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Greve Geral vai parar o Brasil: Transporte público será interrompido

Greve Geral vai parar o Brasil: Transporte público será interrompido

Na próxima sexta feira do dia 14 de junho acontecerá uma greve geral em todo o País contra a reforma da previdência. O sindicato dos rodoviários e metroviários comunicaram na última terça feira, dia 11, que cruzarão os braços a partir da madrugada de quinta feira até o fim de sexta.

Manifestação contra os cortes na educação
Foto: Giulia Borducchi (Instagram @giulia.artista)

O Metrô e a CPTM de São Paulo conseguiram uma liminar para manter circulação de trens numa tentativa de impedir a realização da greve geral. Segundo a Secretária de Transportes Metropolitanos, os trens deverão circular 80% no horário de pico e 60% no horário normal.

O pedido liminar concedido não é garantia de êxito, podendo ser revogado e o direito sob análise pode ou não ser reconhecido no julgamento de mérito da causa.

As linhas 4-Amarela e 5-Lilás, da iniciativa privada continuarão com o funcionamento normal. O protesto além de ser contra a reforma da previdência também reivindica maior geração de empregos formais, a retomada do crescimento econômico e o fim do contingenciamento na educação

Greve Geral 2019

Foto: Giulia Borducchi

Greve Geral no Transporte

A greve geral em ato de protesto ocorrerá nos transportes dos setores urbanos, suburbanos, rodoviários, fretamento e carga em todo o Brasil. Centrais sindicais como UGT (União Geral dos Trabalhadores) e CUT (Central Única dos Trabahadores) aderiram a greve geral e os trabalhadores ligados a esses sindicatos também cruzarão os braços.

Não é uma greve só pela greve, reivindicamos uma situação que atende a todos os brasileiros. As pessoas estão se sentindo incomodadas e prejudicadas (com a reforma da Previdência), e as centrais estão dando sua contribuição. A reforma traz prejuízos – Disse Francisco Xavier, diretor do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) em entrevista com o Estadão

Em nota, a Secretária Municipal de Mobilidade disse considerar o objetivo da paralisação ideológico e que farão o possível para garantir o direito de ir e vir dos cidadãos.

A greve será mantida em prol dos direitos dos cidadãos, em defesa da educação e previdência. Wagner Farjado, coordenador geral do sindicato dos metroviários disse que a decisão já foi tomada pela categoria e não será mudada. “Liminar sempre tem, já estamos acostumados.”

Os funcionários voltaram a se reunir amanhã (13) para discutir os efeitos da liminar.

Greve Geral na Educação

Foto: Giulia Borducchi

Os sindicatos dos professores da rede estadual (Apeoesp), da rede municipal (Sinpeeem) e da rede privada (Sinpro) afirmam que suas unidades estão mobilizadas para a paralisação. Nas universidades públicas as atividades também devem ser canceladas.

Temos problemas conjunturais. Na área da educação, o contingenciamento, ou melhor, os cortes, nos impulsionou a paralisar. É a retirada de direitos sociais que conquistamos desde a Constituição de 1988.” – Afirmou a professora Qelli Rocha, vice-presidente do Sindicato dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN)

Segundo ela, a greve também será aderida pela Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), a Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (FENET), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a União Nacional dos Estudantes (Une). 

A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) afirmou que as escolas particulares não aderirão a greve geral.

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