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Exposição no Itaú Cultural sobre inteligência artificial acaba essa semana

Exposição no Itaú Cultural sobre inteligência artificial acaba essa semana

Por Bruna Saori – Fala! Puc

Mesclando inteligência artificial e computação quântica em estudos que já duram mais de uma década, o Itaú Cultural apresenta a exposição intitulada “Consciência Cibernética [?] Horizonte Quântico”. Inaugurada em 27 de março, a exposição chega a sua última semana, com encerramento marcado para domingo, 19 de maio.

A mostra é parte de uma linha de pesquisa tecnológica e artística presente em bienais e exposições do Itaú Cultural desde 1997, sendo uma sequência, em estudos mais avançados, da exposição de 2017 de nome homônimo, que apresentava a evolução das máquinas e sua relação com o cérebro humano.

As nove obras interativas foram assinadas por artistas e pesquisadores de diferentes partes do mundo, incluindo a brasileira Rejane Cantoni, e promovem a discussão da rápida evolução tecnológica da inteligência artificial e da computação quântica que cada vez mais se assemelham aos comportamentos humanos e da natureza, nos levando a questionar as realidades atuais e futuras de forma artística e interpretativa.

A exposição, que ocupa três andares do prédio da Avenida Paulista, é aberta pela obra Cloud Piano (2014), do americano David Bowen, que de imediato desperta a curiosidade do observador por se tratar de um grande piano de cauda coberto de fios e aparatos tecnológicos. O instrumento, auxiliado por um computador e uma câmera, faz uma leitura das nuvens acima do prédio e as transformam em notas musicais.

Cloud Piano, obra de David Bowen | foto: Bruna Janz

No mesmo andar há ainda outras quatro obras, com destaque para Deep Meditations: A Brief History of Almost Everything in 60 Minutes (2018), do turco Memo Akten, que consiste em um conjunto semi-circular formado por painéis de vídeo que exibem imagens em constante movimento que se transformam individualmente e em conjunto. Outra obra que chama a atenção é Borgy&Bes (2018), do austríaco Thomas Feuerstein, que traz duas lâmpadas cirúrgicas da década de 1950 que, por meio de softwares e alto-falantes, discutem notícias que lêem em tempo real na Internet através da linguagem criada por F.M. Dostoevsky no século 19. As outras duas obras no andar são Learning To See: Gloomy Sunday (2017), também de Memo Akten, e Agente Ruby (1999-2002),  da americana Lynn Hershman Leeson.

uantum Garden (2018), obra de Robin Baumgarten | foto: Bruna Janz

O andar seguinte conta com outras três obras: Ton/2 (Pyton), (2017), da dupla suíça Cod.Act, formada por André e Michel Décosterd; Co(ai)xistence (2017), da francesa Justine Emard, que é uma exibição em vídeo da robô Alter que, por meio de uma combinação de luz, sons e movimentos, aprende expressões corporais e reproduz o dançarino japonês Mirai Moriyama; e a instalação Quantum Garden(2018), do britânico Robin Baumgarten, que capta a interação dos visitantes e a transforma em um jogo gráfico de luzes e movimento.

O maior destaque da exposição, entretanto, é a obra imersiva e interativa Quantum (2019), que ocupa todo o último andar em uma instalação única e especial para a mostra, da brasileira Rejane Cantoni, que atua como pesquisadora início do projeto. A obra consiste em um túnel com 15 metros de comprimento revestido por uma superfície espelhada e por outra que simula uma tela de projeção. Seu objetivo é simular a realidade de partículas em situações subatômicas através da projeção e distorção das sombras do visitante.

Borgy&Bes(2018), obra deThomas Feuerstein | foto: Bruna Janz

A exposição está acontecendo nos pisos 1, -1 e -2 do Itaú Cultural, de terça a sexta das 9 às 20h. Nos sábados, domingos e feriados as visitações podem ser feitas das 11 às 20h. A entrada é livre e gratuita.

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