões pertinentes à ética jornalística. Até que ponto vai a audácia da imprensa, para conseguir a foto perfeita, digna da primeira página de um jornal, e de um Prêmio Pulitzer? 

E você, o que pensa a respeito da não intervenção de um fotógrafo em um cenário social? Seria a fotografia já uma forma de intervenção na realidade? É desumano um jornalista assistir a um crime ou ao sofrimento de um indivíduo e não fazer nada, exceto uma grande reportagem, para estampar a capa do The New York Times

É aceitável um jornalista optar por tirar a melhor foto em vez de tentar salvar a vida de alguém?

Confira o trailer:

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Por Ana Paula Jaume – Fala! UFRJ

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