Carlos Decotelli: Bolsonaro nomeia novo Ministro da Educação
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Quem é Carlos Decotelli, novo Ministro da Educação

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Após permanecer 14 meses à frente do MEC, Abraham Weintraub pediu demissão do cargo de ministro no dia 18 de julho. Hoje (26), Carlos Decotelli, ex-presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro como novo Ministro da Educação.

A administração de Weintraub foi marcada por muitas polêmicas, principalmente na condução do Enem no momento de calamidade da saúde brasileira pelo novo coronavírus. Porém, a inesperada saída do ministro veio também com a indicação para o cargo de diretor-executivo do Brasil no Banco Mundial.

Assim, a coordenação do Ministério ficou nas mãos de Antonio Paulo Vogel de Medeiros como o ministro interino por 3 meses. Diante desse cenário, vários nomes foram especulados para assumir o cargo de ministro definitivo da Educação, mas sem acertos nas hipóteses. 

Carlos Decotelli
Bolsonaro e Carlos Decotelli, novo ministro da Educação. | Foto: Reprodução.

Conheça Carlos Decotelli, novo Ministro da Educação

Carlos Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), mestre pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), doutor pela Universidade de Rosário (Argentina) e tem pós-doutorado pela Universidade de Wuppertal (Alemanha).

O novo ministro da Educação também foi oficial da reserva da Marinha e também atuou como professor da Escola de Guerra Naval, no Centro de Jogos de Guerra.

Em 2019, entre os meses de fevereiro e agosto, Decotelli atuou como presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), mas foi retirado do cargo após dar aval a uma licitação de R$ 3 bilhões do FNDE com irregularidades. De acordo com a Revista Época, a licitação daria a uma escola do MG 118 notebooks por aluno.

O aviso da licitação de equipamentos eletrônicos para escolas em todo o país foi publicado em 21 de agosto de 2019. Dois dias depois, a CGU (Controladoria-Geral da União) cobrou Carlos Decotelli, tendo acesso aos documentos do caso em em 26 de agosto. Dia 29, a exoneração de Decotelli foi publicada no Diário Oficial da União.

A CGU também apontou riscos de de sobrepreço e de propostas de venda fictícias feitas por Carlos Decotelli, terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro. Antes de Weitraub, Ricardo Vélez foi o primeiro representante da pasta.

Agora, o professor e economista tem a responsabilidade do Ministério da Educação (MEC) perante a um cenário de pandemia global, na qual ressignifica os hábitos e traz preocupações a educação brasileira. Logo, a realização do Enem 2020 e a volta do ano letivo são uns dos quesitos que mais latejam no momento em busca de uma decisão firme e segura para os estudantes brasileiros. Fará Decotelli uma administração diferente de seus antecessores? 

O antigo Ministro do MEC, Abraham Weintraub, publicou, hoje, em seu Twitter que já trabalhou com Carlos Decotelli e deseja sucesso ao novo ministro da pasta e ao Presidente Jair Bolsonaro.

Sobre a saída de Abraham Weintraub

De acordo com vídeo publicado pelo ex-ministro, Abraham Weintraub teria abandonado seu cargo à frente do MEC após receber um convite para ser diretor representante do Brasil no Banco Mundial, em Washington, EUA, onde se encontra atualmente.

Abraham Weintraub estava sendo investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por um suposto crime de racismo, além de um inquérito sobre fake news.

O histórico de troca de ministros é um fator recorrente no governo Bolsonaro. Na área da saúde, o primeiro representante da pasta, Mandetta, foi exonerado em meio à pandemia do coronavírus e substituído por Nelson Teich, que deixou o cargo antes de completar um mês à frente da pasta. Atualmente, o Ministério da Saúde é comandado pelo interino Eduardo Pazuello.

Na área da cultura, Roberto Alvim foi demitido após fazer suposta apologia ao nazismo e substituído pelo atual ministro, Sérgio Sá Leitão.

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Por Brenda Umbelino (Redação Fala!) e Amanda Marques (Fala! UFPE)

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