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“É hora de reagir” diz Ivan Valente

“É hora de reagir” diz Ivan Valente

Por: Dora Alice Scobar – Fala! PUC

 

Ao chamar as reformas previstas por Temer de retrocesso, deputado federal aponta levante popular como solução.

Presente em uma das últimas manifestações contra a reforma da previdência na Avenida Paulista, o deputado federal pelo PSOL, Ivan Valente, pontuou sua empatia pela causa popular. Em declaração feita diretamente das calçadas, em contraste com os líderes ativistas, sindicais e partidários que bradavam do alto dos carros de som, Valente afirmou:

“O Brasil vive um momento de golpe institucional, de propostas que são um retrocesso de 50 anos na vida econômica, política e social do país. É hora de reagir. Daí a importância do movimento de rua, de pressão de baixo pra cima, para derrubar a reforma da previdência e a lógica de destruir os direitos dos trabalhadores, que estão pagando a conta da crise. Nós não vamos admitir isso. A pressão popular é que vai pressionar os deputados a barrarem as reformas que vão contra os interesses do povo”.

ivan valente

Comprovando a tese do político – de que as reformas promovidas por Temer prejudicam o trabalhador e revogam muitos de seus direitos duramente conquistados – a nova lei trabalhista fixa a idade mínima de aposentadoria em 65 anos. Ainda no mesmo dia, foi aprovada a Lei da Terceirização, que mais uma vez atenta contra a regularização e a eficácia dos direitos trabalhistas.

As mudanças nas relações de trabalho trazidas tanto pela Reforma da Previdência, como pela Lei recentemente aprovada, desmontam alguns dos principais direitos dos trabalhadores, além de enfraquecer sua luta como classe.

Não por coincidência, a presença de sindicatos no protesto era marcante, em especial dos Professores, que não só se opunham às medidas do governo Temer, como reivindicavam a equiparação de seus salários com as demais categorias profissionais, e o fim da reforma do Ensino Médio.

Os jovens afetados pelo novo currículo escolar, são também a geração de trabalhadores que mais sofrerá com o retrocesso promovido pelo governo Temer. Em relação aos direitos trabalhistas, a futura geração de trabalhadores terá sua jornada como contribuinte mais alongada e sofrida.

Com os gritos ávidos de “Fora, Temer!”, não apenas pela energia juvenil, mas fortalecidos pela ciência de sua condição de prejudicados, os coletivos ativistas presentes mostram-se ativos na luta popular.

Os coletivos, os sindicatos, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) parecem se alinhar com o pensamento do deputado Ivan Valente.

manifestação paulista

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