Cadastre-se e tenha acesso a conteúdos exclusivos!
Quero me cadastrar!
Menu & Busca
Resenha: Han Solo – Uma História Star Wars

Resenha: Han Solo – Uma História Star Wars

Por Artur Ferreira – Fala!PUC


Um filme que se passa em uma época sem lei, em que forças ditatoriais crescem a cada dia, conquistando novos povos e raças e afirmando que estão em “um processo de pacificação” desses territórios, enquanto gigantescas redes criminais tomam conta dos locais fora da jurisdição do ditador – é com essa sinopse que você é colocado mais uma vez no universo (grandioso por sinal) de Star Wars, ou para os saudosistas (acima dos 40 anos provavelmente), Guerra nas Estrelas.

Han Solo: Uma História Star Wars é oficialmente o segundo spin-off lançado pela Disney (o primeiro foi Rogue One), dirigido por Hon Roward (o mesmo que dirigiu Uma Mente Brilhante – tudo a ver ne?), e estrelado por Alden Ehrenreich (Han Solo), Donald Glover (Lando), Emilia Clarke (Qi’ra) e Woody Harrelson (Beckett).

O filme, mesmo antes de seu lançamento, já era esperado com uma série de questionamentos como: “Qual é a necessidade dessa história?” ou “Esse garoto vai ser mesmo o Harrison Ford?”. Além do mais, foi um filme difícil de se produzir, em que houveram trocas de diretores, regravações, roteiro reescrito e cuja primeira versão foi reprovada pela Disney e teve de ser refeita na última hora. Sendo assim, temos um filme que foi extremamente pressionado pelo estúdio e também pelos fãs do contrabandista lendário, que tinham o receio do filme ser algum tipo de “sacrilégio” a cronologia principal já bem estabelecida.

O filme se inicia com o jovem Han em sua rotina de pequenos crimes roubando um minério que, se for para comparar com o atual Brasil, é tão valioso quanto petróleo, pois é um importante elemento para gerar energia, construir armas e veículos em geral, além de ser cobiçado tanto pelas “máfias galácticas” como pelo Império que está aumentado seus territórios e fortificando suas tropas. Após certos fatores que não são necessários revelar, Han se obriga a ter que entrar para o Exército Imperial para roubar uma nave, e para que assim possa resgatar sua namorada, Qi’ra.

Porém a trama realmente engata quando Han se depara com o personagem de Woody Harrelson o contrabandista Beckett, que funciona como um mestre para o jovem piloto. O minério tão desejado volta pra cena quando é oferecido a Han um trabalho em que ele precisaria roubar 100 quilos da substância, e isso lhe daria lucro o suficiente para sua nave tão desejada. E bem, daí em diante vocês sabem, é spoiler.

Mas vamos aos fatos. Alden, nesse filme, tem um duro desafio: basicamente interpretar Harrison Ford, o homem que é o Han Solo, e ele tenta com todas as forças e até se sai bem (mas não o suficiente). Sinceramente, a relação com Beckett é interessante mas mal explorada, e se você assiste os trailers novamente após o fim do filme, você percebe que o filme toma outro rumo. Qi’ra, a personagem da tão famosa Daenerys Stormborn (personagem de Emilia Clarke em Game of Thrones) é um pouco confusa, suas motivações não são bem exploradas do meio para o final da trama, e sua personagem realmente fica sem um final conclusivo, se eu assim posso dizer. Mas nem tudo são pedras a serem jogadas: Chewbacca é bem representado, e até mesmo a androide L3-37 interpretada por Phoebe Waller-Bridge é uma pérola que será lembrada pelos fãs da saga futuramente. E claro, Donald Glover, o que falar daquele que protagonizou o clipe This is America? No filme ele é simplesmente fantástico, encarna o personagem Lando de forma exemplar, mostrando o trapaceiro excêntrico originalmente interpretado por Billy Dee Williams disputando com o jovem Han sua nave, a tão famosa Millenium Falcon. Lando e sua androide L3 são peças fundamentais da estória tanto para seu funcionamento como alívios cômicos bem escritos, de tal modo que se alguém quisesse chamar esse filme de “Han Solo conhece Lando: Uma História Star Wars”, eu não negaria tal título.

Han Solo é um bom filme, mas nada mais. Impressiona nos efeitos e em algumas referências a esse universo tão reverenciado que é Star Wars, porém deveria fazê-lo mais, já que está contando a origem de um dos pilares da saga em sua trilogia original (Episódios IV, V e VI). Rogue One, o primeiro spin-off lançado um ano após O Despertar da Força, deveria ter sido um exemplo a ser seguido, já que foi muito bem recebido pela crítica e fãs, e o qual se utiliza também de personagens já consagrados. Rogue One, porém, cria algo (realmente novo) e não tenta usar da muleta do “filme de origem do herói”.

No fim das contas, Han Solo é um filme que quase chega lá, mas não consegue. Falta de química entre atores? Roteiro e direção feito às pressas? Ou só mesmo o marketing errado para uma história que não precisava se contar? Agora basta esperar os resultados da bilheteria e ver como a Disney vai lidar com as possíveis críticas, e que todas sejam um caminho para uma melhoria em seus futuros filmes.

[read more=”Leia Mais” less=””]

[/read]

 

Confira também:

– Resenha: 13 Reasons Why – 2ª Temporada

0 Comentários

Tags mais acessadas