O que fazia um alquimista na Idade Média? Descubra aqui
Menu & Busca
O que fazia um alquimista na Idade Média? Descubra aqui

O que fazia um alquimista na Idade Média? Descubra aqui

Home > Entretenimento > Cultura > O que fazia um alquimista na Idade Média? Descubra aqui

A frase “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, de Antoine Laurent Lavoisier, tem como base o pensamento alquimista e representa muito bem esta prática.

Os alquimistas acreditavam que tudo na natureza era transformado, e seus feitos eram baseados em acelerar este processo natural de transformação, por meio da transmutação que acontecia pela troca equivalente.

Ou seja, eles acreditavam que, por meio do sacrifício de alguma coisa, seria possível conseguir outra de matéria proporcional, acelerando, assim, a natureza das coisas. Tanto que uma de suas principais realizações era tentar transformar metais baratos em ouro, pois, para eles, todos evoluíam até o ouro, que era considerado o mais nobre da época.

alquimista
Alquimista em laboratório. | Foto: Reprodução Núcleo Alquímico.

O alquimista na sociedade

A alquimia sempre foi objeto de muita especulação, seja por conta de sua origem ou lendas que a cercam. Os alquimistas da Idade Média tiveram diversas realizações mascaradas.

Por conta da soberania da igreja católica, os que não eram protegidos pelos reis, tinham de realizar suas experiências escondidos em porões, para evitar que fossem condenados e assassinados por irem contra os ensinamentos da igreja.

Os símbolos alquímicos utilizados para representar alguns elementos e compostos, que muitos, até hoje, acreditam ser referentes ao misticismo, são características bastante marcantes desta prática, e o motivo pelo qual se normalizaram na alquimia foi justamente para dificultar o acesso, afastando, assim, a igreja e as pessoas que não tinham muito conhecimento a respeito do tema.

símbolos alquímicos
Símbolos alquímicos. | Foto: Pixabay.

Existe uma lenda, inclusive, de que o famoso transformar cobre em ouro que os alquimistas tentavam, não passava de uma máscara para a filosofia escondida por trás disso.

O cobre seria a ignorância, o ouro, a inteligência, o conhecimento. Pois, de acordo com alguns, a alquimia não era focada na transformação de elementos em si, mas sim, na transformação do ser humano.

Portanto, a igreja não condenaria um alquimista por transformar cobre em ouro, mas sim, por ansiar a evolução do ser humano, por intermédio da obtenção de sabedoria.     

A grande obra

Existiam três feitos ansiados pelos alquimistas da Idade Média: a pedra filosofal, o elixir da vida eterna e os homúnculos. Os três juntos constituem o que chamamos de “A grande obra”.

A pedra filosofal era considerada o mais poderoso dos três, pois, por meio dela, seria possível quebrar a regra na qual se baseava a alquimia, de que para criar um elemento, se tornaria necessário o sacrifício de outro com matéria equivalente. Com a pedra, esta troca não seria necessária e eles teriam a possibilidade de criar do “nada”.

pedra filosofal
Representação da pedra filosofal. | Foto: Reprodução/Aficionados.

Já o elixir da vida eterna, é autoexplicativo, com ele, acreditavam que iriam poder curar qualquer doença do ser humano e lhe dar a vida eterna. Porém, eles tinham a crença de que apenas conseguiriam atingir este feito após a criação da pedra filosofal, por isso, ela é considerada o elemento mais importante de todos. 

Por fim, os alquimistas pretendiam dar vida artificialmente a uma pequena criatura, chamada homúnculo, nome que vem do latim e significa “pequeno homem” Para obter sucesso na realização, eles fizeram diversos experimentos, alguns envolvendo esterco de cavalo, estufas e até a introdução do esperma humano na gema de um ovo de galinha.

Essas e outras experiências realizadas na época podem ser consideradas extremamente bizarras para nós nos dias de hoje, mas não é segredo que a alquimia nos deixou uma grande herança de conhecimento, principalmente para a química e a medicina.

Afinal, foram os alquimistas os responsáveis pela criação do destilador, banho-maria, bem como de diversos minerais fortes e reagentes, como o ácido sulfúrico. 

______________________________
Por Bianca Sousa – Fala! Faculdade Paulista de Comunicação

Tags mais acessadas