Pocahontas: A primeira princesa da Disney na América do Norte
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Pocahontas: A primeira princesa da Disney na América do Norte

Pocahontas: A primeira princesa da Disney na América do Norte

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Pocahontas é a primeira princesa da Disney norte-americana. Inspirada na índia Matoaka, que era popularmente conhecida por Pocahontas, aparece nas telas em 1995, com seu filme homônimo. Após três anos de seu sucesso, retorna para uma sequência, Pocahontas II: Viagem a um Novo Mundo.

Diferente de outras princesas dos estúdios Disney, Pocahontas não faz parte de uma monarquia e nem se casa com alguém da realeza, mas é filha do chefe nativo-indígena Powhatan. Mesmo assim, ela se inclui na linha Disney Princesa.

A história do longa percorre as raízes indígenas da Virgínia e expõe, nitidamente, o preconceito entre nativos e colonos. Inclusive, isso pode ser analisado em uma das músicas mais famosas e representativas da produção, Colors of the Wind (Cores do Vento, em português), quando a protagonista questiona o que John Smith considera como “selvagem”.

De acordo com alguns sites estrangeiros, há grande possibilidade de Pocahontas ganhar um live-action. Segundo Inside The Magic, não seria uma surpresa que houvesse essa versão, uma vez que o original venceu Globos de Ouro e prêmios da Academia nas categorias ‘Melhor Canção Original’ (Colors of the Wind) e ‘Melhor Musical Original’ (para o compositor Alan Menken e o letrista Stephen Schwartz). Por outro lado, a Disney não confirmou nada até o momento.

Pocahontas e a representatividade

Além de ser a primeira princesa da Disney norte-americana, Pocahontas é a única a possuir dois interesses amorosos. Se, no primeiro filme, o escolhido era John Smith, na continuação passou a ser John Rolfe, ambos ingleses.

Mais do que isso, a protagonista indígena representa povos dizimados no território estadunidense, os ameríndios, e amplia o horizonte para uma reflexão sobre uma discussão ainda muito atual, que é a questão do civilizado e do selvagem.

Assim, o longa não esconde o preconceito dos colonos com relação aos habitantes da Virgínia, vistos como animais – zoomorfização -, e retrata a busca incessante dos ingleses por ouro e outros metais preciosos.

Personalidade e aparência

Pocahontas mostra ser teimosa desde o princípio, além de uma mulher corajosa e que, dificilmente, abre mão do que quer. Ela é gentil, sábia e muito ligada às forças espirituais. Em diversas ocasiões, é vista como orientadora e protetora de tudo e de todos – humanos, animais e natureza.

Com relação à aparência, é tida por muitos como exótica. Sua pele oscila entre um tom moreno jambo e uma cor cobre. Apresenta olhos bem expressivos e cabelos longos, ambos em um tom castanho escuro que se confunde com o preto.

O vestuário, por sua vez, não é o que chama a atenção para a protagonista. O único detalhe que não passa despercebido é o sapato que usa no segundo filme, mas logo é deixado de lado, uma vez que não faz parte da cultura da bela índia e ela não quer deixar suas tradições de escanteio em detrimento da inglesa.

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No segundo filme, Pocahontas utiliza vestimentas inglesas. | Foto: Reprodução.

A história do filme Pocahontas

O filme começa com a difícil viagem dos ingleses rumo à Virgínia, nos Estados Unidos, e os sonhos estranhos que Pocahontas vem tendo.

Apesar de impressionada com seus sonhos, a protagonista continua a viver sua vida normalmente – se aventurando, principalmente, com seus amigos Meeko e Flit, um guaxinim e um beija-flor – até que descobre, por meio de seu pai, Powhatan, que Kocoum, um dos mais bravos guerreiros do Chefe, pretende se casar com ela. Pocahontas não o ama, mas acredita que será um bom marido. Com isso, o Chefe da tribo lhe presenteia com o colar de sua mãe, o qual ela havia usado em seu casamento.

Após sentir que esse caminho não deveria ser traçado, Pocahontas visita a Vovó Willow em busca de aconselhamento. No entanto, a árvore humanizada indica que a protagonista está na trilha certa e que basta ela ouvir os espíritos da terra, os quais a levam, depois, ao encontro das embarcações europeias.

Mais tarde, a indígena encontra, sem querer, um dos colonos, John Smith, e se depara com o preconceito que ele tem em relação ao seu povo. Depois de cantar Cores do Vento, Pocahontas consegue mudar a percepção de Smith e os dois começam a se apaixonar.

Em meio à relação de Pocahontas e John Smith, Nakoma, amiga da protagonista não aprova, mas jura guardar segredo quando os dois combinam de se encontrar na floresta ao anoitecer. Quando o casal se encontra, revelam que ambos os povos pretendem fazer uma guerra. Após discussões, ela pede a Smith que ele converse com seu pai. Por fim, ele concorda e os dois se beijam.

beijo de Pocahontas e Johns Smith
Pocahontas e Johns Smith. | Foto: Reprodução.

Ao ver os dois se beijando, Kocoum ataca o colono e Pocahontas tenta impedir. Entretanto, Thomas, amigo de John que o procurava, atira no indígena. A partir disso, Smith decide assumir a culpa e é levado para a aldeia, onde é sentenciado à morte.

Prestes a ser executado, John é salvo por Pocahontas que discute com os dois povos, afirmando que aquele não era o melhor caminho para solucionar as diferenças. Todos compreendem a jovem, menos o governador Ratcliffe, que dispara em direção ao Chefe. No entanto, John salva a vida dele e leva a bala.

No fim da trama, Smith convida a jovem para ir com ele à Inglaterra, a qual prefere ficar ao lado de seu povo. Sendo assim, eles se despedem e prometem jamais se esquecer um do outro.

Filme Pocahontas e o Brasil

Apesar de parecer improvável, Pocahontas lembra a todo tempo um grande clássico da literatura brasileira de José de Alencar, Iracema (1865).

Começando pelo nome da obra, que é um anagrama da palavra “América”. Iracema é uma índia tabajara corajosa, valente e protetora, da mesma maneira que Pocahontas. Além de sua semelhante personalidade, a virgem dos lábios de mel também se apaixona por um colono, Martim, que é português e aliado da tribo potiguara – inimigos do seu povo.

Assim como o fenômeno da Disney, Alencar, mais de um século antes, também trouxe à tona o amor proibido e a questão da civilização e da “selvageria”, como era considerada pelos colonizadores.

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Por Isabela Cagliari – Redação Fala!

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