Goleiros e defensores que buscarão o bicampeonato nas Olimpíadas
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Goleiros e defensores que buscarão o bicampeonato nas Olimpíadas

Goleiros e defensores que buscarão o bicampeonato nas Olimpíadas

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O primeiro jogo do Brasil nas Olimpíadas acontece dia 22 de julho, contra a Alemanha, no Nissan Stadium, em Yokohama

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Treinador André Jardine, comandante da Seleção Brasileira Olímpica. | Foto: Reprodução/CNRN.

Nesta quinta-feira (17), o técnico André Jardine anunciou os 18 jogadores que irão representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio em julho. Dentre os convocados para as Olimpíadas, três atletas têm a idade acima do limite: o goleiro Santos (Athletico-PR), o lateral-direito Daniel Alves (São Paulo) e o zagueiro Diego Carlos (Sevilla). A seleção se encontra no grupo D, ao lado de Alemanha, Costa do Marfim e Arábia Saudita, tendo a estreia contra os alemães marcada para o dia 22 de julho, às 5h30 da manhã no horário de Brasília. Confira os goleiros e os defensores que irão buscar mais um ouro olímpico:

Goleiros nas Olimpíadas de Tóquio

Santos (Athletico-PR)

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Goleiro Santos, jogador do Athletico-PR. | Foto: Lucas Figueiredo/CBF.

Depois de passar pela categoria de base do Porto de Caruaru, Santos chegou ao Athletico Paranaense em 2008, onde permanece até hoje. Após um longo período no banco de reservas, ele se tornou o titular da equipe principal depois da saída do goleiro Weverton para o Palmeiras em 2018. Pelo clube do Paraná, já foi bicampeão estadual, campeão da Copa Sul-Americana e vencedor da Copa do Brasil em 2019. 

Aos 31 anos, Santos é um dos nomes acima da idade limite para a disputa dos Jogos Olímpicos, trazendo experiência para o grupo jovem do Brasil. Anteriormente, ele foi convocado pelo treinador Tite em setembro de 2019, para jogar amistosos contra Nigéria e Senegal.

Brenno (Grêmio)

Nascido em 1999, Brenno teve uma ascensão meteórica no time principal do Grêmio. Assumiu a titularidade do clube na atual temporada e teve destaque logo de imediato. Seu desempenho já atraiu olhares da Seleção Brasileira, que o convocou para a equipe olímpica nos amistosos contra Cabo Verde e Sérvia sub-21. Agora, o jovem paulista volta a ser chamado para a disputa das Olimpíadas, colocando-se como um excelente reserva para o goleiro Santos.

Laterais nas Olimpíadas

Dani Alves (São Paulo) – cotado como uma das maiores promessas para as Olimpíadas

Daniel Alves
O craque Daniel Alves, atleta histórico da Seleção Brasileira e do São Paulo. | Foto: Luis Acosta/AFP.

Este integrante da lista dispensa apresentações. Aos 38 anos, Daniel Alves vai para as Olímpiadas em busca de talvez a única grande conquista que ele ainda não tenha vencido ao longo de sua carreira. Por clubes, o baiano passou por Bahia, Sevilla, Barcelona, Juventus e Paris Saint-Germain. No total, Daniel levantou 42 troféus, sendo o jogador com mais títulos conquistados na história do futebol. Pelo Brasil, ele venceu duas Copas Américas (2007 e 2019) e duas Copas das Confederações (2009 e 2013).

Gabriel Menino (Palmeiras)

Após passar pelas categorias de base do Guarani, Gabriel Menino chegou ao Palmeiras em 2017, onde foi multicampeão nas categorias sub-17 e sub-20. Subiu para o profissional no ano passado, estreando contra o Ituano na disputa do Campeonato Paulista. O jovem foi fundamental nas conquistas do Verdão da Copa do Brasil e da Libertadores, mostrando-se um atleta muito versátil e de enorme talento.

Guilherme Arana (Atlético-MG)

Revelado pelo Corinthians, Guilherme Arana sempre foi visto como um jogador de grande potencial. Ele teve muita importância nos títulos brasileiros do clube paulista em 2015 e 2017, sendo vendido para o Sevilla, da Espanha. Após se aventurar no futebol europeu, Arana voltou ao Brasil em 2020, para atuar no Atlético-MG. 

No ano passado, ele foi eleito o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão, tanto pelo Bola de Prata, quanto pelo Prêmio Craque do Brasileirão. Vestindo as cores da Seleção Brasileira, Guilherme já jogou pelos times sub-20 e sub-23, além de ter sido chamado para a equipe principal em novembro de 2020.

Zagueiros nas Olimpíadas

Diego Carlos (Sevilla)

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Zagueiro Diego Carlos, jogador do Sevilla, da Espanha. | Foto: Lucas Figueiredo/CBF.

Por fim, o zagueiro Diego Carlos é o último jogador acima da idade limite a ser convocado pelo treinador André Jardine. Pouco conhecido pela torcida brasileira, Diego começou sua carreira no Desportivo Brasil, localizado no interior de São Paulo. Passou por São Paulo, Paulista de Jundiaí e Madureira, até desembarcar em Portugal, com o objetivo de atuar no time B do Porto. Depois, jogou uma temporada no Estoril, onde teve destaque, sendo contratado pelo Nantes, da França. 

Após três anos no futebol francês, Diego Carlos foi vendido ao Sevilla por 15 milhões de euros em julho de 2019. Na sua temporada de estreia, o brasileiro já assumiu a titularidade na defesa, sendo peça fundamental na conquista da Liga Europa em cima da Internazionale. Em novembro do ano passado, Diego foi chamado pela Seleção Brasileira principal para a disputa de partidas das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 (duelos contra Uruguai e Venezuela).

Gabriel Magalhães (Arsenal)

Revelado nas categorias de base do Avaí, Gabriel Magalhães saiu do Brasil aos 20 anos de idade para atuar pelo Lille, da França. Depois de ser emprestado para o Troyes e para o Dinamo Zagreb, o jovem se destacou no clube francês, formando uma boa dupla de zaga com o português José Fonte. Em setembro de 2020, Gabriel foi comprado pelo Arsenal, da Inglaterra, por 26 milhões de euros.

Pela Seleção Brasileira, ele já foi convocado para o time sub-20 (em 2017) e para a equipe olímpica, onde está até hoje.

Nino (Fluminense)

Pernambucano de Recife, Nino começou sua trajetória profissional no Criciúma, onde atuou na equipe principal entre 2016 e 2018. Depois de um grande desempenho, ele chamou atenção do Fluminense, que o contratou, primeiramente por empréstimo, mas que depois foi comprado por definitivo, pelo valor de cinco milhões de reais.

Suas atuações pelo tricolor carioca o credenciaram a uma chance na Seleção Brasileira, oportunidade essa que ele não desperdiçou. Teve boa atuação nos amistosos preparatórios e garantiu o seu lugar nas Olimpíadas de Tóquio.


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Por Victor Fardin – Fala! PUC-SP

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