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Um papo com Fernando Rocha, o apresentador do Bem-Estar

Um papo com Fernando Rocha, o apresentador do Bem-Estar

Arthur Santos Eustachio e Enrico Benevenutti – Fala!Cásper

Conheça mais sobre Fernando Rocha, o apresentador do Bem-Estar

Alegre, entusiasta, agitado, carismático. Muitos adjetivos poderiam descrever Fernando Rocha. Jornalista, repórter e ator profissional de teatro, o mineiro de 51 anos nascido em Belo Horizonte tem estabelecido uma carreira consistente, especialmente no programa Bem-Estar da Rede Globo, sem perder o seu estilo descontraído.

Sua trajetória inicia-se nos anos 80 no teatro, uma paixão intensa que Fernando carrega até hoje na sua vida pessoal e que o ajudou a moldar o seu caminho profissionalmente. Seu primeiro contato com o jornalismo veio justamente quando ainda atuava. “Comecei [como jornalista] por meio do teatro, no rádio. Naquela época, essas profissões tinham mais pontes de contato, então era mais fácil transitar do teatro para o rádio e vice-versa. Hoje ainda existe essa transição, mas é mais difícil.”, conta.

Fernando Rocha, apresentador do programa Bem Estar, da TV Globo. Foto: Ramon Vasconcelos / Rede Globo


O teatro

Sua especial relação com o teatro teve pontapé inicial ainda na escola aos 13 anos de idade, quando Fernando se descobriu como ator e decidiu o que queria fazer. “Era um mundo aparte do que eu vivia. O que para todos os meus colegas era apenas uma peça de teatro que era bacana fazer, para mim era um modo de vida. Foi ali que eu entendi: o que eu quero fazer é isso. Foi mágico”.

Fernando frisa a importância que o crescimento no mundo teatral exerce na sua vida e função profissional, e como ele está enraizado na sua história. “Extraí praticamente tudo do teatro, fiz do teatro a minha profissão por pouco mais de dez anos. Casei-me com uma atriz de teatro, vivi intensamente essa fase: de teatro para o teatro. É inconcebível imaginar o que eu faço hoje sem entender e perceber a minha formação de ator de teatro. Tudo começa ali.”

Extroversão é uma das características predominantes da personalidade de Fernando Rocha. Isso se deve também à sua formação como ator que o favoreceu significativamente nesse processo. “O jornalismo de televisão precisa desse despojamento, principalmente o que eu faço. O jornalismo, cada vez mais, procura contar as histórias de uma maneira menos mecânica e mais harmônica e orgânica”, aponta. Ele deixa claro, porém, que sua espontaneidade em frente às câmeras não é algo interpretativo, e que o seu tipo de abordagem é mais natural, por ser igualmente presente nos palcos. “Acaba me ajudando muito, sempre foi mais fácil para mim a televisão e o rádio exatamente por conta do teatro. É normal”.


O Bem-Estar e seus aprendizados

Após oito anos no ar, a equipe do Bem-Estar transmitiu conteúdos e dicas com o propósito de informar os telespectadores acerca do tema da saúde. Sobre essa caminhada e os futuros projetos, Fernando Rocha diz que há “desafios diários e temáticas que precisam ser renovados. Eu emagreci, aprendi a correr, a dançar, são coisas que nos aproximam das pessoas. Há oito anos tentamos e esperamos ter vitalidade para nos surpreender e surpreender o público”.

Ele contou a respeito de suas experiências e como que conviver com médicos todos os dias contribuiu na melhoria de sua qualidade de vida. “Sou um ex-gordinho, ex-sedentário, ex-adulto de 50 anos com sobrepeso que posso fazer conteúdos que nos move, como fazer uma maratona e correr 40 km em uma montanha na Suíça. Aprender com os doutores diariamente entra na cabeça de um modo muito especial. Tenho uma vida disciplinada e regrada: durmo cedo e acordo cedo. Aprendi que a liberdade se conquista com regra. Ter planejamento, senão a vida não faz sentido”.

Questionado sobre as recentes ‘viralizações’ na Internet por conta de seu jeito único de apresentar o programa, com piadas, danças e brincadeiras, Fernando comenta que não planeja esse tipo de repercussão, mas que “buscamos muito o público mais novo e, de vez em quando, acertamos no gosto deles”.

“Fico honrado e feliz dos jovens gostarem de mim e do meu trabalho”, finaliza.

Divulgação.


Um pouco mais de Fernando

Pergunta: Uma conquista que te marcou na carreira

Resposta: “Uma conquista recente foi ter concluído o livro que conta a história dos oito anos do Bem Estar, “Na Medida do Possível”. Estou muito feliz de lançar o livro, marcou minha carreira. Lá eu falo de outras três conquistas, além da experiência toda de apresentar o programa – a corrida de São Silvestre, o projeto de emagrecimento, e a Dança dos Famosos. Lançar esse livro foi um marco que estou comemorando agora”.

P: Qual seu ponto forte? E fraco?

R: “Normalmente, sua grande qualidade acaba sendo seu principal defeito. Eu sou muito entusiasmado. Eu tenho muita alegria com a vida, isso acaba se distorcendo para um entusiasmo meio abrupto e exagerado. Essa característica pode ser útil, mas muitas vezes pode me derrubar, principalmente em momentos que preciso ficar mais quieto e não falar tanto. A força que, por sua vez, pode ser medida, também pode ser desmedida. O meu ponto forte é, também, o meu ponto fraco”.

P: Qual sua atividade física favorita?

R: “Há pouco tempo atrás era o Tênis, mas estou trocando pelo Trekking, ou Montanhismo. Tem a bicicleta, mas, para mim, é mais que um esporte, é um meio de transporte. Recentemente estou apaixonado pelo Montanhismo, o grande desafio é você. É preciso se domar. Estou encantando com esse esporte”.

P: Você tem um ídolo? Alguém que te inspira?

R: “Meu ídolo é o Dr. Alfredo Halpern, endocrinologista, que, hoje é uma estrela que brilha lá no céu e torce muito por mim. Seu filho, Dr. Bruno Halpern, é autor do prefácio do meu livro, onde quis fazer uma homenagem a ele e a família. Suas ideias, vivas até hoje, representam tudo o que eu penso sobre manutenção de peso, metabolismo e, a forma como a sociedade encara as pessoas que estão no sobrepeso. Eu concordo com tudo em que o Dr. Alfredo pensa, ele é meu ídolo”.

P: Como você definiria sucesso?

R: “O sucesso é aquela brisa de verão, aquele vento bom, que faz tão bem e achamos tão legal. Mas é preciso ter consciência de que esse vento vai passar, e existem coisas muito mais importantes e sedimentadas para a vida. Sucesso é essa brisa passageira, faz com que fiquemos inebriados, mas de uma forma errada. O que importa mesmo é a terra em que pisamos, o horizonte que enxergamos a nossa frente, e o que se planta, o que pensamos em colher para o futuro”.

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