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Feminismo: uma jornada de evolução?

Feminismo: uma jornada de evolução?

O feminismo na sociedade brasileira, nas três últimas décadas, avançou consideravelmente garantindo novos direitos para a mulher em nossa constituição e novos espaços tanto no âmbito social como no mercado de trabalho também. Isso reflete diretamente na mudança de valores e atitudes, ao ingresso destas mulheres nas universidades e consequentemente à conquista da independência econômica. Também não podemos deixar de lado as conquistas sociais comportamentais que refletem no direito de uma vida sem violência e a autonomia sobre seu próprio corpo.

A Fundação Perseu Abramo revelou em uma pesquisa realizada com mulheres de todo o país que 28% delas não se consideram feministas, enquanto 90% das entrevistadas reconhecem a existência do machismo na sociedade brasileira, recorrente do poder dos homens e seus efeitos nocivos para a sociedade. Esta pesquisa também mostra a evolução de nossa sociedade em relação ao tema, quando 65% das mulheres afirmam que a vida das brasileiras melhorou muito nos últimos vinte anos, em relação inserção no mercado de trabalho, em cargos de liderança e tomadas de decisões e também a conquista da independência financeira.
A grande questão é que os brasileiros parecem ter estacionados nesta jornada de valorização das mulheres, principalmente quando tratamos de assuntos mais tradicionais e dogmáticos como lar e família. Ainda é mal vista a mulher que opta por dedicar sua vida a uma carreira e não a construir uma família, ou que prefere a independência a um relacionamento a dois. Em nossa sociedade a mulher tem o dever de cuidar de casa, lavar, passar, cuidar dos filhos (ai dela se não quiser ter filhos), ainda se escolher ter uma carreia sólida e de liderança em alguma empresa. Esta jornada dupla é encarada de forma natural, tão natural que é obrigação. O marido ainda tem que ter a maior renda, tomar as decisões pela família, além do frequente domínio do controle remoto da tv.

Que evoluímos nestes últimos vinte ou trinta anos, isto é fato. Mas será que por motivo destes grandes passos não estamos míopes para algumas culturas comportamentais e sociais? Talvez sim, talvez não. Enquanto isso, continuamos achando minissaia bonita na mulher dos outros, que pra casar tem que saber cozinhar e que mães só podem gostar de Roberto Carlos e Julio Iglesias.

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