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Marcha da Maconha na Avenida Paulista

Marcha da Maconha na Avenida Paulista

Por: Giovanna Almeida e Nathália Almeida – Fala! Cásper

 

Dana Beal, o ativista político norte-americano, ficou conhecido por ser pioneiro em falar sobre a legalização para uso recreativo e medicinal da maconha no final dos anos 90, em Nova York. Em maio de 1998, Beal fez uma mobilização pela legalidade da droga que acabou por se espalhar no mundo todo. O movimento, além de promover a marcha anual, propõe palestras e debates ao longo do ano, em especial próximo ao dia do ato.

Atualmente, o mês de maio é conhecido por celebrar e levantar a bandeira da legalização.

Foto: Gustavo Luizon
Foto: Gustavo Luizon

 

No Brasil, as passeatas começaram em 2012, no Rio de Janeiro. Em meio a conflitos, confusões e prisões, a Marcha da Maconha foi legitimada apenas em 2016, quando o Supremo Tribunal Federal concluiu que sua proibição é uma ameaça à liberdade de expressão. Neste ano, o evento ocorreu no último sábado (6), com início às 14h20.

Foto: Gustavo Luizon
Foto: Gustavo Luizon

 

Concentrada na Avenida Paulista, cerca de 100 mil pessoas compareceram, segundo os idealizadores do ato. As pessoas se reuniram no vão livre do Masp, e o grupo marchou no sentido da Avenida Brigadeiro Luís Antônio e seguiu em direção à Praça da Sé.

Blocos, coletivos sociais, famílias e usuários estavam organizados em um ato pacífico.

Foto: Gustavo Luizon
Foto: Gustavo Luizon

 

Cartazes e bandeiras, pessoas fantasiadas e até uma “erva gigante” favoreceram o espaço. “Quebrar correntes, plantar sementes”, que foi o lema deste ano, estava destacado em meio à multidão. Na linha de frente, organizada pela comissão do evento, as associações culturais cannábicas, reivindicavam o uso medicinal da planta.

Foto: Gustavo Luizon
Foto: Gustavo Luizon

 

Presente na passeata, a Apepi – Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal – é uma associação que nasceu no Rio de Janeiro, e tem como objetivo desenvolver ações para fortalecer a regulamentação e o acesso à cannabis como uso terapêutico. Para isso, realiza movimentos, reuniões familiares, debates, palestras e eventos. Em seu site “apepi.org”, há informações sobre os canabinóides – desde o histórico da planta até como funciona a legislação e a autorização da Anvisa.

Foto: Gustavo Luizon
Foto: Gustavo Luizon

 

Além deste empreendimento, dezenas de ONGs e projetos vêm progredindo cada vez mais, com tamanha importância pública que rodeia a substância, tanto na questão política, como na de saúde e direitos humanos. A Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (AMA+ME), por exemplo, vem crescendo como uma rede de informação para a sociedade, trazendo informações sobre as possibilidades terapêuticas do uso. Junto com outros coletivos, contribuem para a regulamentação, reivindicam participação em conselhos governamentais, estaduais e federais ligados à política sobre drogas.

Foto: Gustavo Luizon
Foto: Gustavo Luizon

 

Inspirada em São Paulo, a cidade de São José dos Campos receberá no sábado (13) a 4ª edição da Marcha da Maconha Medicinal. Como o próprio nome diz, o principal objetivo do ato será chamar a atenção para o uso medicinal da planta e seus inúmeros benefícios no tratamento de doenças crônicas. A marcha está prevista para que aconteça até o dia 10 de junho, incluindo cidades como Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte.

Foto: Gustavo Luizon
Foto: Gustavo Luizon

O uso medicinal

O Canabidiol (CBD) é uma das substâncias presente na Cannabis sativa, e representa aproximadamente 40% de sua composição. O medicamento atua no sistema nervoso e ajuda a tratar doenças, como o mal de Parkison, a epilepsia, ansiedade, síndrome do pânico e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). É reconhecido por pesquisadores, que seu uso apresenta baixos riscos de causar vício, dependência ou criar alterações psicológicas. Para consegui-lo, deve-se pedir um formulário à Anvisa para importação e utilização do medicamento, mediante apresentação da prescrição, laudo médico, declaração de responsabilidade e alegando possível morte caso não seja realizado o uso. Os custos vão de mil a dez mil reais, e a licença para importação não significa acesso. O processo é burocrático e caro.

Foto: Gustavo Luizon
Foto: Gustavo Luizon

 

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