Fast fashion: a moda e seu impacto ambiental
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Fast fashion: a moda e seu impacto ambiental

Fast fashion: a moda e seu impacto ambiental

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O fast fashion veio da língua inglesa e pode ser compreendido como “moda rápida” e esse termo é usado para designar a renovação constante das peças que são comercializadas no mercado da moda.

Atualmente, habitamos um mundo totalmente tecnológico. Precisamos estar conectados e ligados nas atualizações do momento, e com a moda não seria diferente, já que o comércio buscou se adequar aos padrões em que agora vivemos. E, em decorrência dessa rotina, nasceu o conceito de fast fashion, marcado por produzir mais peças com menor custo e, muitas vezes, usando mão de obra ilegal na confecção das peças. 

fast fashion
O fast fashion impacta diretamente o ambiente. | Foto: Reprodução/Digitale e Têxtil.

Fast fashion e seus impactos

Para o ano de 2020, há previsões de que o ramo tenha movimentado 1,5 trilhões de dólares em todos os seus segmentos. O preço das rápidas coleções que invadem as lojas de moda possui custos ambientais de produção, fazendo com que toneladas de roupas sejam descartadas todos os anos e, assim, tornando a indústria da moda a segunda maior poluidora do mundo, além de produtora de lixo.

Os danos ambientais aumentam de acordo com o aumento da indústria e de sua produção, por exemplo, 5,2% do descarte dos aterros sanitários são de resíduos têxteis. Sem contar que a emissão de gás carbono causado por essas confecções é responsável por 10% da emissão de carbono global.

Uma alternativa incrível para desapegar do consumo da moda rápida, é aderir ao slow fashion, que pode ser compreendido como “moda lenta”, que surge como uma alternativa socioambiental mais sustentável no âmbito fashion.

A pratica do slow fashion prioriza a diversidade, dando ênfase ao comércio local ao invés do global, promovendo consciência socioambiental em seus consumidores. Mantendo suas produções em pequena e média escala, a “moda lenta” pratica preços reais que incorporam custos sociais e ecológicos, promovendo a produção local.

Ir contra o fast fashion é uma forma de resistência contra a avalanche da globalização, já que os vestuários confeccionados em massa são feitos por grandes marcas que padronizam as roupas para o mundo inteiro, desvalorizando trabalhadores locais e consumindo muitos recursos, fazendo com que o meio ambiente sofra as consequências.

Um grande exemplo de slow fashion são os brechós, que por muitas vezes têm suas vendas vinculadas a uma ONG, revertendo seu lucro a muitas causas que precisam de atenção. Substitua a quantidade do fast fashion por qualidade, escolhendo peças que irão durar no seu guarda-roupa, evitando que você compre com frequência. Assim, evitaremos o descarte de roupas, impedindo que mais poluentes sejam liberados ao meio ambiente. 

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Por Caroline Devides – Fala! Universidade Metodista de São Paulo

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