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“Parir não é parar”, protestam estudantes da PUC

“Parir não é parar”, protestam estudantes da PUC

Por Giordana Velluto – Fala!PUC


Estudante de Pedagogia da Pontifícia Universidade Católica foi mais uma das vítimas de hostilização em sala de aula pelo professor ao ter levado sua filha à aula.

  

Waleska Maria Lopes, aluna da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com sua filha de 5 anos, uma das vítimas do constrangimento

Apesar do acontecimento ser chocante e surreal para muitos, infelizmente não é a primeira vez que isso ocorre dentro de universidades. Humilhação em público, por parte dos professores, de alunas jovens que tiveram seus filhos ainda durante a faculdade e, por falta de opção, tiveram que em algum momento levar as crianças para dentro das salas de aula, são mais comuns do que parecem – e dessa vez aconteceu em uma das faculdades de maior nome de São Paulo, a PUC.

Apesar do descaso, todas as mães que passaram por essa situação alegam que as crianças permaneciam sempre quietas e distraídas com outra atividade, enquanto os professores argumentaram o “prejuízo acadêmico”, declarando que presença das menores atrapalhavam o andamento das aulas e que por ali não ser um ambiente ideal para elas, proibiram que as alunas continuassem assistindo às suas aulas nessa condição.

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“Ninguém leva o filho para passear na faculdade, se eu estou lá com ela é porque não tenho opção. Eu vou ser punida por insistir em estudar mesmo sendo mãe? ”, pergunta Natália Souza, de 24 anos, aluna da faculdade Bilac de São José dos Campos (SP). E é exatamente esse ponto que estudantes da PUC estão protestando a favor, independentemente da idade em que se tornou gestante, os estudos e até o trabalho, não podem e nem devem ficar em segundo plano. A gravidez não deve ser enxergada como um problema, mas como uma consequência.

Ser nova, mãe solteira e em alguns casos, pobre, são fatores que, sim, dificultam o processo, mas que com todo o empoderamento feminino dos dias de hoje as mulheres estão mostrando que é possível passar por isso, que somos fortes, guerreiras e o tal do “sexo frágil” é algo que nem passa pela cabeça das mulheres mais.

O machismo implantado de forma inconsciente na sociedade, obviamente, não fez com que os professores pensassem em suas próprias mães, tias, irmãs, sobrinhas, avós e até filhas, na hora de agir como agiram e dizer às essas jovens o que foi dito, do jeito tão grosseiro e estúpido como foi.

Além da falta de sensibilidade e solidariedade dos professores pelas alunas, que por sua vez registraram boletim de ocorrência, alegando agressão moral e constrangimento público e uma delas até entrou com processo na justiça.

Com isso percebe-se que para educar de fato, o diploma, os conceitos do MEC, os livros, artigos, processos seletivos, e excelentes discursos, tudo não vale de nada quando não se tem o mínimo de respeito e empatia pelos outros, e nesses casos, pela construção de vidas.

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