Jordânia: Saiba tudo sobre a família real do país árabe
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Jordânia: Saiba tudo sobre a família real do país árabe

Jordânia: Saiba tudo sobre a família real do país árabe

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País do Oriente Médio, a Jordânia é conhecida por sua relativa pacificidade quando comparada a demais países da região em que está situada. Essa nação árabe se encontra à leste do rio Jordão, e sua densidade demográfica beira aos 10 milhões de cidadãos de acordo com um censo proposto pelo Banco Mundial e pela ONU em 2019.

Os jordanienses são, em sua maioria, formados por árabes, entretanto, um terço de sua população é composta por palestinos expulsos tanto de Israel quanto da Cisjordânia. Tais habitantes são governados através de uma monarquia não tanto familiarizada pelas pessoas ao redor do mundo, mas de significativa importância no Oriente Médio: a família real dos Hachemita. 

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Saiba tudo sobre a família real do país árabe. | Foto: Reprodução.

Família real da Jordânia

Mas quem faz parte, afinal, desse clã que se encontra no poder na Jordânia há mais de meio século? Os Hachemita traçam sua descendência diretamente de Haxim ibne Abdal Manafe, bisavô do profeta Maomé, o propulsor e ícone religioso responsável pela disseminação do islamismo. A dinastia da família real tem sua origem no Hejaz, região no Oeste da Arábia Saudíta, e que pertence atualmente a esse país.

Sob quatro séculos, a Jordânia esteve dominada pelo Império Turco-Otomano, o qual teve seu domínio interrompido durante a Primeira Guerra Mundial, dando início a diversos conflitos com o objetivo de tomar posse da região. Os líderes do movimento eram do clã Hachemita e estes foram apoiados pelos Aliados, principalmente França e Reino Unido, tendo, no fim, conquistado a região que, em 1952, estabeleceu em sua constituição um governo baseado em uma Monarquia Constitucional.  

Atualmente, o rei da Jordânia é Abdullah II, ex-militar de carreira com tendência de apoio a políticas ocidentais. Após a morte de seu pai, o rei Hussein da Jordânia, que ficou no poder de 1952 até seu óbito, Abdullah assumiu o poder em 1999, à época com apenas 37 anos. Em mais de duas décadas de governo, segundo ele, a estabilidade de seu país sempre foi e será sua principal prioridade como governante chefe. O rei da Jordânia, ao tomar posse, admitiu que nada o havia preparado para liderar um Estado imerso a uma região tão conturbada e conflituosa como o Oriente Médio, tendo como exemplos as hostilidades no Iraque, Síria e guerras palestino-israelenses, todos circundando a região dos Hachemita. Hoje, aos 59 anos, Abdullah II é considerado em sua genealogia como o 41º descendente direto de Maomé. 

Entretanto, todo rei tem ao seu lado a figura ilustre de uma rainha, e a majestade Rania al-Yassin da Jordânia ocupa tal cargo. Casados em 1993, Abdullah II e Rania, a qual tem origem palestina e chegou a trabalhar no setor de marketing da Apple, tiveram quatro filhos, entre eles o mais velho Hussein, que herdou o título de príncipe herdeiro em 2004 em detrimento de seu tio, o meio irmão de Abdullah, o príncipe Hamza. Rania, por muitos, é compara com Diana, a princesa mais famosa do Reino Unido, por conta de seu trabalho e compromisso com os jordanienses, principalmente com os mais pobres. A alteza também carrega consigo o título de rainha mais jovem a ser coroada, tendo apenas 28 anos quando seu marido foi consagrado rei da Jordânia. 

Atualmente, a Jordânia enfrentou uma das maiores crises políticas em décadas, envolvendo a prisão de 15 pessoas, incluindo o previamente citado ex-príncipe herdeiro e irmão do rei, Hamza Bin al-Hussein. Em formato de vídeo com um plano de fundo de uma foto de seu falecido pai, o rei Hussein, Hamza criticou e atacou os atuais líderes do país, sem citar seu meio irmão, sobre as atuais condições de vida dos cidadãos e da má gestão e corrupção provocada por aqueles.

Segundo ele, o “bem-estar dos jordanianos foi colocado em segundo plano por um sistema de governo que decidiu que seus interesses pessoais, interesses financeiros, que sua corrupção são mais importantes que a vida, dignidade e futuro dos dez milhões de pessoas que vivem aqui”. O príncipe de 41 anos afirmou também que estava recluso em sua casa, sem acesso à segurança privada e qualquer tipo de comunicação externa, chocando uma população que estava acostumada a ouvir reclamações apenas entre si, e não de uma figura real proeminente.

Após o desentendimento, algumas nações ocidentais, principalmente os Estados Unidos, declararam apoio ao rei Abdullah II, pois seu país desempenha um importante papel na coordenação da paz nos conflitos ao seu redor, e caso o monarca fosse deposto, um efeito cascata poderia ameaçar as demais monarquias na região. Acusado de conspiração, o rei Hamzah assinou uma carta declarando fidelidade ao seu meio irmão, acalmando os ânimos que abriram uma rachadura na estrutura política da Jordânia.

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Por Letícia Souza Iervolino – Fala! Cásper

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