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Veja o que rolou na Fashion Revolution Week

Veja o que rolou na Fashion Revolution Week

Por Gabriela Girardi – Fala!Cásper

Aconteceu nesta última semana, de 22 a 28 de Abril, a Semana Fashion Revolution. O movimento foi criado após o  desabamento do edifício Rana Plaza em Bangladesh em 2013, que causou a morte de 1.134 trabalhadores da indústria de confecção. A campanha #QuemFezMinhasRoupas surgiu, causando comoção de profissionais da moda ao redor do mundo.

Os eventos ocorreram ao redor de todo o Brasil. A cidade de São Paulo, especialmente, foi tomada por inúmeros encontros inspiradores, que tiveram o consumo consciente e a moda sustentável como principais tópicos.

Dentre esses, estava a palestra Humanização da Moda, que se tornou, na verdade, uma intimista roda de conversa. As simpáticas palestrantes Carla Costa e Julia Codogno, co-fundadoras da Trama Construtiva, em um bate-papo esclarecedor, exaltaram a importância da conscientização sobre sustentabilidade, tanto para os profissionais da moda quanto para o consumidor. Para elas, a moda sustentável não deveria ser vista como uma vertente dessa indústria, mas sim como a base da mesma.

Conversa semelhante aconteceu dias depois, mas dessa vez sobre coletivos sustentáveis. O evento foi sediado, inclusive, em um, o Luz da Villa. O talk foi conduzido pela própria equipe do local, que enfatizou ter como maior desafio a educação do consumidor. A maioria ainda considera peças de segunda mão velhas e mal-cuidadas, sendo esse o oposto do que se encontra por lá. O Luz da Villa une moda sustentável, garimpo e comida orgânica, tudo de melhor qualidade. Vale muito a pena conferir!

Mas boas iniciativas como o Luz da Villa não faltam em São Paulo! Em mais um evento, os convidados, todos empreendedores da moda sustentável, apresentaram seus projetos. O programa de TV Se essa roupa fosse minha, a estrear em agosto na GNT, retrata diversos brechós em toda São Paulo e foca no processo de reforma e ressignificação das peças. O brechó Repassa dispõe da campanha Sacola do Bem, que gera renda para costureiras carentes.  A Roupateca, funciona como uma verdadeira biblioteca de roupas, diminuindo assim a necessidade de consumo. Não há como não sair inspirado.

Esteve presente também, nos dois últimos eventos citados, Natalia Peric, precursora do armário-cápsula no Brasil. Natalia ministrou uma oficina a fim de ensinar as melhores técnicas para conquistar esse armário, que conta com apenas dez peças, mas monta mais de 40 combinações diferentes. Ensina que as palavras-chave são criatividade e identidade, com foco nesta última. Segundo ela, quando se conhece sua identidade, a necessidade de consumir exageradamente desaparece. O consumo consciente é apenas uma consequência desse auto-conhecimento.

Se você perdeu os eventos, não se preocupe, há outras maneiras de conhecer melhor o movimento. Ao entrar no site do Fashion Revolution, você pode fazer doações e encontrar informações sobre como ser um participante ativo. No doentio cenário consumista em que vivemos, é importante apoiar e dar maior visibilidade a causas tão nobres.

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