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Fala! Entrevista: Mauro Cezar Pereira

Fala! Entrevista: Mauro Cezar Pereira


Por Antonio Gaspar, Dora Scobar, Gabriel Paes, João Abel, Luca Machado e Thiago Felix – Fala! PUC

Contra a elitização. Contra o futebol moderno. São poucas as vozes na grande mídia esportiva com esse tipo de opinião. Mauro Cezar Pereira é uma das pessoas que prefere remar de encontro à maré. É comentarista da ESPN, colunista do Estadão e, acima de tudo, um apreciador do espetáculo sócio-cultural que o futebol proporciona (ou deveria proporcionar).

“Eu, se fosse das organizadas, ia acender aquela merda de sinalizador em todo jogo. Hoje não pode mais nada, não pode bandeirão, não pode papel picado. É o país das proibições ridículas”, afirmou o jornalista.

Foram exatos 91 minutos de conversa: 1º e 2º tempo completos, com direito a acréscimos. Uma troca de passes sobre a má gestão do futebol brasileiro, o papel das torcidas e os preconceitos no esporte mais popular do país. Confira os principais trechos desta entrevista:

O lado ‘torcedor’: Mauro Cezar nunca escondeu paixão pelo argentino Racing (Reprodução/Cultura)

 

Fala!: Em entrevista ao ‘El País’ [divulgada em julho], o ex-presidente do Atlético Mineiro e atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, disse que “futebol não é coisa para pobre”. Como você interpreta essa declaração diante da elitização atual?

Mauro Cezar Pereira: A grande questão é que os dirigentes levam o futebol como um negócio. E não é. É uma paixão. Um negócio é uma fábrica de celulares ou uma padaria. Ou você já viu alguém com uma tatuagem da Apple ou da Samsung no braço? E, mesmo tratando como negócio, eles ignoram uma boa parte da população que poderia consumir o esporte. Nos últimos anos, é inegável que as classes mais baixas melhoraram seu poder aquisitivo. E isso não é discurso pró-PT, é uma simples constatação. Mas no futebol, não se acha espaço para elas. Falta visão pros dirigentes.

Flamengo se acostumou a levar 100 mil pessoas no ‘Maraca’ no passado; hoje, comemora marca obtida com programa de sócios, que não chega a 0,5% da torcida total do time (estimada em 30 milhões)

 

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