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Opinião: Feminismo, a revolução

Opinião: Feminismo, a revolução

Por Tayna Fiori – Fala!Cásper

Iniciado no século XIX como um movimento político e social, o
feminismo (do latim femĭna, “mulher”) tornou-se um aliado a mulheres para o enfrentamento à sociedade machista. É necessário entender a proposta do movimento para poder comentá-lo; independentemente do sexo.

A luta é pela igualdade de gênero, e as propostas vão da semelhança de salário, cargos em empresas, participação na sociedade, mesmo valor de prêmios…Desde o início, uma massa feminina foi morta batalhando pela ideologia do feminismo. Mulheres são taxadas de loucas por quererem sair de uma sociedade patriarcal. Eram intituladas como bruxas, perseguidas e mortas, sofriam e pagavam por não negar os seus pensamentos.

Momentos difíceis da história feminina. Parece que ficaram no passado, não é? Não! O assunto é bem atual, enfrentamos a sociedade dia a dia. Lutamos contra o assédio, não queremos flores, nem mesmo, fiu-fiu na rua…Desejamos RESPEITO! Medo é um dos sentimentos femininos. Esse amedrontamento faz com que a mulher não saía sozinha, muito menos, com roupa curta. Pensamos no modo que os outros iram nos ver.

O pior olhar de negação é da própria garota, a qual nega a ideologia do feminismo e pensa que não cresceu com ele. Esquece que, pela morte de muitas mulheres no passado, possuímos o direito de votar, trabalhar, sair, nos divertir. Essa massa feminina negando o feminismo não interpreta a luta diária, presente em nossas vidas. Somos todas Fridas, todas Martas, todas Mary Jacksons, todas Marielles. Sofremos, porém, agradecemos por tudo que elas e outras passaram para nos tornamos o que somos.

Há várias vertentes do feminismo: liberal, radical, marxista, negro, interseccional…São esses os principais, mas é necessário informar-se e reconhecer o próprio posicionamento.

Feminismo Liberal

Essa vertente do feminismo é, em geral, o primeiro contato feminino. Disserta sobre o empoderamento da mulher, ocorrem mudanças individuais (na vida pessoal). Há um lado empreendedor, a mídia utiliza o pensamento para vender imagens e mulheres. A sociedade feminina coloca, em primeiro lugar, seu corpo e o vende. São moças livres com suas próprias escolhas.

Feminismo Radical

É um dos polêmicos de hoje em dia. Há uma forte opressão ao patriarcado, mas é uma vertente parecida com o Marxista. Seu forte ponto de vista é que a sociedade valoriza somente o homem, e foi construída em volta dessa dominação masculina. O Feminismo Radical vai contra o deterioramento feminino, padrões de beleza ou qualquer forma que desvalorize a figura feminina. Necessário para combater algumas construções sociais sobre gênero e a mulher como produto. Uma maneira mais extrema do movimento feminista.

Feminismo Marxista

A vertente marxista vem de ideias de esquerda de Karl Marx e Friedrich Engels. Foi criado pelo fato das limitações da ideologia liberal, em plena Revolução Industrial. Explica que a opressão não é, somente, pela sociedade machista, mas também, pelo sistema capitalista, o qual não valoriza o feminino, além de estimular o desfavorecimento de classes. Uma de suas conquistas mais importantes foi o direito de trabalho à mulher.

Feminismo Interseccional

Um dos últimos a ser criados e, mesmo assim, tornou-se o mais relevante nos dias atuais. Coloca, como pontos principais, muitas opressões: classe, gênero, raça e orientação sexual. Tem o pensamento semelhante ao feminismo negro, ademais abrange muito mais que mulheres negras, engloba a todas.

A visão do Feminismo está mudando, existem pessoas que concordam e discordam, a opinião é livre. Mas é preciso respeitar e, infelizmente, há pessoas que não fazem isso. Mulheres discordam da ideologia e, no entanto, não percebem que é também por conta dessas lutas que existem os direitos femininos, atualmente. A mídia e algumas famosas vendem o feminismo como uma imagem, vendem o corpo; o que acaba desvalorizando todo pensamento. A ideologia é uma evolução feminina necessária, sem elas não seriamos o que somos hoje. Independente de sua vertente, é preciso entender o básico que se prega.

Sem os princípios estaríamos em nossas casas, cuidando dos filhos, sem poder votar, necessitando de um homem financeiramente, sem poder escolher a opção sexual, sem direitos. Temos o que temos por conta das várias mulheres que morreram, pelos milhares de sutiãs queimados, pela luta que elas passaram.

Não podemos deixar essa ideologia morrer, começamos uma revolução. É necessário expor pensamentos e lutar pelos seus direitos. Você é tão capaz, quanto um homem, de ser diretora de uma empresa ou encaixar-se no cargo que desejar. Precisamos acabar com essas pequenas separações e lutar pelo certo, direitos iguais! No dia internacional das mulheres, não queremos receber só flores e chocolates…Suplicamos direito, acima de tudo! Direito de ir e vir, usar a roupa que desejar, trabalhar em qualquer cargo. Todos os anos lutamos para isso, mulheres são força e resistência. Lute como uma mulher!

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