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Festival Path: ”Em que pé está a moda sustentável”?

Festival Path: ”Em que pé está a moda sustentável”?


Por Rebeca Lavieri – Fala!Anhembi

Como todos nós sabemos, em todos os lugares a moda tem sido uma temática viva – e no Festival Path não foi diferente. Na Casa do Capitalismo Consciente, muitos assuntos foram discutidos na palestra com Rozália Del Gaudio, André Carvalhal, Tatiana Brammer e Jose Favilla. O foco era moda sustentável, moda que se baseia em processos de produção que não prejudicam o meio ambiente, visando e valorizando o ecossistema e seus recursos.

André Carvalhal, diretor co-criativo da AHLMA, contou suas experiências com o mundo da moda e como adotou o sustentável em seu trabalho. Carvalhal relatou que sempre se deparava com galpões cheios de peças e tecidos errados, comprados por engano, e esses descartes excessivos se tornaram um incômodo. Sentiu que precisava fazer algo para mudar esse cenário.

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O capitalismo consciente e a economia secular passaram a fazer parte da sua vida. Visava o lucro como também contribuía para a sociedade, sabendo que há mais formas de criar e que é necessário adquirir maneiras inteligentes de cuidar dos recursos que ainda temos. Então, em seu trabalho, passou a buscar tecidos recuperados em brechós e eventos de trocas, indo diretamente aos fornecedores. Foi assim que suas criações se tornaram vivas, com base em descartes.

Como diz André, é importante sempre lembrarmos para quem estamos falando e em que tempo estamos falando; termos a consciência de onde vem o produto e que impacto está gerando. Que todas as etapas são importantes, como tingimento, plantações, design, entre outras, e que problemas se resolvem, mas é paliativo porque sempre tem o outro lado.

Na palestra, também foram discutidos os avanços da tecnologia em melhorar a questão da pigmentação em tecidos, que é muito prejudicial à saúde se usado de forma indevida. No decorrer do debate, o uso da pigmentação natural foi colocado como um método benigno, mas a cartela de cores ainda é bem limitada, impossibilitando maximizar as tonalidades das criações.

Vale o questionamento: o quanto nós podemos contribuir para tudo isso? Um dos primeiros passos é uma postura coletiva e consciente, em que o uso de produtos e marcas que sigam a moda sustentável é no mínimo uma opção válida de vestuário – afinal, sustentabilidade e qualidade nunca sairão de moda.

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