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O que é bom não envelhece – 30 anos de Sepultura

O que é bom não envelhece – 30 anos de Sepultura

Há quem diga que tudo que começa a envelhecer perde a graça. No show do dia 20 de junho na Audio Club, em São Paulo, o Sepultura mostrou que, mesmo com décadas de estrada, é possível continuar com a mesma energia para arrebatar fãs das mais diversas gerações.

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O grupo de metal que foi formado pelos irmãos Cavalera em 1984, em Belo Horizonte, sofreu mudanças que alteraram o rumo da banda de forma significativa: a saída do vocalista Max Cavalera em 1996 até hoje gera polêmica e troca de farpas entre ele e os integrantes do grupo, e apenas dois membros permaneceram como parte da formação clássica. No entanto, o Sepultura nunca perdeu a capacidade de se aprimorar e consolidar seu nome de forma autêntica – hoje, é referência no metal e a banda brasileira mais reconhecida no mundo, com 20 milhões de discos vendidos.

Recém- chegados da turnê extremamente bem sucedida de 40 shows nos Estados Unidos, e aclamados por crítica e público pelo lançamento do novo disco (The Mediator Between Head and Hands Must Be The Heart), Derrick Green (vocais), Paulo Jr. (baixo), Andreas Kisser (guitarra) e Eloy Casagrande (bateria) chegaram ao Brasil com saudades – e uma enorme vontade de rever e agradar os fãs.

Iniciado às 23 horas e sem a abertura da banda americana de trash metal Sacred Reich, que cancelou a vinda ao Brasil dias antes, o show contagiou muito o público que compareceu em peso: adultos, idosos, adolescentes, casais, mulheres e crianças foram prestigiar os 30 anos de existência da banda.

Vatican, Kairos e Propaganda marcaram o início da vibração de cerca de 3 mil pessoas que pularam como se estivessem espantando o frio pelo qual passaram para chegar até lá: antes mesmo da hora marcada para abertura definitiva dos portões, uma enorme multidão se aglomerava na frente da casa de shows sob um vento gelado de 12 graus.

As 25 músicas tocadas pelo grupo foram escolhidas a dedo para agradar os fãs, que tiveram contato direto com os ídolos: os que ficaram à frente da pista puderam subir ao palco e se jogar no mosh pit sem preocupação alguma. Quando alguns engraçadinhos perderam a noção e subiram ao palco para esbarrar nos músicos e atrapalhar os riffs de Andreas Kisser, ele interveio:

-Pessoal, a gente sem vocês não é nada e o show é todo pra quem tá aqui, mas palco não é lugar de dar rolê, não. A gente tá trabalhando.

Aplausos imensos da plateia. Ninguém ali queria comprometer a gravação do documentário de 30 anos da banda e muito menos ficar sem ver os ídolos tocando por conta de pessoas que entravam na frente sem o menor constrangimento.

Dito isso, a festa seguiu sem nenhum problema. Mais pessoas continuavam subindo ao palco e se jogando no mosh, aproveitando o clima de união de todos os que estavam ali para celebrar o aniversário de uma das bandas mais relevantes da história.

 Os sucessos Ratamahatta e Roots ficaram para o final, fechando a celebração da melhor maneira possível. Um garoto de 10 anos que até então estava nos ombros do pai conseguiu subir ao palco levado por uma massa de mãos. Abraçou Derrick e Andreas apertado, para levar o momento com ele. Com Roots ainda tocando, se atirou na plateia para ser carregado como faz um bom rockstar.

Quando pararam de tocar, Andreas seguiu o exemplo do fã mirim e fez um stage diving apoteótico, se jogando no meio dos fãs para terminar a comemoração. Quando o colocaram no chão, foi envolto numa roda de pessoas que vibravam e chamavam o nome da banda. Várias pessoas, das mais variadas idades, selando um abraço imenso para prestigiar tudo o que aconteceu, provando que aquilo que é bom não tem idade e nem data para acabar.

 

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Por: Mariana Menezes – Fala!M.A.C.K

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