8 Mulheres Negras Brasileiras que entraram para a História
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8 Mulheres Negras Brasileiras que entraram para a História

8 Mulheres Negras Brasileiras que entraram para a História

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Este dia 20 de novembro, escolhido como Dia da Consciência Negra, relembra a magnitude da contínua luta racial. Dado o desconhecimento popular de relevantes personalidades femininas e a importância de se ter exemplos de personagens passados e presentes para fomentar a luta do movimento negro, selecionamos 8 mulheres negras brasileiras que fizeram parte da história.

8 Mulheres Negras que Fizeram Parte da História Brasileira

Dandara
Dandara

Dandara

Lutou contra o sistema escravocrata do século XVII. Foi esposa de Zumbi dos Palmares, último dos líder do Quilombo dos Palmares. Dominava técnicas de capoeira e liderou a parte feminina do exército quilombo. Se suicidou em 1694, após sua prisão, para não voltar à condição de escrava.

Maria Firmina dos Reis
Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis

Foi a primeira escritora brasileira. Sua obra inicial, publicada no jornal A Moderação em 1860, recebe o nome de Úrsula. Ao tratar em pé de igualdade os escravizados e os brancos, Maria expõe uma crítica à irracionalidade da escravidão no que se tratou do primeiro romance abolicionista.

Seu pioneirismo está presente também no fato de ser primeira mulher a ser aprovada em um concurso público no Maranhão para o cargo de professora de primário e por ser fundadora da primeira escola mista para meninos e meninas. Tudo isso antes da Lei Áurea, tempo em que quase não haviam manifestações anti-escravistas e que a valorização de uma independência feminina era impensada.

Antonieta de Barros
Antonieta de Barros

Antonieta de Barros

Foi a primeira deputada estadual negra do Brasil. Nascida em 1901 e filha de ex-escravos, entrou na Escola Normal aos 17 anos. Fundou o Curso Particular Antonieta de Barros destinado à população carente, num contexto de alta taxa de anafalbetismo no país. Criou o jornal A Semana, dirigiu a revista Vida Ilhoa e militou na Frente Brasileira para o Progresso Feminino. Antonieta, a partir de seu desejo de estudar, tornou-se exemplo na luta racial e de gênero, além de atuar em questões políticas e educacionais.

Mãe Menininha do Gantois
Mãe Menininha do Gantois

Mãe Menininha do Gantois

Foi uma das lideranças religiosas mais importantes do Brasil. Nasceu em 1894 na Bahia, sendo empossada como ialorixá aos 28 anos. Sucessora de sua tia-avó, mãe Pulchéria, foi a quarta Iyálorixá do Terreiro do Gantois.

Atuou no reconhecimento e popularização do candomblé, realizando atos como: permitir que brancos e católicos frequentassem os Gantois, convencer os bispos baianos a permitirem a entrada de mulheres vestidas com as roupas tradicionais das religiões de matriz africana nas igrejas, além de influenciar no fim da obrigatoriedade de autorização policial para a realização dos rituais

Laudelina Campos de Melo
Laudelina Campos de Melo

Laudelina Campos de Melo

Criou o primeiro sindicato de domésticas no Brasil. Nasceu 1904, e com 7 anos começou a trabalhar como empregada doméstica, com 16  começou a atuar em organizações de mulheres negras, aos 20 se tornou ativista da Frente Negra Brasileira. Criou a Associação das Empregadas Domésticas e a Associação Profissional Beneficente das Empregadas Domésticas, num contexto em que não havia legislação trabalhista para essa profissão.

Carolina Maria de Jesus
Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus

Autora do livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada. A obra, publicada em 1960 e vendida em mais de 40 países, retrata sua difícil vida numa favela de São Paulo. Ela era catadora de papel e usava alguns papéis como diário, o que deu origem ao livro.  Semi-analfabeta, denunciou em textos duros uma realidade inviabilizada.

Marielle Franco
Marielle Franco

Marielle Franco

Foi vereadora do Rio de Janeiro, eleita em 2016 como a quinta mais votada. Socióloga com mestrado em Administração Pública, defendia as causas das mulheres, negros e LGBTs.

Foi presidente da Comissão de Defesa da Mulher e havia assumido no início de 2018 a relatoria de uma comissão de acompanhamento à intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Seu assassinato completou ontem 8 meses.

Djamila Ribeiro
Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro

Militante do feminismo negro. Lançou em 2017 o livro O Que É Lugar de Fala?, ampliando e esclarecendo o debate acerca do conceito tratado. É mestre em filosofia política pela Unifesp e colunista da revista CartaCapital, além de ter sido secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

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Por Beatriz de Oliveira – Fala!PUC

4 Comentários

  1. João
    1 ano ago

    Parabéns à essas verdadeiras guerreiras que representam o espírito de luta de um povo contra o apartheid velado e a hipocrisia nacional

  2. Ricardo Lobo
    1 ano ago

    Parabéns a todas elas e também aquelas mulheres negras que não são famosas , mas lutadoras que sofrem com o racismo.

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