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Mostra “Volta ao Nada” e a Plana Festival Internacional de Publicações

Mostra “Volta ao Nada” e a Plana Festival Internacional de Publicações

A Plana Festival Internacional de Publicações de São Paulo ocorre de 23 a 25 de março e trata do tema “Volta ao Nada”, na Cinemateca Brasileira.

Foram convidados em torno de vinte colaboradores, que desenharam coletivamente a programação de palestras, exposições e atividades paralelas à feira em colaboração com a idealizadora Bia Bittencourt. Parte da programação é dedicada também ao cinema, como a Mostra Cinema Zero e o lançamento do livro “O que é cinema”, de André Bazin, pela Editora Ubu.

Still do filme Cat Effekt, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn. Foto: Reprodução

O Cinema Zero é organizado por artistas visuais do Cineclube Fantasma, Mateus Acioli, Juan Narowé, Raul Luna e Bia Bittencourt, e funciona como um lugar de pesquisa livre em cinema e outras manifestações audiovisuais. Na mostra, que segue até 01 de abril, foram selecionados um conjunto de trabalhos díspares oriundos de diferentes campos de produção e que levantam diversas interpretações sobre o retorno ao nada. Os trabalhos, seus questionamentos e suas discussões são acionados a partir dessa fricção, contrapondo abordagens opostas. Essa mostra busca abordar as relações entre destruição e construção e o difuso leque em que habitam as ideias de incomunicabilidade, vazio e incerteza; um retrato da ausência como personagem. É um Cinema Zero, Cinema Nada, Cinema Mínimo, de estrutura insuficiente ou de não estrutura. Soma-se à Mostra um poster feito por Mateus Acioli e serigrafado por João Livra em duas versões: Cinema Zero Vermelho (ed. limitada): 40 unidades, em papel Curious Matter e serigrafia 2 cores, 60x70cm; e Cinema Zero Branco: 100 unidades, serigrafia em 2 cores, 45x64cm com venda antecipada.

Destaques da programação de cinema

23 de março, sexta-feira

19h às 19h30​ ​–​ Cinema Zero | estreia: ​La Jetée​ (La Jetée)​, ​1962, Chris Marker
Sala do vazio
Organizador: Cineclube Fantasma
A partir de fotografias em preto e branco, La Jetée conta a história de um homem forçado a explorar suas memórias após a devastação da Terceira Guerra Mundial.

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24 de março, sábado

11h às 13h ​–​ Cinema Zero | sessão 2: ​Videograms of a Revolution​ (Videogramas de uma revolução​), ​1992, Harun Farocki e Andrei Ujica
Sala do vazio
Os videogramas de Farocki e Ujica mostram a revolução romena de dezembro de 1989 em Bucareste, a partir de uma nova forma de historiografia baseada nas imagens de arquivo coletadas.

20h às 20h40 ​–​ Cinema Zero | sessão 3: ​Cat Effekt​, 2011, Melissa Dullius e Gustavo Jahn (​16mm | Russia, Alemanha, Brasil | 40min | 2011)
Sala do vazio
Uma mulher anda sozinha pelas ruas de Moscou, entrando e saindo de transportes e passagens sob o solo. Ela está a caminho de uma exibição de um filme sobre um gato. A partir da mistura de sensações, cores e sons, sonhos e realidades se misturam.

25 de março, domingo

10h30 às 12h ​–​ Cinema Zero | sessão 4: ​Regen ​(Chuva)​, ​1929, Joris Ivens e Mannus Franken; ​A solas​ (Sozinho), 2013, Valentina Romero e Esteban Rivera; ​Wutharr, Saltwater Dreams​ (Wutharr, sonhos de água salgada​)​, 2015, The Karrabing Film Collective
Sala do absurdo
Em Regen tudo se transforma sob influência da chuva. Regen é um poema-filme experimental que mostra a precipitação e queda da chuva em Amsterdã: a cidade na qual os canais e cenários tornam o tema sublime.

A Solas conta a história de um homem multifacetado: artista, cantor, compositor, produtor musical independente e pai. O filme é um projeto visual situado entre ficção, documentário e
arte.

O Karrabing Film Collective é um grupo de mídia australiano com base numa comunidade indígena. Sendo o mais surrealista dos filmes do coletivo, Wutharr é um modo de auto-organização e análise do próprio modo de vida deles.

17h às 18h ​–​ Intermediário | ​A role play​ de Roberto Winter e Vermes do Limbo
Sala do absurdo
Classificação etária: 18 anos
Organizadores: Marina Oruê e Douglas Garcia (Membrana)
Intermediário ocorre entre a projeção do documentário A role play de Roberto Winter e a performance da banda Vermes do Limbo. A role play é um documentário ficcional islandês que foi desenvolvido para a plataforma de trabalhos de arte aarea. O documentário de 45 minutos investiga os vídeos feitos por um brasileiro que diz ter matado o presidente dos Estados Unidos, abordando questões como a inteligibilidade dos atuais modos hegemônicos de comunicação e aquisição de informação, seus vícios, suas deficiências e suas distorções inerentes, ao mesmo tempo em que os confronta com eventos políticos atuais, modos de ação e seus horizontes (ou a falta deles). Vermes do Limbo é uma banda de Guilherme Pacolla e Vinicius Patrial, cujo estilo de som peculiar tomou forma a partir da repetição do erro. Baseado neste suposto instante em um evento futuro, haverá uma
publicação da Membrana com textos de Renata Scovino e Tiago Santinho.

19h30 às 21h – Cinema Zero | sessão 5: ​Terceiro milênio, ​1981, Jorge Bodanzky e Wolf Gauer Deck
Em Terceiro milênio, o cineasta Jorge Bodanzky documenta a viagem do senador amazonense Evandro Carreira por seu estado em 1980. A partir desse trajeto, no entanto, revela-se a força econômica do Amazonas e suas contradições: a corrupção na política indigenista e a presença de fábricas poluidoras às margens do rio Solimões.

 

30 de março, sexta-feira

19h às 20h – Cinema Zero | sessão 6: ​Jardim Nova Bahia​, 1971, Aloysio Raulino e Brasília, contradições de uma cidade nova​, 1967, Joaquim Pedro de Andrade
Sala do absurdo
Em Jardim Nova Bahia se pauta na visão de mundo do baiano residente em São Paulo: Deutrudes Carlos da Rocha. Dividido em duas partes, o filme se desenvolve a partir da
alternância do depoimento de Deutrudes com os de outros baianos na mesma condição que a dele, e posteriormente a partir de imagens filmadas pelo próprio protagonista.
No documentário de Joaquim Pedro de Andrade mostra a distância e contraste entre Brasília, uma cidade planejada – símbolo do desenvolvimento nacional da época –​, e a desigualdade social brasileira.

21h às 22h40 – Cinema Zero | sessão 7: ​O bravo guerreiro​, 1968, Gustavo Dahl
Sala do Absurdo
Miguel Horta é um jovem político que chega à conclusão de que, para ajudar a causa pública, deve se inserir no governo através do partido de ideias contrárias as suas. Ao ver seu projeto de lei ameaçado, no entanto, percebe que era preciso muito mais para que seu sonho fosse realizado.

31 de março, sábado

19h às 19h40 – Cinema Zero | sessão 8: ​Cat Effekt​, 2011, Melissa Dullius e Gustavo Jahn
Sala do Absurdo
Uma mulher anda sozinha pelas ruas de Moscou, entrando e saindo de transportes e passagens sob o solo. Ela está a caminho de uma exibição de um filme sobre um gato. A partir da mistura de sensações, cores e sons, sonhos e realidades se misturam.

21h às 22h40 – Cinema Zero | sessão 9: ​Flesh for Frankenstein​ (Carne para Frankenstein), 1973, Paul Morrissey
Sala do Absurdo
Nesta adaptação do clássico Frankenstein, Morrissey cria um universo absolutamente bizarro no qual Baron Frankenstein cria dois zumbis, uma mulher e um homem, com o intuito de atingir a raça sérvia perfeita.

01 de abril, domingo

18h às 19h40 – Cinema Zero | sessão 10: ​Terceiro milênio, ​1981, Jorge Bodanzky e Wolf Gauer
Sala do Absurdo
Em Terceiro milênio, o cineasta Jorge Bodanzky documenta a viagem do senador amazonense Evandro Carreira por seu estado em 1980. A partir desse trajeto, no entanto, revela-se a força econômica do Amazonas e suas contradições: a corrupção na política indigenista e a presença de fábricas poluidoras às margens do rio Solimões.

20h às 21h40 – Cinema Zero | sessão 11: ​Videograms of a Revolution​ (Videogramas
de uma revolução​), ​1992, Harun Farocki e Andrei Ujica
Sala do Absurdo
Os videogramas de Farocki e Ujica mostram a revolução romena de dezembro de 1989 em Bucareste, a partir de uma nova forma de historiografia baseada nas imagens de arquivo coletadas.

Plana Festival Internacional de Publicações
23 de março das 17h até 20h
24 de março das 11h às 20h
25 de março das 11h às 20h
Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino
Doação sugerida (não-obrigatório): R$ 10,00 na porta ou antecipado
Classificação: Livre
Telefone: (11) 3512-6111
Site: planafestival.org

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– Basquiat: janela do passado e do presente

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