Qual a origem do conflito entre Israel e Palestina?
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Qual a origem do conflito entre Israel e Palestina?

Qual a origem do conflito entre Israel e Palestina?

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O conflito entre Palestina e Israel nada mais é do que uma disputa pela posse do território palestino, que vem de muito tempo atrás, mas se acirrou na Segunda Guerra Mundial. Recentemente está sendo bastante discutido na mídia e em debates políticos e diplomáticos, mas você sabe como tudo isso começou?  Continue lendo e fique por dentro da história por trás desses conflitos.

Como surgiu a Palestina?

Antigamente, o território onde viviam os judeus era dominado pelo Império Romano e, aproximadamente no ano 70 d.C., os judeus se revoltaram e declararam guerra à Roma pelo território, mas eles acabaram perdendo e consequentemente foram expulsos de onde moravam.

Porém, cerca de sessenta anos depois, os judeus tentaram reconquistar o local e, mais uma vez, foram derrotados. O imperador romano não apenas os expulsou novamente, como rebatizou a terra de “Palestina”, em homenagem aos filisteus (grandes inimigos dos judeus no momento).

A origem do sionismo

Sionismo é um termo usado para denominar o movimento judeu europeu – que ocorreu no final do século XIX – que defendia a ideia de formação de um estado que abrigariam os judeus e com intuito de colonizar a Palestina (por motivos bíblicos), em outras palavras, eles acreditavam que se os judeus não ocupassem um lugar eles não iriam sobreviver.

Surgiu por conta de que a comunidade judia estava espalhada pelo mundo e, para garantir sua segurança própria, eles precisariam criar um Estado Judeu e esse movimento foi influenciado pela obra O Estado Judeu, de Theodoro Herzl. 

Israel
Destroços ocasionados pelos conflitos entre Israel e Palestina. | Foto: Roberto Schmidt/AFP.

O conflito entre Israel e Palestina

A região da Palestina (entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo) é considerada sagrada para muçulmanos, judeus, católicos e cristãos, nesse período, pertencia ao Império Otomano e era ocupada, principalmente, por muçulmanos e outras comunidades árabes. Mas uma forte imigração judaica, alimentada por aspirações sionistas, começou a gerar uma certa resistência entre as comunidades que residiam no local. Após a Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano se desintegrou, o que fez com que o território palestino passasse a pertencer ao Reino Unido, em ordem da Liga das Nações.

Porém, antes da guerra terminar, os britânicos fizeram diversas promessas aos árabes e judeus que não foram cumpridas, porque eles já haviam dividido o Oriente Médio com os franceses. Isso causou uma certa frustração e tensão entre os sionistas e os árabes, o que acabou em confrontos militares. Depois do término da Segunda Guerra Mundial, com o holocausto, houve um severo aumento na pressão para se obter um Estado Judeu. 

Fundação de Israel

Em 14 de maio de 1948, ocorreu a fundação de Israel, que tinha como plano original a divisão do território que pertencia ao Reino Unido entre os judeus e palestinos. No dia seguinte, a Jordânia, Egito, Síria e Iraque invadiram o território, sendo reconhecida como a primeira guerra árabe-israelense ou como os judeus chamam, guerra de independência.

Após esse acontecimento, o território planejado pela ONU para um estado árabe foi dividido na metade e dado aos judeus (incluindo o oeste de Jerusalém). Mais ou menos 750.000 palestinos (de 1.200.000) fugiram ou foram expulsos do território. Ali, para eles, havia se iniciado a “nakba” (do árabe: significa “destruição” ou “catástrofe”).

Dias atuais e rivalidades entre regiões

Ainda existem muitos ataques de ambos lados. Em conferências da ONU, a Palestina não foi reconhecida como estado e o que gerou uma grande polêmica foi o ato da Unesco, em 2017, declarar a Cidade Velha de Hebron um patrimônio palestino, isso enfureceu diversos judeus porque alegavam que ia contra a herança judaica. 

Continuando no ano de 2017, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia ido a público para reconhecer Jerusalém como capital oficial de Israel e, em 2018, para reconhecer as Colinas Golan de soberania israelense, e isso acabou incomodando os palestinos (na realidade, Israel ter os Estados Unidos como aliados nunca foi uma ideia que deixou os árabes contentes).

Pouco tempo depois, a Organização das Nações Unidas e o Egito tentaram iniciar uma operação de cessar-fogo entre Israel e o Hamas – organização política e paramilitar islâmica – em meio a um surto de violência ocorrido na fronteira de Gaza.

No ano de 2019, os EUA não reconheceram os assentamentos israelenses na Cisjordânia como ilegais, ou seja, consideraram que as ocupações nesse território palestino pelos israelenses não eram uma violação de lei. No ano seguinte, os Emirados Árabes Unidos estabeleceram relações diplomáticas com Israel, tornando-se o primeiro estado do Golfo Árabe – ou Pérsico – a realizar tal feito.

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Por Ana Carolina Micheletti – Fala! Cásper

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