O que é racismo estrutural? Compreenda sua herança histórica
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O que é racismo estrutural? Compreenda sua herança histórica

O que é racismo estrutural? Compreenda sua herança histórica

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Com as diversas manifestações do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) ao redor do mundo após a morte do americano George Floyd, no fim de maio, o racismo passou a ser um assunto muito falado e sua discussão intensificada, não sendo diferente no Brasil.

O racismo manifesta-se de inúmeras maneiras na sociedade, com a concepção individualista e institucional, e essas são formas que resultam do racismo estrutural.

O racismo estrutural está enraizado na sociedade. Esse preconceito está presente diretamente na formação da sociedade e, desta forma, ao longo da história, o racismo estruturou as relações sociais e a formação dos indivíduos. Com isso, a sua manifestação ocorre, por vezes, em ações inconscientes, já que o preconceito está embutido nas pessoas.

A porcentagem de pessoas negras no Brasil é de 56%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e em uma sociedade composta por mais da metade de cidadãos negros, ainda existem locais em que não há a presença de pessoas negras, e isso se torna normal na sociedade, como apenas um aspecto comum da estrutura, não chocando os indivíduos.

E ainda, na sociedade brasileira, os negros compõem a maior parte da população carcerária, estão em menor número no ensino superior, são a parte da população que mais sofre com o desemprego e, além disso, são poucas as pessoas negras que ocupam cargos no legislativo e judiciário. A população negra no Brasil encontra-se sistematicamente marginalizada, na qual as oportunidades e lugares preservam o pensamento escravocrata.

Black Lives Matter
Manifestações do movimento Black Lives Matter contra o racismo. | Foto: Reprodução.

Herança histórica

No Brasil, isso é uma herança histórica da escravidão que está enraizada nos hábitos, falas e costumes dos brasileiros, promovendo, assim, o preconceito e a segregação racial. Em 1888, a Lei Áurea colocou fim à escravidão no Brasil, contudo, não foram criadas outras leis que auxiliaram os negros a se colocarem igualmente aos brancos na sociedade.

Com isso, o abismo social existente não foi extinguido juntamente com o fim da escravização, mantendo, assim, grandes diferenças entre a vida dos negros e brancos.

Portanto, as instituições existentes, hoje, formaram-se a partir de uma estrutura racista, sendo assim, foram condicionadas a atuar de forma preconceituosa, consequência direta de uma estrutura social que enxergava os negros como inferiores.

A luta contra o racismo estrutural

A luta contra o racismo é constante e se perpetua até hoje, e necessariamente passa pela dimensão estrutural. Sendo assim, é excepcionalmente importante que se abra mão dos privilégios, daqueles que os têm, para que a luta contra o racismo seja efetiva, acontecendo uma desconstrução de paradigmas na estrutura da sociedade e, consequentemente, na formação dos sujeitos.

Em movimentos que aconteceram este ano em prol das vidas negras, brancos e negros juntaram-se nessa causa, não apenas em busca de não ser racista, mas ser antirracista e, assim, os brancos utilizando de seus privilégios a fim de apoiar a população negra por todo o mundo, pessoas negras as quais seguem sua luta contra o racismo e o abismo que existe entre brancos e negros.

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Por Mariana Miranda Pacheco – Fala! Cásper

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