Batemos um papo com Marcelo Tavares - criador da Brasil Game Show
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Batemos um papo com Marcelo Tavares – criador da Brasil Game Show

Batemos um papo com Marcelo Tavares – criador da Brasil Game Show

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Marcelo Tavares é o idealizador da maior feira de games da América Latina – a Brasil Game Show (BGS).

O evento, que começou a partir de churrascos entre amigos na casa de Marcelo, conta hoje com centenas de expositores, lançamentos, campeonatos, e um público que abrange mais de 300 mil pessoas.

Confira a nossa entrevista:

Fala!: Marcelo, obrigado pelo seu tempo e sua atenção! Primeiramente, você pode adiantar como está a preparação da décima edição da BGS? Na sua opinião, é possível fazer a feira crescer ainda mais?

Marcelo: A #BGS10 será a maior e melhor edição até agora. Estamos preparando uma feira bem completa para os fãs de games para PC, console, mobile e e-Sports. Já posso antecipar que teremos cerca de 250 marcas nesta edição. Até o evento, faremos um anúncio por dia em nosso site e nas nossas redes. Os visitantes podem esperar por um evento com estandes de algumas das mais importantes empresas do segmento, marcas mundialmente conhecidas, convidados internacionais com grande prestígio na indústria, campeonatos de e-Sports e muitas outras atrações.

“Estamos a cerca de quatro meses da BGS10 e já fizemos anúncios importantes, como as participações já confirmadas de Nolan Bushnell, criador do Atari, e de Hector Sanchez, que foi produtor de jogos das séries Mortal Kombat e Injustice. Outros oito nomes serão anunciados ao longo dos próximos meses”.

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Marcelo Tavares. Foto: Evelen Gouvêa

 

Fala!: Os Indie Games estão cada vez mais presentes na BGS – qual é a importância de valorizar essa área? E qual é a sua opinião sobre a qualidade da produção dos games brasileiros?

Marcelo: Desde que abrimos este espaço para os indies, em 2014, temos tido um retorno muito positivo. Na verdade, é uma grande satisfação poder ajudar a dar visibilidade para os produtores independentes brasileiros. Em 2014, contamos com cerca de 7 estandes de estúdios brasileiros no evento, número que saltou para 36 em 2015. Já em 2016, cerca de 100 estandes faziam parte da Área Indie. Acho que estes números só mostram a força deste mercado e a boa aceitação do público. Para as próximas edições, a intenção é continuar com esta área na feira e ajudar a fomentar ainda mais o mercado nacional.

“A qualidade dos jogos independentes brasileiros não deixa a desejar em relação a outros estúdios de mesmo porte no exterior. E eles ainda podem despontar ainda mais com a evolução tecnológica e com o acesso mais popularizado de ferramentas de desenvolvimento. Há games com gráficos muito bonitos e dinâmica de jogabilidade inovadoras. Sem dúvida, há um longo caminho para percorrer, mas tenho certeza de que não falta qualidade aos desenvolvedores de games independentes nacionais”.

https://www.youtube.com/watch?v=A1jTo9Jy-Cw

Kazoolo – um dos indie games apresentados na edição de 2016 da BGS.

Fala!: E quanto aos bastidores da BGS – quantas pessoas compõem a equipe? Como é a rotina de trabalho para organizar um evento deste porte?

Marcelo: As pessoas se surpreendem quando dizemos que passamos o ano inteiro preparando o evento. De fato, é assim. Na edição vigente já precisamos estar com as informações da próxima edição, e isso demanda muito trabalho. Nossa equipe fixa é formada por cerca de 20 pessoas, mas este número aumenta quando estamos próximos ao evento. Na feira, contamos com um time muitíssimo maior de pessoas em nosso staff, para atender todas as demandas do evento, para que tudo saia da melhor maneira possível.

“Fazemos um trabalho árduo e intenso o ano todo, para trazer para o evento as grandes novidades do setor. Além disso, nos preocupamos em trazer conteúdos relevantes e muita diversão para os visitantes”.

FOTO SELFIE

Fala!: Sobre o Game Churrasco – como era essa história? Podemos afirmar que a BGS começou a partir destes encontros que você fazia com os seus amigos?

Marcelo: Foi bem diferente do que é a BGS hoje, mas foi o primeiro passo, o que é bastante válido. Na verdade, a ideia do encontro era boa, mas a logística não funcionou bem. Envolver churrasco, bebida e videogame não foi a melhor opção. As pessoas pegavam o churrasco e, ainda com as mãos sujas, pegavam os controles para jogar. Para quem é fã e colecionador, isso é bem complicado. Além disso, algumas pessoas deixavam cair refrigerante nos consoles, o que também não foi muito legal. Por fim, concluí que aquela não era a situação ideal rsrs.

“Acho que tudo isso serviu como experiência. Na verdade, cada edição serviu como aprendizado – mesmo as últimas, quando já éramos considerados a maior feira do setor na América Latina. Sempre temos algo a melhorar, é claro, mas tentamos atender à demanda do público e fazer, a cada ano, um evento mais completo”.

Fala!: Você é dono de uma enorme coleção de vídeo games – tem um que seja o seu predileto? E você joga mais os consoles atuais, ou os mais antigos?

Marcelo: Grande parte dos meus consoles antigos ainda funcionam e, vez ou outra, tento jogar alguns deles. Faço isso por nostalgia, é claro, e para manter o funcionamento. Reservo algumas horas do meu dia para jogar e costumo jogar mais os atuais. Também tento experimentar as novidades do mercado para ficar por dentro.

Coleção de consoles do Marcelo Tavares
Coleção de consoles do Marcelo Tavares

 

Fala!: Como você enxerga o perfil do gamer no século XX, em relação ao gamer do século XXI? É possível encontrar uma semelhança, em meio a tantas diferenças entre eles?

Marcelo: Vejo uma pequena diferença na relação jogador com o jogo. No século XX, tínhamos os gráficos como padrão para algo bom, e também víamos com bons olhos quando os jogos possuíam multiplayer. Na época, se reunir para jogar jogos de luta, corrida, futebol e aqueles games chamados de “briga de rua” era uma grande diversão. Hoje, no século XXI, há correntes diferentes. Os games tornaram-se parte real da cultura e são produtos de entretenimento mais amplos. O jogador joga um game para viver uma experiência mais visceral e completa, ampliando o sentido no seu próprio cotidiano. Hoje, por exemplo, temos os eSports, que se tornaram um setor bem rentável, utilizando os games como base para grandes campeonatos, como é o caso da Brasil Game Cup, que acontece na própria BGS.

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Marcelo ainda completa:

“…Os jogadores têm a oportunidade de disputar com pessoas do mundo todo, e não precisam mais ir às casas de seus amigos só para isso. Além disso, há uma série de pessoas que seguem fielmente seus streamers e youtubers que produzem conteúdo sobre jogos, criando ora novas narrativas para aqueles games, ora simplesmente mostram como é começar e terminar o jogo. Podemos ir mais longe e falar sobre como a comunicação do ser humano com a máquina mudou nos últimos tempos, por conta até mesmo dos acessórios. Antes havia apenas o controle, mas agora há o VR (realidade virtual) e outras tecnologias ainda mais complexas de imersão.

“Acho que o que mudou foi a relação dos jogadores com os jogos, porque amar videogames continua sendo o que une essas gerações”.

Fala!: Quer deixar um recado para quem vai à feira este ano?

Marcelo: Quero fazer um convite aos fãs de games de todo o Brasil para participarem conosco da décima edição, de 11 a 15 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Estamos preparando um grande evento e será uma enorme satisfação para nós poder receber o público e trazer as principais novidades do setor, além de convidados que têm grande representatividade neste segmento.

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