O futuro da educação em xeque, saiba a perspectiva da ONU
Menu & Busca
O futuro da educação em xeque, saiba a perspectiva da ONU

O futuro da educação em xeque, saiba a perspectiva da ONU

Home > Universidades > O futuro da educação em xeque, saiba a perspectiva da ONU

Em um artigo publicado em junho pela ONU, Banco Mundial, Unicef e Unesco, várias perspectivas sobre a educação foram pautas em busca de atentar às autoridades sobre o quão prejudiciais as aulas virtuais são para alguns alunos em meio a crise da Covid-19.

A questão dos menos favorecidos financeiramente, os quais não têm condições para o ensino a distância, a violência às crianças e adolescentes e a escassa alimentação têm preocupado a organização, pois a escola é vista como uma proteção social e que ajuda a sanar alguns dos problemas em que as pessoas pobres enfrentam, como a fome, no caso da merenda escolar.

Segundo dados de tal artigo, o Programa Alimentar Mundial (WFP) contabiliza aproximadamente 370 milhões de crianças que não estão recebendo refeições devido ao fechamento das escolas. Assim, trazendo um panorama preocupante de mais obstáculos para a vida desses indivíduos.

ONU
Artigo da ONU e outras entidades alertam sobre os riscos da continuidade do fechamento nas escolas. / Foto: Reprodução.

Dessa forma, desigualdades são impostas, até mesmo, no ensino a distância, em que crianças e adolescentes são obrigados a lidar com tal disparidades. A perca do aprendizado, a evasão escolar e, consequentemente, o aumento de danos psicossociais são uma das sequelas do período de pandemia. Saiba mais sobre os impactos aqui.

Como se poderia esperar, quanto mais tempo durar a interrupção da educação escolar, maior será a perda de aprendizado. Assim, quanto mais cedo as escolas puderem reabrir, menores serão os riscos de ocorrerem danos de longo prazo nas jornadas de aprendizagem e no bem-estar de milhões de crianças.

Preocupa-nos o fato de que o fechamento prolongado das escolas exacerbe as desigualdades, aprofunde a crise de aprendizagem e exponha as crianças mais vulneráveis a um maior risco de exploração. Devido a outras crises, nós sabemos que, quanto mais tempo as crianças vulneráveis estiverem fora da escola, menor será a probabilidade de elas voltarem a frequentá-la.

Artigo da ONU, Banco Mundial, Unicef e Unesco, em junho.

Além disso, conforme o portal UOL, um novo artigo foi publicado na segunda-feira (14), em que deixa, com clareza, aos governos que a priorização da educação deve ser maior do que em outros estabelecimentos, mas com as medidas preventivas necessárias para que os riscos de contaminação sejam mínimos.

A reabertura das escolas conta com a preocupação de uma segunda onda da pandemia. Contudo, as entidades afirmam que a preparação das instituições de ensino e as estratégias para certa faixa etária são necessárias.

Dessa forma, o guia afirma que: “Os governos nacionais e locais devem considerar priorizar a continuidade da educação, investindo em medidas abrangentes e em várias camadas para evitar a introdução e maior disseminação do SARS-CoV-2 em ambientes educacionais, enquanto também limitam a transmissão em toda a comunidade…”.

educação
O futuro da educação é discutido pela ONU e entidades para a reabertura das escolas. / Foto: Senado Federal.

A ONU ainda revela em tal artigo, que a maior parte das evidências dos países, os quais reabriram ou nem mesmo fecharam durante a pandemia, mostrou não estarem relacionados com aumentos nas transmissões da doença.

Contudo, exceções existem. A Organização das Nações Unidas afirmou um registro de um surto de casos na escola após a reabertura, todavia, considerou que tal instituição não adotou as devidas profilaxias para evitar a disseminação infecciosa do vírus.

Nas escolas brasileiras, as especulações estavam planejando a reabertura desde julho até setembro. Os relatos das prefeituras são de poucas escolas retornando ao ensino presencial, muitas estão optando por um ensino híbrido, em que mistura o ensino remoto e a aprendizagem presencial, mas a grande parcela não pretende retornar presencialmente este ano.

_____________________________
Por Amanda Marques – Redação Fala!  

Tags mais acessadas