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O poder do Cinema

O poder do Cinema

Pipoca com manteiga. Seu ator favorito na tela. Cinema é diversão certa. Desde sua primeira aparição, em 1895, tornou-se uma das principais formas de entretenimento mundiais, além de uma indústria bilionária.

Os filmes, porém, trazem mais consigo do que só o glamour exibido no Oscar. Eles podem, para muitos, alterar a história.

O filme Roma (2018), dirigido por Alfonso Cuarón, é perfeito exemplo. O longa conta a história da empregada doméstica Cleo e sua rotina na casa de uma família classe média mexicana. Por abordar, perfeitamente, os contrastes sociais, Roma não só levou Oscars e Globos de Ouro, como influenciou uma importante decisão do Senado Mexicano.

Fonte: Estação Nerd

Foi aprovada, unanimemente, alteração que confere direitos trabalhistas às empregadas domésticas. A elas são garantidas, agora, oito horas de jornada, nove horas de descanso e seguridade social.

Isso somente foi possível graças ao que o filme deu a elas: visibilidade. É mais difícil ignorar um problema quando ele é exibido em milhares de telas de cinema ao redor do mundo. A população, quando posta contra a parede desse modo, exige mudanças.

Roma não é um caso isolado. A série The Jinx: The life and deaths of Robert Durst (2015) fez com que o verdadeiro Robert Durst, acusado de inúmeros assassinatos, fosse preso nos Estados Unidos.

O longa JFK – A pergunta que não quer calar (1991) levou ao governo estadunidense a tornar públicos os documentos antes confidenciais sobre a morte de John Kennedy. O filme Rosetta (1999) acarretou na criação da “Lei Rosetta” na Bélgica, mais explícito impossível.

Com tantos exemplos, está claro o poder que o cinema exerce sobre a sociedade. Ao expor cenas de situações desconhecidas ou talvez ignoradas pela maioria, dá força a discursos importantes, mas até então desprezados. Apesar de ainda serem minoria em meio ao fenômeno hollywoodiano, os filmes – crítica já fazem (enorme) diferença.

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Por Gabriela Girardi – Fala! Cásper

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