Opinião - Importância de barreiras sanitárias em portos e aeroportos
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Opinião – Importância de barreiras sanitárias em portos e aeroportos

Opinião – Importância de barreiras sanitárias em portos e aeroportos

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Em meio à pandemia de Covid-19 e na iminência de uma terceira onda de coronavírus no Brasil, torna-se elementar o controle de portos e aeroportos por meio de barreiras sanitárias, como forma de reduzir o tráfego de pessoas contaminadas para dentro e fora do país.

Atualmente, o Brasil é visto internacionalmente como a ameaça sanitária número um pela falta de planejamento em tempo hábil para a contenção do vírus, o atraso na disseminação de vacinas e pelo não cumprimento das medidas de distanciamento social previstas e recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

barreiras sanitárias
Entenda a importância de barreiras sanitárias em portos e aeroportos. | Foto: Reprodução.

Importância de barreiras sanitárias em portos e aeroportos

A importância da instalação de barreiras sanitárias em portos e aeroportos ajudaria na detecção de pessoas contaminadas, evitando que elas saiam ou adentrem o território. Recentemente, houve um caso que tomou grande repercussão e alarmou o país inteiro, que ilustra muito bem a necessidade de barreiras sanitárias e o aprimoramento desse recurso como forma de conter um alastramento ainda maior do vírus, bem como de suas variantes.

Um turista indiano entrou no Brasil através do Maranhão, passou por barreiras sanitárias, contudo, pela demora na entrega do resultado, foi liberado para seguir viagem. E ele o fez, seguiu até o estado de São Paulo, onde demonstrou sentir sintomas característicos da nova variante e foi internado. Como consequência, algumas pessoas que estiveram no mesmo voo que ele também apresentaram a mesma contaminação.

Diante dessa situação, é possível perceber que os procedimentos sanitários foram tomados, exames e coletas de materiais foram feitos, contudo, houve certo desleixo por parte da equipe que permitiu que o turista seguisse viagem sem antes ter em mãos um resultado. Foi um risco assumido. É claro que as dificuldades são compreensíveis, já que o fluxo de pessoas em portos e aeroportos é intenso e que deve ser bastante difícil administrar uma situação como essa; em um momento como este, porém, é que os cuidados devem ser redobrados. Já perdemos gente e oportunidades demais e infelizmente não podemos mais nos dar ao luxo de errar.

As equipes da Polícia Federal e da Guarda Marítima, diretamente envolvidas nos procedimentos que envolvem entrada e saída de pessoas pelas vias aéreas e aquáticas, têm uma grande parcela de responsabilidade em fazer uma triagem que defina bem quem pode e não pode entrar e sair, mas a responsabilidade também é de cada um de nós. É necessário tomar todas as medidas de distanciamento social, trocar a máscara a cada quatro horas, lavar bem as mãos e usar álcool 70. 

Além das barreiras sanitárias, é vital ser honesto e ter a autopercepção de si mesmo, de saber se está em condições ou não de viajar, se apresenta algum sintoma característico, se está sentindo bem ou não. Não comprometa a sua saúde nem a saúde de outras pessoas. Seja consciente e faça a sua parte. Se cada um de nós cumprirmos os deveres que nos cabem, em breve, as coisas podem voltar a ser como eram antes.

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Por Tassia Malena Leal Costa – Fala! Universidade Federal do Amapá

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