Os impactos do coronavírus para os vestibulandos
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Os impactos do coronavírus para os vestibulandos

Os impactos do coronavírus para os vestibulandos

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No início do ano, os estudantes de ensino médio e de cursinhos jamais esperariam que um vírus, proveniente da China, poderia atrapalhar os hábitos puxado de estudos para os vestibulares. Pois é, ele foi se espalhando e, agora, tem-se uma pandemia global de coronavírus.

A recomendação de evitar aglomerações de pessoas obrigou escolas e cursos pré-vestibulares a suspenderem temporariamente as aulas presenciais

Com isso, ficam dois questionamentos em discussão: como os alunos estão se preparando? E a quais as alternativas as instituições estão recorrendo?

escolas fecham com coronavirus
Alguns estudantes estão tensos e preocupados. | Foto: Reprodução.

Para alguns, passar o conteúdo no calendário previsto está sendo mais fácil, pois possuem sistemas técnicos de internet e profissionais preparados para utilizar plataformas de interação e estudo on-line como Skype, YouTube, Microsoft Teams e Google Sala de Aula.

Apesar de alguns se adaptarem tranquilamente ou de estudarem por conta própria, de certa forma, os vestibulandos têm relatado dificuldades para adequar os estudos na quarentena. As dúvidas em exercícios e matérias, problemas de foco no ambiente caseiro cheio de descontrações, falta de incentivo dos profissionais de educação são as principais adversidades daqueles que possuem o recurso tecnológico.

Somados a esses fatores, a ansiedade e o medo da falta de preparação e a incerteza de quando a pandemia irá acabar, prejudicam o emocional dos alunos. 

Ademais, há outros motivos preocupantes; são poucos os centros de estudo que oferecem tais serviços nos ambientes digitais. Muitos não possuem a estrutura para dar a continuidade ao plano de ensino e, por consequência, adiantaram as férias de julho para abril e, em extremos, terão que dar as aulas em feriados do segundo semestre do ano.

Outrossim, não são só as escolas e cursinhos que não têm o suporte necessário, diversos alunos, principalmente os de baixa renda, não possuem equipamentos e a banda larga necessária para as aulas na internet. Isso tudo demostra a enorme desigualdade social e econômica existente no Brasil. 

Por enquanto, os vestibulares e os processos seletivos, que geralmente ocorrem no final do ano, não serão suspensos ou cancelados, segundo o MEC.

Mas, provavelmente, a rede pública de ensino sofrerá mais os impactos da pandemia do Covid-19 do que a rede privada, pois a maior parte não há a disposição recursos financeiros necessários para implantar o ensino à distância (EAD) nas instituições. 

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Por Helena Barbosa Geraldes – Fala! Cásper

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