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30 anos não é o fim: Famosos que só tiveram sucesso mais velhos

30 anos não é o fim: Famosos que só tiveram sucesso mais velhos


Repita esse mantra: “não alcançar sucesso profissional até os 30 anos não é um problema”

Você sentiu que estava ficando para trás quando teve que fazer um ano de cursinho por não ter passado na faculdade de primeira? Ou por não ter conseguido um estágio na sua área no primeiro semestre da faculdade?

Já sentiu que estava desatualizado por não conseguir ler todos os livros, pôr em prática todos os projetos e ter visitado todos os lugares que você planejou na sua cabeça? Você sente que está fracassando por não ganhar o que esperava assim que se formou no ensino superior?

O imediatismo é a principal marca das gerações Y e Z. Os primeiros, mais conhecidos como millenials, nasceram entre a década de 80 e 90 e os segundos, mais novos, entre 1990 e 2010, formando, portanto, a juventude atual.

Como pioneiros da era digital, o seu comportamento é extremamente diferente de seus pais e avós. A internet tornou tudo mais acelerado e acessível. A informação rápida e globalizada possibilitou a esses jovens ter o mundo na palma de suas mãos e não conseguir “conquistá-lo” tornou-se uma enorme frustração.

Apesar de serem extremamente dinâmicos, autônomos e criativos, os nativos da geração Y e Z não sabem exatamente como lidar em momentos de crise, principalmente crises profissionais.

Visto que cresceram em um contexto histórico de prosperidade econômica, desejam alcançar altos cargos em pouco tempo. Não atingir esse objetivo até os 30 anos é sinônimo de fracasso.

O maior acesso à viagens, consumo e cursos qualificados fez com que as expectativas em relação à formação e remuneração crescessem. Contudo, as empresas não se atualizaram quanto às novas exigências da juventude, gerando enorme tensão e ansiedade nos rumos profissionais dessa geração. Uma maior consciência política e ambiental também é ponto de embate com o mercado empresarial.

Porém, nem tudo está perdido! As gerações as quais os jovens fazem parte influenciam muito no seu comportamento individual, mas não são determinantes. Muitas das personalidades mais conhecidas e admiradas foram contra as características vigentes que as rodeavam e tornaram-se profissionais extremamente bem-sucedidos.

Não alcançar o patamar que você havia planejado até os 30 anos não é sinal de derrota, muito menos motivo para desistir de seus objetivos. Respire fundo, tenha calma e inspire-se com as histórias dessas quatro celebridades que só alcançaram o sucesso bem (!) depois da faculdade.

Coco Chanel: de uma pensão para a alta-costura

Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em 1883. Aos 18 anos, aprendeu a costurar em uma pensão para meninas católicas. Mais tarde, decidiu viver de forma independente. O contato com a elite a aproximou do milionário Arthur Capel que a ajudou a abrir a sua primeira loja de chapéu, um sucesso por toda Paris.

Em 1919, Chanel abriu sua primeira casa de costura, na qual comercializava uma novidade para a época: as calças femininas. Já aos 36 anos, passou vestir as celebridades de Hollywood e tornou-se um ícone da moda, eternizada por sua marca Chanel.

Stan Lee: o herói humanizado

Stanley Martin Lieber nasceu em 1922 e morou em uma pequena casa no Bronx. Em 1939, iniciou no que mais tarde seria a Marvel Comics. Contudo, sua carreira foi interrompida pelo período que passou no Exército durante a Segunda Guerra Mundial.

Quando retornou, voltou a trabalhar com quadrinhos, mas pensou em abandonar a carreira. A sociedade norte-americana não estava satisfeita com os impactos dos quadrinhos na juventude.

Foi então que Stan Lee, com quase 40 anos, criou o Quarteto Fantástico, revolucionando os quadrinhos com personagens mais humanizados e imperfeitos e dando uma sobrevida a Marvel, referência nesse universo até os dias atuais.

Ana Maria Braga: a bióloga e seu Louro José

Ana Maria Braga nasceu em 1949 no interior de São Paulo. Quando jovem, se formou em Biologia na USP de São José do Rio Preto. Mudou-se para a capital paulista, onde arranjou um emprego na antiga TV Tupi para pagar as especializações acadêmicas que desejava.

O contato com a área a fez repensar sua carreira: decidiu iniciar a faculdade de Jornalismo. Em 1980, atuou na Editora Abril, retornando apenas em 1992 às telinhas.

Já com 43 anos, ela apresentou o programa Note e Anote na TV Record, o que lhe rendeu vários prêmios e visibilidade. Foi apenas com 50 anos que começou a apresentar o programa Mais Você na rede Globo, onde permanece até hoje com seu fiel companheiro Louro José.

Morgan Freeman: o todo poderoso

Morgan Porterfield Freeman nasceu em 1937. Após se formar no Ensino Médio, passou a servir a Força Aérea Americana, com o objetivo de se tornar piloto. Contudo, trabalhou apenas como mecânico.

Mudou-se para Los Angeles e depois para Nova York, onde teve contato com as artes cênicas. Em 1967, estreou na Broadway. Depois de atuar em pequenos papéis, foi indicado ao Oscar por sua performance em “Armação Perigosa”.

Sua popularidade veio aos 50 anos com o filme “Conduzindo Miss Daisy”. Morgan Freeman ficou conhecido quando interpretou Deus na comédia “Todo Poderoso”, tornando-se uma celebridade mundial.

Por Beatriz Zolin – Fala! Cásper

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