Pesquisas apontam o impacto da pandemia na educação; confira
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Pesquisas apontam o impacto da pandemia na educação; confira

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Com a propagação da Covid-19 pelo mundo, de uma coisa é certa: a educação não é mais a mesma. Tal conclusão fica ainda mais evidente a partir de uma sequência de pesquisas realizadas tanto no Brasil, quanto em outros países que já puderam dimensionar o impacto da paralisação das aulas nas instituições de ensino.

Em se tratar de um “novo normal”, é cada vez mais comum, professores e alunos se adaptando com as tecnologias educacionais — quando esta infraestrutura é acessível — durante este período, manifestando uma série de problemas emocionais para lidar com o rotina de estudos em casa.

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Pesquisas apontam o impacto da pandemia na educação. | Foto: Reprodução.

Para pontuar as principais dificuldades encontradas pelas secretarias de educação nos estados brasileiros, a Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação) e o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), com apoio do CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira), Fundação Itaú Social, Fundação Lemann e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), analisaram que 79% dos alunos dizem ter acesso à Internet, porém 46% dos entrevistados acessam pelo celular, o que limita o trabalho do professor, além da potencialidade de aprendizagem do aluno. 

Já a pesquisa “Educação não presencial”, realizada pelo instituto do Datafolha, mostrou que, em maio, 74% dos estudantes das redes municipais e estaduais estavam recebendo algum tipo de atividade para fazer em casa. Entre os alunos do ensino médio, esse número chegava a 85%.

“Naquele momento, as atividades e o conteúdo pedagógico foram ofertados, para 37% dos respondentes, por meio de algum equipamento tecnológico, como Internet pelo celular ou computador, TV ou rádio, para 34%, por meio de equipamentos tecnológicos e material impresso; e apenas 3% recebiam somente material impresso”, é o que aponta o relatório.

Sem dúvidas, estamos vivendo em um mundo fluído e ambíguo. A adaptabilidade é a qualidade essencial para qualquer ser humano que almeje algo. E isso não é diferente neste momento difícil. Contudo, certo estou de que esse não é um problema deste momento específico. A educação já é desigual em nosso país há muitos anos. Infelizmente, alguns estudantes precisam se desdobrar para encontrarem mecanismos de aprendizagem satisfatórios e acessíveis.

Enfatiza Cássio Luige, professor de pré-vestibular em Belo Horizonte.

Impactos da pandemia na educação

Há um pessimismo em torno da abertura de escolas em setembro e em torno da acessibilidade à tecnologia: 9 a cada 10 dizem que nem todos tem acesso à tecnologia necessária para poder estudar on-line de forma efetiva. Nos países do Reino Unido e nos EUA, mais de 8 em cada 10 pessoas acreditam que o ensino on-line será mais comum no futuro.

Na Itália, por exemplo, um estudo realizado com 3.170 professores identificou que menos da metade dos estudantes com deficiência das classes dos respondentes estavam participando no ensino a distância de uma maneira considerada por eles como boa. Já um estudo do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) sobre o impacto da perda de aprendizado neste ano, ao longo da vida dos estudantes, aponta que os jovens podem perder R$ 42,5 mil de renda se os conteúdos não forem repostos e eles seguirem para o mercado de trabalho com esses déficits. 

“Não foi planejado, não houve transição para esse novo modelo. Então, houve perdas e precisamos olhar agora para elas”, afirma o economista e Coordenador da Cátedra Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros.

O momento de dificuldades também faz com que empresas do setor de tecnologia educacional coloquem o pé no freio. Em “Impacto no Cenário Brasileiro de Inovação na Aprendizagem: Covid-19”, a consultoria Future Education ouviu 114 integrantes desse ecossistema, entre mantenedores, diretores e coordenadores pelo lado das instituições, além de fundadores de startups educacionais. 

Para Miguel Thompson, Diretor Acadêmico da Fundação Santillana, apesar dos números pessimistas, o uso das plataformas digitais ganha mais adesão das escolas, alunos e famílias. Mas, para que tenhamos mais avanços, é preciso criar políticas públicas que diminuam as desigualdades entre os estudantes. “Uma alternativa seria a parceria entre governo e teles para a franquia de dados móveis, por exemplo”, conclui.

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Por Dione Alves – Fala! PUC

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