Esquecidos na pandemia: como a população carente enfrenta o desemprego
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Esquecidos na pandemia: como a população carente enfrenta o desemprego

Esquecidos na pandemia: como a população carente enfrenta o desemprego

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No Rio de Janeiro, cidade em que a Covid-19 já matou mais de 33.000 habitantes, e tem 583.044 casos confirmados, enfrenta outros problemas além da doença. Cerca de 1,1 milhão de pessoas desempregadas tiveram que ‘dar um jeito’ na pandemia.

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Complexo do Alemão, av. Itaoca. | Foto: Google Maps.

Com o alto índice de desemprego, muitos trabalhadores tiveram que procurar uma outra fonte de renda, mesmo que não seja algo com carteira assinada ou qualquer outro tipo de garantias asseguradas nas leis trabalhistas. Uma das formas de obter essa renda ‘mínima’ foi sair para a rua, montar sua barraca na calçada e colocar alimentos, ou qualquer outro tipo de serviço, à venda. De acordo com o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Rio de Janeiro teve uma alta de 36% no desemprego.

Como a população carente enfrenta o desemprego na pandemia

No complexo do alemão, favela do Rio de Janeiro, muitas pessoas foram para a parte de baixo do morro e fizeram uma espécie de rua comercial improvisada na avenida Itaoca. Por lá, os moradores – ou pessoas de qualquer outro lugar  – podem encontrar lojas de roupas, barbearias, hortifrútis, chaveiros e outros.

Após o governo federal decretar o fim do auxílio emergencial em dezembro, ainda mais moradores foram esquecidos. Como é o caso de Joseli Mendes de Amorim, moradora do complexo do alemão que teve de se reinventar na pandemia, sendo forçada a fazer um pequeno puxadinho ao lado de sua casa para tentar se manter nos meses que vieram.

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O estabelecimento de Joseli no Complexo do Alemão. | Foto: Márcio Mendes.

Apesar de ter conseguido dar o primeiro passo para a informalidade, manter o estoque de todos os produtos necessários, para dar andamento, não está sendo tão fácil assim. Administrar com tão pouco recurso, é uma missão quase impossível para Joseli e tantos outros que lutam diariamente por seu sustento. Afinal, não é todo mundo que tem condições de comprar 80 mil cervejas e 700 toneladas de picanha como o exército fez.

Mesmo com a chegada da vacina na cidade, os especialistas esperam que a retomada da economia fluminense comece em meados de julho de 2021.

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Por Márcio Mendes – Fala! UFRJ

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