Fala! Aluno: Gustavo começou a trabalhar aos 13 e hoje é gerente comercial em SP
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Fala! Aluno: Gustavo começou a trabalhar aos 13 e hoje é gerente comercial em SP

Fala! Aluno: Gustavo começou a trabalhar aos 13 e hoje é gerente comercial em SP

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Este é Gustavo Creazo, estudante de marketing de 24 anos, gerente comercial e homossexual. Gustavo deixou o Rio de Janeiro para assumir uma filial de sua empresa em São Paulo.

O universitário conta que começou trabalhar ainda muito cedo: com 13 anos de idade, em busca de um futuro melhor, o jovem de origem humilde foi para labuta e hoje já colhe os frutos do trabalho precoce.

A cobrança da sociedade, da minha família e até da minha parte, me levaram a trabalhar muito cedo. Acreditava que para ter respeito eu precisava “ser alguém”… ter dinheiro, isto porque sou gay, negro e pobre.

lembra Gustavo.

A vida nova longe da família e dos amigos pode ser difícil, estamos acostumados a viver perto das pessoas que gostamos e dos lugares que sempre frequentamos: a mesma padaria, o mesmo mercado, a mesma barbearia. O novo tende a nos amedrontar.

Morando em São Paulo há 3 anos, o estudante comenta sobre o período de adaptação, e a saudade da família.

A adaptação em São Paulo foi um pouco complicada: eu gosto de falar e fazer amizades. Aqui tudo é muito rápido, as pessoas são muito práticas e de poucas palavras… também precisei me acostumar com os meios de locomoção: aqui são muitas linhas de trem e metrô, mas nada que o Google Maps não resolva (risos)… a saudade da família é grande, mas quando aperta, pego o carro e vou logo vê-los

Fazer vídeos para as redes sociais é uma das atividades prediletas de Gustavo; o jovem esbanja simpatia e fala sobre tudo em sua conta do Instagram, segundo ele, leva uma vida dupla entre o Gustavo profissional (sério) e o Gustavo influencer (brincalhão).

É complicado, mas é bem legal… tenho que transmitir uma imagem séria no meu trabalho e nas minhas redes eu sou ‘eu mesmo’: homossexual, brincalhão, etc.

O universitário conta que cresceu em meio ao preconceito de classe social, de cor e de gênero. Assumir sua identidade e enfrentar as consequências desse ato não é tarefa fácil, ainda mais quando se conta com a aprovação das pessoas a sua volta.

Os números de preconceito no Brasil são chocantes e de causar muita indignação: em 2019 foi registrado uma morte por homofobia a cada 16 horas; aumento de 30% de casos de discriminação racial em relação ao ano anterior; um a cada três brasileiros já sofreu discriminação por conta de sua classe social.

Eu tive que me ‘aceitar’ para poder crescer, tanto pessoal como profissionalmente. Eu não sabia o que era racismo e homofobia até eu me aceitar. No meu trabalho, por exemplo, sou cobrado a estar ‘bem apresentável’, como se o fato de ser negro fosse motivo para eu me arrumar mais, além de ter que esconder minha preferência sexual: preciso esconder que sou homossexual, se não meus clientes não me levaram a sério.

O Fala!Universidades defende o direito à igualdade, seja de raça, gênero, crença ou classe. Juntos venceremos as barreiras que nos separam!

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