Por que sofremos por personagens fictícios? Por que sofremos por personagens fictícios?
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Por que sofremos por personagens fictícios?

Por que sofremos por personagens fictícios?

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É comum assistir a uma série, um filme ou ler um livro e se apegar a alguns personagens, isso demonstra empatia, identificação ou apenas admiração. Entretanto, esse sentimento gerado pode intensificar-se fazendo com que você sinta uma conexão única, como se fossem velhos amigos e é exatamente isso que faz com que você sofra em alguns momentos da personagem, sejam eles de tristeza, decepção ou até mesmo morte.

personagens fictícios
Os personagens fictícios podem impulsionar a empatia das pessoas. | Foto: Reprodução.

Entenda por que sofremos por personagens fictícios

Apesar de ser algo quase incompreensível, todo esse processo de identificação entre a personagem e quem está a observando é pensado no momento de criação da personalidade da mesma, pois, para que a trama seja mais envolvente e apaixonante, é necessário colocar características humanas em seres fictícios, por esse motivo que as personagens cometem erros e possuem defeitos.

Não é fácil se conectar com algo irreal, pois é uma condição humana, o contato com o outro; saber o que se passa em sua cabeça; ver que nada é perfeito, mesmo que esteja buscando a perfeição. Por isso, toda essa construção para tornar um ser fictício em um ser pseudo-real é de extrema relevância, pois de maneira indireta, as personagens conversam com quem está do outro lado, contam seus maiores problemas, medos, mostram seus defeitos, fracassos e realizações, é como se toda sua vida fosse tão real e palpável que automaticamente gera uma ligação e apego.

Segundo Dulce Regina dos Santos Pedrossian, em seu artigo O mecanismo da identificação: uma análise a partir da teoria freudiana e da teoria crítica da sociedade, publicado pela Universidade Federal de Goiás “a cultura e a sociedade, das quais os indivíduos fazem parte, têm utilizado estratégias compulsivas para a criação de vínculos identificatórios entre os seus membros, dado o declínio da formação espontânea desses laços na sociedade atual”.

Esse apontamento consegue enquadrar-se no cenário das séries, filmes e até mesmo dos livros, devido à compreensão de que as personagens são tão bem construídas e trabalhadas que, às vezes, são mais próximas das pessoas do que aqueles que realmente as rodeiam.

Se conectar com um ser fictício mostra seu lado mais humano, que respeita as diferenças, se coloca no lugar do outro e até amplia sua forma de pensar. Com isso, entende-se a importância dessas relações e sua atemporalidade, pois ela sempre reforçou e continuará reforçando a empatia. 

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Por Julia Adefonso – Fala! Cásper

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