Opinião: Ineficácia do modelo de educação brasileiro atual para a Geração Z
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Opinião: Ineficácia do modelo de educação brasileiro atual para a Geração Z

Opinião: Ineficácia do modelo de educação brasileiro atual para a Geração Z

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Educação é a base de tudo, é o centro da formação da liderança e dos negócios. Quando se fala em educação, estamos falando em todos os aspectos que se possa imaginar. Educar é um processo muito maior do que apenas o velho “blá blá blá” entediante. Educar é um processo que envolve técnica, conteúdo, criatividade e qualidade. A verdadeira revolução começa com a educação. 

Pessoas educadas, instruídas são aquelas que comandam a sociedade, pois detêm o conhecimento e este é poder. Poderia citar vários exemplos de pessoas que mudaram o mundo por meio da educação. O poder não na estava centrado força que eles tinham enquanto pessoas, mas na capacidade de ensino, de aprender e de reter o conhecimento. 

A figura do professor, do mestre, do orientador é (ou deveria ser) a figura mais importante dentro do modelo educacional. Na prática, é sabido que isso nem sempre acontece. O respeito ao professor é um dos problemas que precisamos resolver com urgência. 

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Conheça melhor o modelo de educação brasileiro e entenda por que não é eficiente para a Geração Z. | Foto: Reprodução.

​Educação é o grande segredo

O segredo de tudo na vida se chama educação. É ela que te leva a ter condições de alcançar (melhores e maiores) resultados. Se deseja ser rico, você precisa educar-se financeiramente. Se deseja ser um líder na sua empresa, precisa educar-se em liderança. Caso deseje ser um empreendedor, precisa aprender sobre negócios. Se deseja criar uma família, precisa aprender sobre isso. Não existe segredo maior do que a educação.

A educação é o segredo da sociedade. A revolução social começa com papel e caneta.

É simplesmente incrível saber o que a educação pode fazer na vida de uma pessoa e em uma sociedade. Entretanto, o atual modelo da educação atual é baseado em um sistema falido no qual um professor irá transmitir o conteúdo aos alunos que estes terão a obrigação aprender. De tempos em tempos, estes alunos serão obrigados a fazer provas escritas (e orais em alguns casos) que se somarão em um currículo. No futuro estes mesmos alunos irão fazer provas de concurso ou de vestibular para poder, então, ingressar em uma universidade ou um cargo público. A grosso modo esse é o modelo atual da educação brasileira (talvez mundial). 

E este modelo atual ainda se baseia em pagar salários baixos e exigir qualidade no ensino. E, por fim, este modelo torna o professor uma espécie de deus, que sabe tudo, que é o dono da razão e da verdade. Mas, a situação tem mudado.

E este modelo é um modelo falido de educação por que não trabalha competências pessoais. Nosso modelo atual se baseia apenas em resultados de provas escritas (subjetivas e ou objetivas). A sociedade não muda por que o pensamento não muda. Insanidade é fazer a mesma coisa repetidas vezes e esperar resultados diferentes. Salvo engano foi Einstein quem disse isso. E é verdade.

A verdade que machuca sobre a educação

Quando eu estava no segundo ano do ensino médio (e lá se vão 15 anos), eu tive uma matéria de Sociologia com um professor que mais parecia o Frankenstein do que um professor. Ele era bem alto, cabelos brancos bagunçados, porte físico avantajado e tinha os dentes parcialmente estragados e amarelados. Não era o tipo de pessoa que saltava aos olhos e que você desejasse ficar por perto.

Esse professor causou polêmica logo no primeiro dia de aula, não pela sua aparência, mas pelo conteúdo. O que aquele professor disse chocou os alunos e a coordenação. Aquele professor não falou nada mais do que a verdade. Minha prima, que estudava comigo, ficou perplexa. Eu me lembro que ela quis chorar simplesmente por não conseguir acreditar nas palavras que saíram da boca daquele professor. Era um mix de raiva, com frustração, com indignação, e ela não conseguia encarar aquilo como sendo verdadeiro. Ninguém estava preparado para ouvir aquelas duras verdades.

“Vocês estão estudando para ser peças de reposição do mercado”. Não foram bem essas as palavras, mas foi algo mais ou menos assim. Robôs? Peças de reposição de uma máquina? Eu? Infelizmente, este é o nosso modelo de educação. Era assim em 2006 e pouco mudou de lá para cá.

Nós não estávamos estudando para sermos ricos ou ter nossos próprios negócios ou para aprender a lidar com as nossas emoções. Estávamos estudando para sermos empregados que iriam substituir os atuais empregados, que poderia ser o pai ou mãe de um dos nossos colegas de sala. Por mais duro que possa parecer, isso é uma verdade até hoje. O modelo educacional não nos prepara para sermos líderes e nem donos de negócios. O modelo atual nos ensina aquilo que as empresas querem que a gente saiba e nada mais do que isso. 

Estudamos matérias que não gostamos e que não vemos aplicação prática no nosso dia a dia. Nenhuma escola ensina seus alunos como ganhar dinheiro, como gerar transformação na sociedade, como ser dono de um negócio. As escolas estão preocupadas em ensinar português, matemática, física, geografia e literatura. São matérias importantes sem sombra de dúvidas e que precisam ser estudadas. As escolas estão focadas em ensinar matérias que são determinadas em regulamentos do Governo. E o Governo não quer que você seja rico ou que você tenha conhecimento para vencê-lo.

O modelo da nossa educação é falido. Porém, tem solução. E a solução começa por meio da inovação e da criatividade educacional. A solução passa por uma verdadeira revolução na metodologia e na aplicação do conteúdo bem como a revisão do conteúdo que é ensinado nas escolas, faculdades, institutos de educação profissional. E quais são as soluções que podemos adotar? É sobre isso que vamos falar agora.

A educação brasileira necessita de uma reforma curricular urgente baseada em uma metodologia criativa e inovadora focada em ensino prático e objetivo atendendo às necessidades de cada tipo de aluno com uma linguagem simples e direta. Em outras palavras, YouTube. 

O YouTube como ferramenta de ensino

O que começou como uma ferramenta de entretenimento tem se tornado (e por que não dizer que já se tornou) uma ferramenta de ensino gigantesca. Recentemente estava assistindo a uma live sobre o Google Ads. O homem passou mais de 2 horas falando sobre como ganhar dinheiro com Google Ads, como criar seu negócio com Google Ads, como investir no Google Ads. Qual é a escola que ensina isso? 

Professores têm migrado suas aulas para o YouTube, uma vez que no local está a atenção. E onde está a atenção está o dinheiro, a audiência, a valorização, o conteúdo de qualidade (nem sempre) e está também o reconhecimento. Aprender sobre o modelo YouTube vai mudar a nossa educação. E vai mudar para melhor. Não é algo que irá acontecer do dia para a noite. Mas, com persistência e coragem, vai mudar os rumos da educação.

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Por Paulo Machado – Fala! Universidade Federal do Amazonas

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