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Sobre o graffiti na cidade de São Paulo

Por Thiago Dias – Fala! Anhembi

 

O Grafite surgiu na Década de 1970, em Nova Iorque, quando alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade. Uma arte nascida e marginalizada, como um movimento cultural.

Como todo artista, o grafiteiro busca sua inspiração em algum tema, que em muitos casos, são urbanos e críticos à sociedade, como um pedido de reflexão àqueles que passam pelos seus murais.

Já no final da década de 1970, o grafite chega ao Brasil, em São Paulo. A Arte do Grafite Brasileiro é reconhecida entre os melhores do mundo. Os Gêmeos, Gustavo e Otavio Pandolfo, são referência no grafite internacional a partir de pinturas que abordam temas como família, pobreza e lutas sociais.

Já o grafiteiro Kobra começou sua carreira na cidade de São Paulo, e tem como base a pintura realista, que busca sempre resgatar elementos do passado em suas artes. Quem nunca passou pela Av. Paulista e ficou encantando com algum grafite do artista?

E por último, o artista que trabalha com tons preto & branco e aborda o amor em suas artes – Alex Senna. Outra referência brasileira de peso.

O Grafite Brasileiro vem passando por um momento complicado, principalmente na cidade de São Paulo, onde deveria ser mais valorizado devido toda sua história. Com a chegada do novo prefeito da cidade, João Doria, a metrópole tende a ficar ainda mais cinza com o projeto “Cidade Linda” – um programa de embelezamento onde já retirou importantes grafites das ruas.

A arte grafiteira é democrática, é boa para a sociedade em geral porque cria e lança novos artistas, integra pessoas que poderiam estar em risco social, e muitas vezes nos coloca em um estado de questionamento.

O grafite é um meio que valoriza o espaço urbano, e proporciona a oportunidade de estarmos em uma galeria de arte a céu aberto.

 

A mais

A Secretaria da Cultura de São Paulo afirmou que pretende criar um “Grafitódromo”, onde ficariam concentrados todos os grafites no bairro da Mooca, na Zona Leste de São Paulo. Segundo o Prefeito, assim como a arte fica nos museus, os grafites também devem ficar em “lugares adequados”.
O questionamento que nos resta é: por que o Prefeito está preocupado com os Grafites nas paredes, se tem tanta coisa que falta na cidade de São Paulo, como escolas, empregos e hospitais?

Retirar os Grafites das ruas e acabar com a arte de rua é uma afronta para os artistas e para quem aprecia essa cultura.
“Doria não precisa olhar para Miami para intervir nas artes de rua. O mundo é que olha para nós. São Paulo sempre foi a capital do grafite mundial”, afirma Rui Amaral, autor do primeiro grafite pintado à mão em São Paulo, em 1982.

 

Confira também:

– Mulheres e o Grafite – Conversamos Com Duas Grafiteiras

– O Grafite e a Cidade Linda

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