O que acontecerá quando a atual Rainha da Inglaterra falecer?
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O que acontecerá quando a atual Rainha da Inglaterra falecer?

O que acontecerá quando a atual Rainha da Inglaterra falecer?

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A rainha Elizabeth já está com 95 anos e muito se comenta sobre a longevidade de seu reinado. No entanto, haverá um momento em que o mundo terá que se despedir dela e, assim como todos os eventos na monarquia, já existem protocolos para quando a rainha morrer. Os preparativos para o fúnebre acontecimento vêm sendo planejados desde 1960 e recebem o nome de Operação London Bridge. Vale lembrar que ele pode sofrer mudanças e adaptações caso aconteça ainda em situação de pandemia da Covid-19

Abaixo, você confere os passos que serão tomados após a morte da soberana:

rainha Elizabeth
Saiba quais são os protocolos quando a rainha Elizabeth falecer. | Foto: Buckingham Palace/AFP.

O que acontecerá quando a rainha Elizabeth falecer

Assim que Elizabeth morrer, quem dará a confirmação para a família será o médico pessoal. Seu então secretário particular irá contatar o primeiro-ministro e informar a morte da soberana por meio do código: “London Bridge is Down”. O comunicado será enviado através de uma frequência captável apenas por equipamentos específicos, ou seja, a informação será, em um primeiro momento, ultrassecreta. O primeiro-ministro colocará em prática, então, a Operação London Bridge, começando por comunicar os chefes de estado de 53 países da Commonwealth – grupo de nações que fizeram parte do Império Britânico, com exceção de Ruanda e Moçambique, e que partilham de valores e objetivos comuns.

Os portões do Palácio de Buckingham receberão um aviso em preto e branco da notícia, enquanto o site do Palácio mostrará apenas uma página com a mesma mensagem de luto sobre um fundo preto. Enquanto isso, um comunicado será enviado a todos os veículos de imprensa mais importantes do mundo, que começarão a imprimir e a transmitir seus obituários pré-produzidos. Entre as notícias, as rádios vão transmitir seleções de músicas especialmente preparadas para o momento fúnebre. Os canais de TV vão apresentar os muitos documentários já realizados em homenagem à rainha. E a BBC se absterá de fazer shows de comédia até a realização do funeral.

Por todo o país, bandeiras serão hasteadas a meio mastro. Os britânicos serão liberados para voltar para casa mais cedo e os pilotos de avião anunciarão o acontecimento durante todos os voos para fora ou para dentro dos limites do reino da rainha. É possível que a bolsa de valores, empresas e lojas em todo o Reino Unido fechem por um dia em respeito.

No dia seguinte à morte dela, às 11 horas da manhã, Charles será declarado rei, no entanto, a coroação demorará um tempo para ser marcada – no caso da Rainha Elizabeth, 16 meses se passaram entre a morte de seu pai e sua coroação. Ele precisará decidir se vai se chamar rei Charles III, ou se vai escolher um dos seus outros nomes: Philip, Arthur ou George. Ele também deverá escolher qual título dará à sua esposa, Camila Parker-Bowles – “Princesa Consorte” ou “Rainha Consorte” –, já que, tradicionalmente, a esposa de um rei é chamada de rainha consorte, mas especula-se que a rainha Elizabeth gostaria que ela virasse princesa consorte, e só monarcas homens concedem seu título para as esposas. Depois da proclamação, Charles viajará para Edimburgo, Cardiff e Belfast para participar de cerimônias em homenagem à sua mãe e de uma série de rituais de encontro com seus novos súditos.

É apenas quatro dias depois do falecimento da rainha que o caixão contendo seu corpo sairá em procissão do Palácio de Buckingham até o Palácio de Westminster, onde se reúnem a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes, as duas casas do parlamento do Reino Unido. Lá vai acontecer o velório e, durante quatro dias, só o rei Charles, familiares da monarca e outros dignitários poderão prestar suas homenagens. Só então o local é aberto ao público, ficando, a cada 20 minutos, um grupo diferente de soldados a vigiar o caixão da rainha, em um total de 23 horas.

O dia do funeral, nove dias após a morte da rainha, será um feriado oficial para todo o Reino Unido. A bolsa de valores fechará pela segunda vez em menos de duas semanas e muitas empresas seguirão o exemplo – será mais um dia de luto, com estabelecimentos comerciais fechados ou operando em horário de domingo, com fotos da rainha na  frente das lojas. Às 11 horas, o caixão adentrará a Abadia de Westminster – onde estarão presentes 2.000 convidados –, os sinos do Big Ben tocarão e o país ficará em completo silêncio: estações de trem interromperão seus anúncios e motoristas de ônibus encostarão seus veículos e sairão deles em sinal de respeito. Após o culto, o caixão será levado ao Castelo de Windsor e, finalmente, à Capela de São Jorge, onde a rainha Elizabeth II, provavelmente, será posta para descansar ao lado de seu pai, o rei George VI.

Nos meses subsequentes, a moeda da rainha será lentamente removida do uso para as novas passarem a ter a cara de Charles estampada. O mesmo acontecerá com selos, passaportes e uniformes policiais e militares. E o hino sofrerá uma pequena mudança: ao invés de “Deus salve a Rainha”, os ingleses cantarão “Deus salve o Rei”. Somando tudo isso, a morte da rainha representaria um gasto de nada menos que bilhões de libras na economia inglesa. Será, portanto, o maior funeral da história do Reino Unido, fazendo jus à grandiosidade e luxuosidade da monarquia britânica. 

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Por Natália Tavares Leite Vieira – Fala! Cásper

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