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Entenda sobre o impeachment do Crivella

Karolyne Oliveira – Fala!Cásper

 

Crivella foi eleito em 2017 está no meio de um escândalo político após o vazamento de um áudio colocando em risco o prosseguimento do seu mandato

 

O prefeito Marcelo Crivella do Partido Republicano Brasileiro que exerce o mandato desde o começo de 2017, quando foi eleito no segundo turno,  se envolveu em um escândalo político após o vazamento de um áudio para o jornal O Globo. O áudio mostrava uma reunião com líderes religiosos que são possíveis aliados do prefeito, que é bispo licenciado da Igreja Universal.

Nesta reunião que ocorreu no Palácio da Cidade, sede do governo municipal do Rio de Janeiro, Crivella oferecia facilidades para os pastores e seus fiéis, sugeria que agilizaria cirurgias de catarata para quem precisasse, dizia para procurar a funcionária Márcia, que ela resolveria isso, sugerindo que iriam furar as filas para a cirurgia.

“Nós temos que aproveitar que Deus nos deu a oportunidade de estar na prefeitura para esses processos andarem.” diz o prefeito na gravação.

Ou seja, quem é seu aliado teria o benefício, quem é apenas um cidadão teria que esperar mais na fila. O prefeito quando questionado sobre o assunto disse que a reunião foi para prestar contas e divulgar serviços importantes.

Após o escândalo a população ficou indignada e ocorreu um protesto na sede da Prefeitura do Rio de Janeiro criticando o prefeito e exigindo o impeachment do sobrinho de Edir Macedo, o protesto contava com 200 pessoas entre elas líderes políticos do partido PSOL, com faixas os manifestantes perguntavam onde estava a Márcia, em alusão ao áudio vazado.  

Foto: Carlos Brito/G1

 

Na quarta-feira, dia 11 de julho a Câmara Municipal do Rio de Janeiro suspendeu o recesso para discutir as três solicitações de impedimento que já foram protocoladas contra Marcelo Crivella. Dezessete vereadores de oposição de oito partidos conseguiram interromper o recesso para discutir e votar processo de impeachment do prefeito através de um requerimento assinado por eles.

Horas após esse requerimento outros dezessete vereadores da base do prefeito assinaram um documento parecido para demonstrar o desejo de derrubar os pedidos de impeachment.

A votação ocorrerá nesta quinta-feira, dia 12 de julho, existem muitas incógnitas sobre o assunto ainda, não foi resolvido quantos votos serão necessários para que o impeachment seja admitido e entrar nas acusações, a oposição diz que são necessários dezessete votos, enquanto a Casa entende que são necessários 34. As incógnitas serão respondidas apenas com o decorrer do processo, assim como se o Crivella será retirado de seu cargo.

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