Opinião: A importância da preservação do meio ambiente no Brasil
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Opinião: A importância da preservação do meio ambiente no Brasil

Opinião: A importância da preservação do meio ambiente no Brasil

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O meio ambiente é essencial para a vida, portanto, preservá-lo é mais do que necessário para as gerações presentes e futuras. Contudo, as relações do ser humano com a natureza não são as melhores, o que resulta em poluição, aquecimento global e destruição gradual de ecossistemas.

No Brasil, isso não é diferente: florestas inteiras sendo devastadas, populações de pessoas e animais se deslocando, muitas morrendo, e níveis absurdos de poluição. Tristemente, esse cenário está longe de acabar.

As destruições brasileiras do meio ambiente

O país é um dos maiores devastadores da natureza, mas também é conhecido por procurar a melhora dessa situação, entretanto, os aumentos dessa relação tóxica com o meio ambiente nos últimos anos o fez receber alertas de algumas organizações mundiais.

De acordo com dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em 2020, 11088 km² do território da Amazônia Legal foi desmatado. No total,  aproximadamente 700.000 km² foram desmatados da área original, representando 17% da região antiga. Já no Cerrado, também no mesmo ano, o Instituto aponta que 7340 km² foram desmatados, contando com as queimadas do Pantanal. O monitoramento da região é feito pelos institutos de pesquisa em conjunto com os sistemas de satélite.

Na costa brasileira, dados do relatório da SOS Mata Atlântica informou que o desmatamento da Mata Atlântica cresceu 27% entre 2018 e 2019; atualmente, restam aproximadamente 6% do bioma original, sendo considerada uma vegetação que corre risco de extinção. O depósito de esgoto nos manguezais é o principal fator que contribui para a destruição do bioma.

Em 2017, a partir de dados do IBGE, dos 1794 municípios nordestinos, apenas 945 tinham rede de esgoto e os rejeitos foram destinados aos manguezais. O mangue se estende por todo o litoral brasileiro e lida com as ações do homem constantemente; os imprevistos registrados na região acarretam problemas em todo o ecossistema marinho.

O que colabora para a não preservação?

meio ambiente
Queimadas em floresta. | Foto: Reprodução.

A herdada cultura extrativista da humanidade e a falta de cuidado com a natureza desencadeiam os problemas ambientais vistos hoje. Os problemas citados acima são apenas alguns exemplos de como o homem destrói o meio em que vive.

Em adição a isso, o Brasil possui um histórico na exploração de recursos naturais destinados à exportação, com interesses econômicos. Conforme o passar dos anos, os governos apenas agravaram a situação ao incentivar essas práticas. Também com o incentivo ao agronegócio e sua bancada política gera o fomento pelo consumo de carne e realização das monoculturas que, além de contribuírem na poluição, são prejudiciais ao solo e reforçam a desigualdade fundiária do país.

No espaço urbano, as indústrias e a altíssima conurbação que acarreta na liberação de gases tóxicos à atmosfera, juntamente ao desaparecimento de áreas verdes devido à ocupação e à priorização do uso de carros degradam ainda mais o meio ambiente.

Todas essas consequências ainda são socialmente prejudiciais, pois oprimem e excluem as sociedades indígenas e ribeirinhas, além de obrigarem a população a viver em ambientes inóspitos sem oferecer um sistema de saúde eficiente.

Há esperança para o futuro?

O Brasil tem um longo caminho a percorrer para melhorar essa situação, começando com a mentalidade da população, também precisa cumprir e adaptar suas políticas públicas de preservação da natureza. Por outro lado, várias ONGs e projetos governamentais foram criados ao longo dos anos para ajudar na melhora desses danos.

Projetos de proteção às florestas e de análise de informações, como SOS Mata Atlântica, Prodes (Inpe), Deter (Inpe), Deter Intenso (Inpe), além de unidades de conservação que representam perspectivas esperançosas para o futuro, mesmo que longínquo.

É preciso mudar a atitude para que se possa ter um futuro melhor, mas como esse processo está ocorrendo bem lentamente, é fato que pelo menos a próxima geração sofrerá bastante com a devastação do mundo.

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Por Camila Lutfi – Fala! Cásper

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